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<title>Poesia de rua #57</title>
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<dc:subject>Chuckie Egg</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="nenhumtrabalho.jpg" src="http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/nenhumtrabalho.jpg" width="500" height="375" /></p>]]>

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<title></title>
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<dc:subject>Saboteur</dc:subject>
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<![CDATA[<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pOLcS4uZ3QU&hl=pt_PT&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/pOLcS4uZ3QU&hl=pt_PT&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>]]>

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<title>Dicionário das Utopias</title>
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<summary type="text/plain"> Porque o “fim da história está longe de ser programado” faz todo o sentido dar atenção ao novo Dicionário das Utopias. Segundo os autores, Michèle Riot-Sarcey, ThomasBouchet e Antoine Picon, o livro das Edições texto &amp; grafia sai em...</summary>
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<dc:subject>Paradise Café</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img src="http://www.artbooks.com.br/Fotos/9789898285034.jpg"></p>

<p>Porque o “fim da história está longe de ser programado” faz todo o sentido dar atenção ao novo Dicionário das Utopias. Segundo os autores, Michèle Riot-Sarcey, ThomasBouchet e Antoine Picon, o livro das Edições  texto & grafia sai <em>em busca da historicidade das utopias</em> e de um <em>retorno à compreensão, geralmente perdida, de um passado esquecido</em>.  Utopia esta, compreendida pelos investigadores como uma <em>espécie de remeniscência de uma necessidade insatisfeita que reaparece como necessidade de reabilitar a crítica de um presente conflitual</em></p>

<p>Um trabalho à primeira vista sério, recusando a simplificação, aparentemente norteado pela abordagem histórica. </p>]]>

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<title>Nakba a cores!</title>
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<modified>2009-11-19T14:23:06Z</modified>
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<summary type="text/plain"> Le marché de Jaffa, Gustav Bauernfeind, 1877 Há uns tempos a Câmara Municipal de Paris decidiu celebrar os 100 anos de Tel-Aviv -1909 – 2009 – apresentada como uma cidade nascida da areia e do mar, representando a modernidade...</summary>
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<dc:subject>Shift</dc:subject>
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<![CDATA[<center><img src="http://2.bp.blogspot.com/_Ao0V7rM8ZgU/SuoPrMdhITI/AAAAAAAAAj4/K6FX4JXtsVU/s400/jaffa.jpg"><center>
Le marché de Jaffa, Gustav Bauernfeind, 1877

<p><a href=" http://campagneboycott.blogspot.com/2009/10/la-face-sombre-de-tel-aviv-la-blanche.html">  Há uns tempos a Câmara Municipal de Paris decidiu celebrar os 100 anos de Tel-Aviv -1909 – 2009 – </a>  apresentada como uma cidade nascida da areia e do mar, representando a modernidade de Israel e isenta da imagem de espoliações que foram feitas aos palestinianos em 1948...  Ao invés, Tel-Aviv vive à sombra dos escombros e imagem do que Jaffa simbolizava outrora para os Palestinianos. Jaffa era antes de 48 o grande centro cultural palestiniano, como demonstram ainda cartazes da época da vinda da cantora Um Koultoum (a grande “diva” do mundo árabe) a esta cidade. <br />
“Os caminhos do meu programa de visita conduziram-me a Jaffa. Outrora considerada como o grande porto da Palestina, esta cidade e Haifa foram as portas da imigração sionista em massa nos anos 40. Unida desde então à municipalidade de Tel-Aviv, Jaffa foi o alvo de um grande projecto imobiliário que transforma ainda hoje esta cidade num exemplo de como a deslocação forçada da população palestiniana (agora com cidadania israelita, mas sem com isso terem os mesmos direitos) é um acto não terminado. Se as demolições das casas palestinianas são cometidas em nome da segurança pública, a especulação imobiliária e a recusa de autorização de construir aos palestinianos não deixam sombra de dúvida no que diz respeito às politicas públicas israelitas visando exclusivamente esta população”. Estas foram a recordações que guardei de Jaffa, estas e as cores das laranjas da ainda hoje conhecida marca de laranjas de Jaffa. Uma amiga palestiniana nascida num campo de refugiados no Líbano (Chatila), emigrada em França, contara-me um dia que ao fazer compras num mercado francês quase comprou sem saber laranjas de Jaffa. Quando se apercebeu da coisa, decidiu fazer boycot pois estas laranjas, agora israelitas, pertenceram um dia ao pai (explorador de cerca de três hectares de laranjeiras). Quando telefonou ao pai, em Beirute, contando o episódio do mercado, este mesmo homem respondeu: “foste estúpida, as laranjas de Jaffa são as melhores do mundo”.  <br />
A história contada e recontada da “terra sem povo, para um povo sem terra” vingou. O trabalho de branqueamento do que foi a Palestina é ainda hoje o pão de cada dia do governo israelita. Destrói-se sem pudor as ruínas de aldeias inteiras (únicas provas de uma existência... além das oliveiras centenárias, tidas como árvores selvagens na terminologia israelita), inventa-se poeticamente a história de um país começado do zero, manipula-se a memória individual daqueles que chegaram em 1948 e cala-se a memória colectiva dos palestinianos.<br />
<a href=" http://www.zochrot.org/index.php?lang=english"> Zochrot é uma das associação israelo-palestiniana que tem ido contra esta corrente. Têm desmultiplicado esforços para elucidar a verdadeira história da criação do Estado de Israel, construído mapas que mostram a situação geográfica das aldeias palestinianas destruídas em 48, criado instrumentos pedagógicos sobre a Nakba. </a> </p>

<p>Toda esta “introdução” para vos introduzir um documento de arquivo que acabo de descobrir. Um pequeno vídeo a cores do início dos anos 50, feito por um tal Fred Monoson, judeu americano, que mostra as consequências da agressiva ocupação israelita da cidade de Led:  </p>

<p><a href="http://www.ynet.co.il/articles/0,7340,L-3806739,00.html">http://www.ynet.co.il/articles/0,7340,L-3806739,00.html</a></p>

<p>Não me deixei desconcentrar pelo artigo em hebraico onde se encontra este vídeo inserido, no entanto, fiquei estremunhada pelo facto do filme ser a cores. É verdade que as inovações técnicas no cinema começaram a dar os seus frutos coloridos nos anos 20 e 30. É verdade também que nos encontramos logo a seguir à II Guerra Mundial, um dos primeiros grandes momentos mundiais a ter algumas imagens coloridas, contudo, ver a Nakba a cores é algo inédito, não só porque não convém mostrar “uma terra com povo, para um povo sem terra” como pelo facto de mostrar que este momento é bem recente (+-60 anos), tendo em conta a nossa automática associação entre imagem a cores e modernidade.     <br />
</p>]]>

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<title>A festa de babete</title>
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<modified>2009-11-18T18:52:17Z</modified>
<issued>2009-11-18T18:40:40Z</issued>
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<summary type="text/plain"> &quot;A tarefa era dura: tinha de juntar toda a informação possível sobre os locais que constavam do roteiro gastronómico do caso «Face Oculta». Durante largos meses, os homens fartaram-se de almoçar uns com os outros por esse país fora....</summary>
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<dc:subject>Rick Dangerous</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img src="http://www.ionline.pt/adjuntos/102/imagenes/000/097/0000097143.jpg"><br />
<em>"A tarefa era dura: tinha de juntar toda a informação possível sobre os locais que constavam do roteiro gastronómico do caso «Face Oculta». Durante largos meses, os homens fartaram-se de almoçar uns com os outros por esse país fora. Mas eu só tinha uma semana. Meia-dúzia de dias a comer e beber nalguns dos melhores restaurantes do país... Era um trabalho sujo, mas alguém tinha de o fazer. [...]<br />
O polvo mostra-se generoso em quantidade e qualidade, acompanhado no interior do tacho onde se banha num molho escuro e espesso por batatas, grelos, tomate e camarões. Outra das referências da casa é o leitão, assado com o cuidado e a sapiência destacados por vários críticos gastronómicos. Mas o leitão está esgotado... Ou não. Na mesa ao lado, dois cavalheiros que chegaram mais tarde acabam por se deliciar com uma travessa de nacos do pequeno reco. Terão encomendado com antecedência. [...]<br />
O ritual é sempre o mesmo: entramos e desfilamos perante uma banca de peixe e mariscos para escolher a refeição - entrada e prato principal. É uma visão impressionante, mesmo para quem não tenha a paixão pelo peixe fresco, este baixo-relevo formado por exemplares notáveis de robalo, dourada, sargo, pargo, linguado, pregado, corvina, cherne, salmonete. Todos alinhados numa frescura que nos leva a pensar que a qualquer momento nos vão saltar para o colo...<br />
Ali ao lado, camarões-tigre, carabineiros e amêijoas oferecem-se à gula para entrada. Irresistível. Junte-se a tudo isto a qualidade irrepreensível dos acompanhamentos (umas batatinhas assadas no forno que são um mimo e uma salada mista de pimentos, tomate, cebola e batata) e tudo se conjuga para uma refeição inesquecível, numa sala apesar de tudo capaz de conter as muitas conversas, mas com um serviço de rapidez oscilante - como o peixe tem de passar pela grelha, os primeiros a chegar e a pedir são servidos depressa, mas os retardatários farão bem em ocupar o tempo com algumas entradas e um copo de vinho.<br />
A este nível, numa garrafeira repleta de opções a várias dezenas de euros (e estamos a falar de vinhos brancos...), é impossível não notar uma inflação despropositada dos preços. Como exemplo, uma garrafa pequena de Planalto paga-se a 9,50 euros, quando o mesmo vinho, no supermercado, custa menos de um terço disso - no Continente on-line paga-se a 2,84 euros.<br />
(Bom, chefe, tenho de confessar: almocei acompanhado. Num sítio daqueles não se come sozinho. A cerimónia de apreciar um robalo de dois quilos não é coisa para se fazer a solo e os peixes da "lota" são, por norma, muito grandes. Na nossa mesa apareceram dois salmonetes, excelentes, e um linguado, ligeiramente seco. A aclamada mestria dos homens da grelha do Mercado do Peixe teve aqui um momento infeliz...)<br />
No final, a acompanhar o café, pudemos apreciar um pastel de nata acabado de fazer e que é uma maravilha! Manuel José Godinho almoçou aqui quatro vezes com alguns dos envolvidos no caso «Face Oculta». Não sabemos se usaram os babetes que alguns dos convivas envergam para não salpicarem as gravatas e camisas de seda, mas temos quase a certeza de que o restaurante foi do agrado do empresário de Ovar.<br />
(E até digo mais: quem não acredita que os criminosos voltam sempre ao local do crime é porque nunca provou estes pastéis de nata...)"</em><br />
Luís Francisco, <a href="http://jornal.publico.clix.pt/noticia/15-11-2009/o-homem-que-gostava-de-peixe-18217303.htm">O homem que gostava de peixe</a><br />
</p>]]>

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<title>Com tranquilidade</title>
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<modified>2009-11-18T15:35:45Z</modified>
<issued>2009-11-18T15:33:10Z</issued>
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<summary type="text/plain"> O Sporting está interessado neste jogador, cujos primeiros passos para o futebol foram dados num clube chamado (i shit you not) «Tiradentes»......</summary>
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<dc:subject>Rick Dangerous</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/_zG_2QRsOxEY/SwM19KtDCVI/AAAAAAAAA1Q/8XeAL3qoL8Y/s1600/Wanderson.jpg"><br />
O Sporting está interessado neste jogador, cujos primeiros passos para o futebol foram dados num clube chamado (i shit you not) «Tiradentes»...</p>]]>

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<title>Mais contras que prós</title>
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<modified>2009-11-17T12:32:21Z</modified>
<issued>2009-11-17T11:54:46Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Cheguei ontem a casa tarde e só pude ver o final daquele programa asqueroso apresentado por uma não menos asquerosa jornalista. Sobre o assunto em discussão, queria deixar duas notas. 1.ª O casamento é uma coisa que me diz...</summary>
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<dc:subject>Bounty Bob</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="pcontrasfcf.jpg" src="http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/pcontrasfcf.jpg" width="560" height="180" /></p>

<p>Cheguei ontem a casa tarde e só pude ver o final daquele programa asqueroso apresentado por uma não menos asquerosa jornalista. Sobre o assunto em discussão, queria deixar duas notas.<br />
1.ª O casamento é uma coisa que me diz muito pouco. Vejo-o, enquanto instituto integrado na <em>mui nobre </em>instituição família, mais como uma forma de manutenção e preservação de um dado património dentro da esfera particular de um grupo do que qualquer outra coisa. Não acho que o casamento - na verdade, um contrato bilateral com efeitos pessoais e patrimoniais para ambas as partes - tenha muito que ver com afectos ou sentimentos. <br />
2.ª Não obstante, ao ouvir aquela gente ressabiada e bulorenta, que está sempre contra tudo o que esteja relacionado com mais liberdade individual, com mais liberdade de decisão sobre a vida de cada um, sinto-me compelido a intervir nesta luta, obviamente ao lado dos que defendem o alargamento do casamento a pessoas do mesmo sexo. Nem que seja só pelo valor simbólico que tal alteração legislativa sempre comportará.  </p>

<p>P.S. Admiro e respeito o civismo das pessoas que foram ao programa defender a não realização do referendo. Confesso que seria incapaz de me manter sereno ao ouvir as baboseiras moralistas e conservadoras dos que lá foram, defendendo o referendo, demonstrar a sua homofobia e tacanhez. Não demoraria muito a partir para o insulto ou para qualquer <em>acto menos dignificante</em>. E o pior de tudo é que acho que o faria com gosto. </p>

<p>ADENDA: Queria apenas acrescentar que é, para mim, clara a inconstitucionalidade da discriminação do conceito de casamento do Código Civil. É também este um motivo óbvio para defender a alteração da lei no sentido da consagração do direito de pessoas do mesmo sexo se casarem.</p>]]>

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<title>Pub.</title>
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<modified>2009-11-17T11:55:24Z</modified>
<issued>2009-11-17T11:48:50Z</issued>
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<summary type="text/plain">HOJE pelas 18h30, no Teatro Maria Matos, António Guerreiro e o Nuno Nabais discutem Biopolítica, uma organização daquele teatro e da Unipop. Este é o texto dos organizadores: “Nos últimos anos, a biopolítica de Michel Foucault tornou-se um sugestivo lugar...</summary>
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<dc:subject>Paradise Café</dc:subject>
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<![CDATA[<p>HOJE<br />
pelas 18h30, no Teatro Maria Matos, António Guerreiro e o Nuno Nabais discutem <strong>Biopolítica</strong>, uma organização daquele teatro e da Unipop.</p>

<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1217/1100409451_3003e1acdc.jpg"></p>

<p>Este é o texto dos organizadores:<br />
“Nos últimos anos, a biopolítica de Michel Foucault tornou-se um sugestivo lugar de debate. O recurso ao conceito parece anunciar que a discussão da política terá que decorrer num plano que extravasa largamente o domínio do institucional, alastrando-se a todas as esferas da vida, no momento em que emergem novas técnicas de governo da população. Entretanto, e a partir da obra de autores como Giorgio Agamben, Roberto Esposito ou Antonio Negri, a noção de biopolítica tem sido objecto de interpretações diversas, por vezes até contraditórias, nuns casos apresentando o conceito como “grito de alerta” contra o actual estado das coisas, noutros interpretando-o como gesto de abertura de novos campos de poder político”</p>]]>

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<title>RAP recebe prémio da ILGA</title>
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<modified>2009-11-16T02:18:49Z</modified>
<issued>2009-11-16T02:15:14Z</issued>
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<created>2009-11-16T02:15:14Z</created>
<summary type="text/plain">Ouvi na SIC o Ricardo Araújo Pereira a dizer que não fazia ideia porque é que tinha recebido o prémio arco-iris que distingue aqueles que contribuiram para a luta contra a discriminação das pessoas com base na sua orientação sexual....</summary>
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<dc:subject>Saboteur</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Ouvi na SIC o Ricardo Araújo Pereira a dizer que não fazia ideia porque é que tinha recebido o prémio arco-iris que distingue aqueles que contribuiram para a luta contra a discriminação das pessoas com base na sua orientação sexual.</p>

<p>Eu também não.</p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dAVfsS3b100&hl=en_US&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/dAVfsS3b100&hl=en_US&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]>

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<title>Crítica do Nacionalismo Económico</title>
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<modified>2009-11-15T15:14:05Z</modified>
<issued>2009-11-15T13:31:26Z</issued>
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<summary type="text/plain">A nacionalidade do operário não é francesa, nem inglesa, nem alemã; é o trabalho, a escravidão livre, a traficancia de si mesmo. O governo do operário não é francês, nem inglês, nem alemão; é o capital. (...) O solo que...</summary>
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<dc:subject>Paradise Café</dc:subject>
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<![CDATA[<p><em>A nacionalidade do operário não é francesa, nem inglesa, nem alemã; é o trabalho, a escravidão livre, a traficancia de si mesmo. O governo do operário não é francês, nem inglês, nem alemão; é o capital. (...) O solo que pertence ao operário não é o solo francês «, nem o alemão, nem o inglês; é um solo que fiza alguns pés abaixo do chão.</em></p>

<p><img src="http://www.chemnitz-lebt.de/wp-content/uploads/2009/04/karl_marx_graffiti.jpg"></p>

<p><em>No plano interno, a pátria do industrial é o dinheiro. Portanto, o filisteu alemão quer que as leis da concorrência, do valor de troca, da traficância, percam a sua validade quando chegam aos portões do país!</em></p>

<p><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/marx.jpg"></p>

<p>Saiu para as livrarias um pequeno livro de Karl Marx com dois pequenos textos: "Crítica de Liest" e "Discurso sobre a questão do comércio livre". Prefaciados por José Neves, os textos debruçam-se sobre a crítica ao proteccionismo e ao comércio livre, propondo o internacionalismo operário como resposta a estas duas soluções económicas. <br />
Trata-se de textos de uma actualidade surpreendente que nos fazem pensar quão pobres, vazios e anti-marxistas são os agentes contemporâneos da luta que, paradoxalmente, tentam disputar o "marxismo" como se as suas propostas de gestão do actual alguma inspiração tivessem  no pensamento político-económico de Karl Marx. <br />
</p>]]>

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<title>Le Monde diplomatique - Edição Portuguesa</title>
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<summary type="text/plain">Até 31 de Dezembro, ao assinar ou renovar a sua assinatura do Le Monde diplomatique por 1 ano (40 euros ou 30 para estudante), recebe gratuitamente mais três meses de assinatura. Os três meses podem ser acrescentados à sua assinatura...</summary>
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<dc:subject>Saboteur</dc:subject>
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<![CDATA[<p><a href="http://pt.mondediplo.com/">Até 31 de Dezembro, ao assinar ou renovar a sua assinatura do Le Monde diplomatique  por 1 ano (40 euros ou 30 para estudante), recebe gratuitamente mais três meses de assinatura.</p>

<p>Os três meses podem ser acrescentados à sua assinatura ou ser oferecidos como presentel a outra pessoa.<br />
</a><br />
<img src="http://1.bp.blogspot.com/_K48AUya_f5M/RctI4OsLNTI/AAAAAAAAAFQ/2n_LFtgVLs8/s320/LMDep,n4.jpeg"></p>

<p>Lembrei-me de fazer esta publicidade porque acabo de ler o interessantíssimo artigo de José Castro Caldas, no número deste mês, sobre a atribuição do Nobel da Economia a Elinor Ostrom.</p>

<p><em><br />
«O trabalho da vida de Elinor Ostrom põe em causa a ideia de inevitabilidade de existência de apenas duas alternativas: controlo dos "comuns" pelo Estado ou privatização. Ela defende, com base em abundante investigação empírica, que as comunidades podem ser capazes, não só de evitar a tragédia, como de gerir recursos em comum de forma mais sustentável que o Estado ou os proprietários privados.»</em></p>]]>

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<title>Blackpot</title>
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<modified>2009-11-14T15:12:10Z</modified>
<issued>2009-11-14T12:29:13Z</issued>
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<summary type="text/plain">&quot;Pode-se vomitar tudo menos o medo e a solidão. Esta frase idiota fora-lhe dita, uma vez, por um médico que morrera atropelado por um camião. Continou a olhar para o espelho e tentou sorrir da ideia. Mas não sorriu&quot;. Pela...</summary>
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<dc:subject>Paradise Café</dc:subject>
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<![CDATA[<p><a href="http://www.scribd.com/doc/22052576/Novidades-Assirio-22-10-2009">"Pode-se vomitar tudo menos o medo e a solidão. Esta frase idiota fora-lhe dita, uma vez, por um médico que morrera atropelado por um camião. Continou a olhar para o espelho e tentou sorrir da ideia. Mas não sorriu".</a></p>

<p><img src="http://cadeiraovoltaire.files.wordpress.com/2009/10/blackpot1.png?w=191&h=300"></p>

<p>Pela mão da Assírio & Alvim, encontra-se agora nas livrarias Blackpot, um policial inédito do americanizado pseudónimo de Dinis Machado. Para quem não conhece ou tem preconceitos sobre este género literário, sugere-se a leitura deste, como dos outros três livros que recentemente a editora deu à estampa. É bom, supreendente, simples e muito, muito inteligente.</p>]]>

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<title>Conferência Sindical Internacional</title>
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<modified>2009-11-14T12:49:25Z</modified>
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<summary type="text/plain"> Aqui está o link para o blog da iniciativa que houve em torno da importância da Confederação Sindical Internacional e da pertinência da CGTP-IN aderir a esta estrutura. A adesão da CGTP à CSI não seria certamente a panaceia...</summary>
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<dc:subject>Saboteur</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img src="http://marxists.architexturez.net/portugues/img/sindicalismo.jpg"></p>

<p><a href="http://www.conferencia-sindical.blogspot.com/">Aqui está o link para o blog da iniciativa que houve em torno da importância da Confederação Sindical Internacional e da pertinência da CGTP-IN aderir a esta estrutura.</a></p>

<p>A adesão da CGTP à CSI não seria certamente a panaceia para os problemas dos trabalhadores, mas a recusa da maioria da sua Direcção em dar este passo ilustra bem como vai o nosso sindicalismo e como vamos ainda ficar quando Carvalho da Silva sair e Arménio Carlos assumir os comandos da Central.</p>]]>

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<title>Eles andam aí... os espíritos parisienses !</title>
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<dc:subject>Shift</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="seance_courts2.jpg" src="http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/seance_courts2.jpg" width="317" height="230" /><br />
</p>]]>

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<title>de eléctrico em barcelona 1908</title>
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<summary type="text/plain"> Parece que este filme foi muito falado há uns meses mas só agora tive uma amiga lá da terra e empurrar-me para a maravilha. Pode dizer-se tanto, e tenho a certeza que algum estudioso do cinema já disse tudo...</summary>
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<dc:subject>Renegade</dc:subject>
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<![CDATA[<p><object width="520" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kJdwzY1o7k8&hl=en_US&fs=1&rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/kJdwzY1o7k8&hl=en_US&fs=1&rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> </p>

<p>Parece que este filme foi muito falado há uns meses mas só agora tive uma amiga lá da terra e empurrar-me para a maravilha. Pode dizer-se tanto, e tenho a certeza que algum estudioso do cinema já disse tudo o que havia para dizer, mas não posso deixar de convidar quem vai vendo este blog a repousar o olhar no filme à mesma velocidade do eléctrico. E, se tiverdes vagar, a vê-lo uma e outra vez.<br />
Este filme lembra outro travelling famoso, aquele em que Nanni Moretti visita o descampado onde pasolini foi assassinado (em Caro Diário).Mas desta vez é tudo ao contrário: há gente nas ruas, o cenário é a cidade e não uma zona inóspita suburbana, há alegria e vontade de vida em cada passante e não o sonambulismo melancólico dos fantasmas que moretti vai cruzando, o eléctrico parece não ter destino fixado ao contrário da vespa de Moretti, em viagem de peregrinação. Além de observarmos passivamente, sentimos que centenas de olhos nos observam.</p>

<p>Alguma analogia se pode fazer entre este filme e os quadros dos realistas flamengos, nem que seja por atrair o olhar para o detalhe. Mas em movimento! Toda a gente vê os chapéus a saltar das cabeças, mas será que todos vêem a pantomima revisteira do moço a mostrar o traseiro à câmara? Também não é difícil reparar que a civilização do automóvel ainda não tinha canibalizado a cidade e que as bicicletas borboleteavam por ali. Mas será que todos reparam na desigualdade de género entre os proprietários/utilizadores dos veículos? Ficamos maravilhados com o vestuário daquela gente, as plumas nas cabeças das mulheres, os chapéus, mas será que, ao fazê-lo, nos questionamos sobre o significado cultural de só as crianças terem, e nem sempre, as cabeças descobertas (aqui estou a pensar nas coisas absurdas que se dizem hoje em dia a propósito de véus islâmicos)? E não haverá uma interpelação algo violenta ao nosso enfado pequeno-burguês no êxtase das caras anónimas reveladas neste travelling? Se alguém se der ao trabalho de ver o filme, e já entrando no ritmo lento destes curtos sete minutos, gostava que esse alguém aqui dissesse qualquer coisa sobre o que deles colheu para si e eu direi qualquer coisa quando de lá voltar.<br />
</p>]]>

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