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setembro 15, 2010
Vamos? Então não vamos...

O Bloco de Esquerda nunca conseguiu o seu objectivo-fetiche de se tornar num partido com a mínima ligação aos trabalhadores e suas lutas. A disputa idiota que mantém com o PCP em torno do poder dentro da CGTP será sempre uma partida perdida.
O BE nunca se conseguiu descolar da imagem de um partido que, essencialmente, passa a sua mensagem colorida através da televisão. Ao fim de todos estes anos, e de até ter passado o PCP nas últimas legislativas, a sua influência junto da principal central sindical nunca deixou de ser residual, tendo apenas uns poucos simpatizantes nas esferas mais influentes, como o Ulisses Garrido ou o António Avelãs.
Mas, pelos vistos, a estratégia anda a mudar: já que junto de quem trabalha, sindicalizado ou não, o bloco não consegue mexer uma palha, anda a criar ou tentar infiltrar-se em múltiplas plataformas, normalmente caracterizadas pela sua despolitização e pela sua reduzida média etária. O VAMOS! é o mais recente embuste, mas Vamos com calma.

"Será que a Ilga também dá para ocupar, ou o PS não vai dar hipótese?", segreda Jorge Costa ao chefe
1º ATTAC O tubo de ensaio desta estratégia foi esta associação – talvez tenha sido o SOS Racismo mas não conheço tão bem a história. Nascida de um esforço de pessoas ligadas ao PCP, a ATTAC serviu depois como albergue espanhol para os órfãos da política. Com tempo e com a guerra do Iraque a coisa foi-se tornando bem séria e com uma capacidade de mobilização relativamente impressionante. Foi, pouco depois disto, que, de um momento para o outro, o BE desatou a funcionalizar membros da direcção da ATTAC. Um dos seus mais destacados dirigentes foi para funcionário do BE com a tarefa dos Movimentos Sociais (??!!!!??), um outro, que se tinha destacado na criação da ATTAC Verde (ecologista), foi convidado para assessoriar os deputados do BE para as questões ambientais, e ainda uma moça que se destacava pelo seu voluntarismo e rigor (diga-se) na gestão da tesouraria, mesmo sem ser militante, foi “cooptada” para funcionária administrativa do BE.
Resultado: A ATTAC ia acabando. Como é natural o pessoal fora da esfera do BE passou-se, houve dezenas de horas de reuniões, gritos, etc.. em torno da bloquisação da ATTAC e tiveram de se passar uns anitos até a coisa estar novamente a andar.
2º MAYDAY Aqui a coisa sempre foi feita com muito menos vergonha na cara. Para começar, até há dois anos, creio, o chefinho da coisa, era, nem mais nem menos, que o Jorge Costa (para quem não sabe o Jorge Coelho do BE desde há muitos anos). Apesar deste figurão se ter posto a andar, este ano a coisa atingiu níveis da mais completa insanidade. Basta dizer que a grande maioria dos “activistas” da coisa ou eram funcionários ou dirigentes do BE. As reuniões hiper-preparadas, as mundividências iguais, as disponibilidades para fazer acções às duas da tarde a que só os funcionários do Bloco podiam ir foram apenas algumas das parvoíces que culminaram com a saída de muita gente após reuniões deprimentes.
Depois desta experiência motivadora, os jotinhas do BE lá decidiram inventar mais duas organizações de precários -os Precários Inflexíveis e o FERVE (fartos destes recibos verdes), que, no fundo, têm exactamente os mesmos protagonistas sonsos do MayDay, uma boa parte deles a usar o seu tempo como funcionário do partido para dinamizar e organizar os grupelhos.

uma acção dos Precários na Grécia
O que é mais incrível é que esta gente não se cansa de usar sempre a mesma táctica absurda, como se ainda conseguissem enganar alguém (infelizmente ainda há uns quantos que caem na esparrela) e continuam e continuam.... Há pouco tempo começaram a tentar invadir a PAGAN (Anti-Nato) e agora criaram mais um fantoche com praticamente as mesmas pessoas, o Vamos!, que servirá, desta vez, para juntar “sensibilidades diferentes” (por amor da santa!!!!) no combate à crise.
O pior é que estou mesmo convencido que, tirando um ou outro imbecil mais premeditado na merda que faz (como o Ricardo Moreira, por exemplo) a maior parte desse pessoal acha mesmo que está a fazer trabalho sério para o “Movimento”.
“Mas se não fossem eles não se fazia nada disto”, este é o argumento obreirista que mais ouço para defender esta forma de fazer política, ao que, invariavelmente, respondo, é exactamente por eles lá estarem que uma série de gente não põe lá os pés.
Vamos? Vamos, mas vamos é acabar com esta política espectáculo do partido vazio, onde a conferência de imprensa se substitui à greve, e em que os funcionários dos partidos se substituem aos trabalhadores nas suas acções e consciencializações. Cada vez isto é mais claro para mim: enquanto não se puxar o autoclismo por inteiro, a merda que há tantos anos anda a boiar no suposto movimento social irá sempre impedir o nascimento de movimentos mais amplos de outro tipo que tenham realmente a vontade de tomar as suas vidas nas suas mãos!
Publicado por [Paradise Café] às setembro 15, 2010 01:14 PM
Comentários
Porra, este post está ao estilo rolo compressor, o que me agrada.
Realmente, se começamos a ver quem são os participantes nesta plêiade de micro-organismos, praticamente unicelulares, encontramos sempre os mesmos nomes, as mesmas alianças. E encontramos sempre o mesmo voluntarismo para a máquina de filmar e a câmara fotográfica.
Não farei nada contra eles, eles definham sozinhos tal é a falta de ligação às massas, maiores ou menores que lhes poderiam dar suporte. Mas não me apanham lá para fazer número.
Publicado por [RED] às setembro 15, 2010 01:57 PM
A lição está bem dada! Fiquei esclarecida sobre alguns pontos que ainda não tinha pescado!
Publicado por [green] às setembro 15, 2010 02:02 PM
Bravo Paradise. Nada do que disseste é novidade mas sempre serve para abrir um bocadinho os olhinhos à gente. Contudo, o que é mesmo engraçado é que em muitos encontros se discutia se tirar fotocópias na sede do Bloco era legítimo para a "independência" do movimento. Ao que parece, pelo menos as fotocópias eram mesmo independentes.
Publicado por [Pim_Pam] às setembro 15, 2010 02:22 PM
Paradise Café, no dia em que com coragem assinares com o teu nome, aceitaremos que faças críticas pessoais com indicação de nomes na praça pública... Entretanto, é uma triste cobardia.
Publicado por [RC] às setembro 15, 2010 02:38 PM
isto do "vamos" tem um grafismo e um design que parece as campanhas do cartão jovem ou da pepsi max de há 15 anos.
Publicado por [Xaviera] às setembro 15, 2010 03:06 PM
RC: só não revelo a minha identidade porque na verdade sou funcionário do bloco e não quero perder o emprego! E tu pq não dizes quem és?
Publicado por [Paradise Café] às setembro 15, 2010 03:27 PM
:) Paradise Café... sabes bem que não és funcionário do Bloco. Tás com medinho... estás, estás... é fixe ser radical e estar por trás do papá... não dar a cara é fácil... então? onde está essa atitude revolucionária?
Publicado por [Anónimo] às setembro 15, 2010 03:37 PM
Depois de ler este post pergunto-me, o q fizeste tu para mudar alguma coisa? Criticas quem faz mas plo menos faz...tu a partir dessa tua cadeirinha sentado atrás do pc nada fazes...é essa a tua "revolução"? Criticar quem tenta fazer alguma coisa em vez de criticar quem realmente devias atacar?! Vergonhoso...
Publicado por [JS] às setembro 15, 2010 03:41 PM
Venho aqui assegurar ao JS que o Paradise Cafe faz bué da coisas para mudar alguma coisa.
Publicado por [PP] às setembro 15, 2010 03:48 PM
bué da cenas no regueirão dos anjos, né? para as massas? quando fizerem batatas fritas também vou lá!!
Publicado por [Anónimo] às setembro 15, 2010 03:51 PM
agora quem é que é o anónimo cobarde? aparentemente toda a gente que aqui vem sabe perfeitamente quem é quem neste blog
Publicado por [PP] às setembro 15, 2010 03:55 PM
PP: com o devido distanciamento, a questão é só de estilo. Acompanhar o blog é fixe. Ver os posts é fixe. Maso Paradise Café dizer que é do Bloco e não responder pelos insultos ou insinuações que faz é que não me parece muito bem.
Regueirão dos anjos não sei o que é mas tb me parece que é um bocadinho metido a martelo.
Agora, para quem se interessa por estas coisas, ver que existe uma opinião do Paradise Café forte sobre uma data de coisas e chamar pessoas ao barulho é que já é mais complicado porque o anonimato deve proteger-nos a todos.
Se aquelas pessoas quiserem responder, respondem como? É desiquilibrado, uns tratam-se pelo nome e falam daquilo que fazem na vida, e outros aparecem como personagem.
Não sei mas parece-me que o Paradise Café pelo menos devia dizer quem é neste post ou então enviar um mail às pessoas em causa a dizer o que pensa. Pelo menos entre eles a coisa era mais kit-kat.
Publicado por [Anónimo] às setembro 15, 2010 04:00 PM
que coisa tão feia!!!
Publicado por [Anónimo] às setembro 15, 2010 04:09 PM
Eh pá.... Agradeço aqui ao camarada do Café Paraíso por me ter elucidado.... Afinal o BE é um partido do caralho e está a mobilizar em tudo o que é movimento social!! Vou deixar de esperar pela Multidão e começar a votar BE. Obrigado pelo post camarada!
Publicado por [Anónima] às setembro 15, 2010 04:10 PM
ENA! Haja ressentimento!..
Essa malta do bloco deve ser mesmo poderosa para ser capaz só com meia-dúzia de gatos pintados imobilizar as massas. Um fenómeno nunca visto.
Publicado por [o manuel do jornalismo] às setembro 15, 2010 04:12 PM
ENA! Haja ressentimento!..
Essa malta do bloco deve ser mesmo poderosa para ser capaz só com meia-dúzia de gatos pintados de imobilizar as massas. Um fenómeno nunca visto.
Publicado por [o manuel do jornalismo] às setembro 15, 2010 04:15 PM
Querem mais nomes!? O Paradise foi bastante simpático que só revelou uns poucos. Tão preocupados com o dar a cara que os meninos estão... Não se preocupam com isso quando vão para as assembleias destes diferentes grupos sem assumir o que são, de onde vêm e em que condições.
Publicado por [BB] às setembro 15, 2010 04:21 PM
sangue, sangue... queremos nomes... todos... do paradise e dos outros
Publicado por [Anónimo] às setembro 15, 2010 04:50 PM
Mas se os nomes do pessoal que tá nesses movimentos é público e notório, qual é o espanto que o Paradise Café os mencione?
Não é bufaria nenhuma.
Bufaria é tar a querer nomear o Paradise Café. E pelos vistos até sabem mesmo quem ele é.
Os apparatchicks bloqueiros tão todos amofinados.
Publicado por [RED] às setembro 15, 2010 05:36 PM
Mas se os nomes do pessoal que tá nesses movimentos é público e notório, qual é o espanto que o Paradise Café os mencione?
Não é bufaria nenhuma.
Bufaria é tar a querer nomear o Paradise Café. E pelos vistos até sabem mesmo quem ele é.
Os apparatchicks bloqueiros tão todos amofinados.
Publicado por [RED] às setembro 15, 2010 05:36 PM
Que raio de merda tão irritante! Parece a CARAS dos esquerdinos pseudo-revolucionários. Se não fosses tu, eu nem sabia que o Vamos era iniciativa do BE e continuo sem ter a certeza se tens razão.
1. Este país é mesmo muito pequenino, de 10 milhões tens uns 10% que são politicamente activos e desses há talvez 60% de esquerda; da esquerda altermundialista são 5% dos anteriores. Não fiz as contas, mas dá em termos populares "meia dúzia de gatos pingados". É natural que a maior parte esteja em várias organizações ao mesmo tempo. Sabemos disso, em qualquer iniciativa as caras são sempre as mesmas! É pena, mas o problema que se revela aí é a falta de mais gente para participar nas iniciativas todas, em geral.
2. A obsessão com o cartão do partido, desculpa lá, mas é um bocadinho controleira à PCP. Isso é com cada um, não é um cartão que muda as pessoas e ninguém tem nada a ver com o caso! Se achas que um determinado indivíduo é instrumentalizado (e pode-se ser instrumentalizado por um partido, um grupo, um movimento, etc.), então isso é um problema com essa pessoa, não é para tirar daí generalizações. Em todo o sítio há gente influenciável e que não pensa pela sua cabeça, não é um exclusivo dos partidos.
3. Se os objectivos são comuns e as diferenças são mínimas estas divisões só servem à direita e já fartam! Passamos o tempo em manifs anti-guerra, que tal aplicar o princípio em casa?
A sério! Se houvesse tanta energia investida contra a direita como há na esquerda entre os seus próprios grupos, já o Paulo Portas estava reformado. Vocês têm ideia de quantos eleitores em geral a esquerda perde, precisamente por causa destas divisões? A esquerda toda: o BE, o PCP, os partidos mais pequenos, etc. E os movimentos perdem adesão e simpatizantes.
O governo lança notícias de fait-divers para não ter que tratar dos problemas e a esquerda entretém-se nestas lutinhas internas para quê?
Publicado por [Helena Romão] às setembro 15, 2010 06:05 PM
"O governo lança notícias de fait-divers para não ter que tratar dos problemas e a esquerda entretém-se nestas lutinhas internas para quê?"
Para ver se o bloco vai com o caralho! Era já uma parte da esquerda, depois só ficaria o resto e seria um passo até mandar a direita para o caralho. É como a ler, faz-se maioritariamente da esquerda para a direita.
Publicado por [ZXH80] às setembro 15, 2010 06:23 PM
helena:
1. sobre haver pouca gente, desculpa mas isso só é verdade quando se quer: então quando o pcp faz uma manif só com os seus militantes (ainda há uns dois anos o fez por causa da lei dos partidoso) e respondem ao apelo milhares, onde ficam os teus 10 ou 20? Depois, haver sempre a mesma gente parece-me que deveria ser uma questão que deveria fazer pensar ainda mais os DIRIGENTES OU FUNCIONÁRIOS partidários antes de tentarem controlar ou criar movimentos.
2. "não é um cartão que muda as pessoas e ninguém tem nada a ver com o caso!" tem tem. Mais uma vez, estou a falar de DIRIGENTES E FUNCIONÁRIOS. Achas que eu não tenho nada a ver quando tento estar num movimento apartidário e há gente a acertar a batuta antes de entarar na reunião para fazer prevalecer as teses do partido? Que raio de democracia pode existir no movimento quando uns trabalham oito horas por dia e usam o seu tempo livre para esse movimento e há quem esteja destacado e pago para trabalhar nesses movimentos todo o tempo, sem isso ser dicutido em nenhum lado a não ser dentro do partido?
quantas pessoas achas que não estiveram no mayday ou na attac por saberem disto? Santa inocência!
3. "os objectivos são comuns e as diferenças são mínimas ". Não, não são. Politicamente nada. O Be ou o PCP querem gerir, à sua maneira, o actual estado de coisas, não o quer implodir.
O BE vê na sua acção parlamentar a unica forma de fazer política, eu vejo no parlamento um deserto onde qualquer caminhada resultará sempre na gestão do capitalismo.
Etc..., etc... etc...
Por fim, posso ter com alguns militantes do BE pontos de convergência mínimos que me permitam fazer algum trabalho (a prova que nem sempre é fácil, é os factos que vêm no post), agora dizer que esta luta é interna já é mesmo demasiado...
Eu não sou da mesma família política de nenhum partido. Essa coisa de utilizar a "esquerda" (é esquerda apoiar o candidato do partido de Socrates?), sacralizá-la com o objectivo de a salvaguardar de ataques, sem a definir, nem dizer para que serveriam essas alianças, cumpre sempre o mesmo papel: defender quem faz merda, calando quem a denuncia.
Publicado por [Paradise Café] às setembro 15, 2010 06:27 PM
O artigo é interessante e vale a pena discutir a coisa. Para já, apenas dois comentários, um factual e o outro político:
1. O tal dirigente da ATTAC que foi funcionalizado pelo BE (eu), abandonou a direcção da ATTAC por sua iniciativa quando passou a ter militância partidária como dirigente do BE e funcionário. A sua responsabilidade não era pelos movimentos sociais, era no sector internacional e representava o BE no FSP, FSE e FSM. A ATTAC nunca foi, pelo menos no tempo em que estive na direcção, uma correia de transmissão dos partidos. Tinha a sua agenda própria e graças a isso uma forte capacidade de iniciativa e mobilização.
2. É normal que um partido tenha posição sobre os movimentos sociais e que os seus militantes participem nos movimentos. É pena é que haja poucos movimentos e pouca gente que faça essa militância. Nada impede os puros e independentes de fazerem mil maydays. A proibição dos partidos existirem na sociedade não é melhor caminho para a "autonomia" dos movimentos sociais.
Publicado por [Nuno Ramos de Almeida] às setembro 15, 2010 07:04 PM
"A proibição dos partidos existirem na sociedade não é melhor caminho para a "autonomia" dos movimentos sociais."
De onde é que isto vem?!
Publicado por [BB] às setembro 15, 2010 07:16 PM
Oié! :) Que grande! :) Iniciativas como o Vamos só trazem tachos e tachetas.é merda para mudar alguma coisa pelas próprias mãos."tomar a vida nas próprias mãos" custa vidas, mãos, unhas, e...."melhor andar alinhadinho com tachinho que faz barulhilhos, como os do fim-de-ano, oh Teixeira!". Buga puxar o autoclismo por inteiro! Nunca sei muito bem é onde está esse botão! (ou mesmo, como chegar até ele) :S
Publicado por [Pimpi] às setembro 15, 2010 07:20 PM
Nuno:
Não devemos ter estado nas mesmas reuniões de direcção...
Houve muita gente a levantar a questão e tu a assobiares para o lado durante várias reuniões, até que percebeste que era insustentável...
No caso da attac não havia, de facto, uma agenda partidária interna na direcção, houve foi uma pesca à linha (como está descrito no post, e creio que não se ficou por aí) que ajudou e muito a destruir a dinâmica da attac à altura.
Bom não tinhas a tarefa dos movimentos sociais e representavas o be nos fóruns socias... humm???
É normal que os militantes participem, parece-me que o aqui está a ser levantado é uma estratégia de um partido que utiliza dirigentes e funcionários para a aplicar. vá lá, de ti, não podemos esperar esse grau de inocência. Já andamos aqui há um tempito.
Publicado por [Rui Duarte] às setembro 15, 2010 07:27 PM
Pelo que percebi do texto o problema do BE andar a meter o nariz em vários movimentos sociais é que afasta pessoas que de outra forma se juntariam. Penso que será possível então ver o que eram esses movimentos sociais antes e depois da entrada em cena do BE. Alguém sabe responder? No caso da PAGAN, não me parece existir grande diferença, mas talvez seja uma tentativa incipiente do BE, sem resultados visíveis ainda. Dado que o BE tem poucos anos, o que limitava o movimento social antes do BE existir? E o que impede um movimento social de, baseado na informação contida nesta posta, impedir a entrada a qualquer militante do BE e assim tornar-se um pujante movimento social?
Com tanto trabalho a fazer, penso que esta preocupação com o BE pode fazer sentido (sendo provado o argumento) mas deverá limitar-se a uma nota de rodapé, sendo o fundamental da energia dirigida ao que é mesmo importante (que deixo ao critério de cada um/uma de decidir).
E já agora, o que foi aquilo das "múltiplas plataformas, normalmente caracterizadas pela sua despolitização"? ATTAC, PAGAN despolitizadas? Parece-me que temos aqui alguém com dificuldades respiratórias fora do sistema partidário.
Publicado por [Marlexis] às setembro 15, 2010 08:26 PM
só quem não conhece ou nunca esteve presente em algum desses "movimentos" é que poderá discordar do Paradise. esses e também os interessados na matéria (os chamados virgens ofendidas bloqueiras) que vão atirando areia (!) para os olhos da malta.
estou-me tanto a cagar para o BE como para o PC, mas nestes casos a estratégia do BE é apenas isso mesmo - ESTRATÉGIA.. e deprimente. é o chamado foder a vontade de quem aparece novo com a bela da ideia das "assembleias abertas e blábláblá.." e depois depara-se com uma cúpula de meia duzia de marmelos que proveêm todos do mesmo local e já têm a estratégia toda definida. uma merda que só serve para desmobilizar quem vai aparecendo.
Publicado por [areia] às setembro 15, 2010 09:48 PM
"só quem não conhece ou nunca esteve presente em algum desses "movimentos" é que poderá discordar do Paradise. esses e também os interessados na matéria (os chamados virgens ofendidas bloqueiras) que vão atirando areia (!) para os olhos da malta."
... isso agora foi muita Areia para a camioneta das virgens...
Publicado por [anónimo] às setembro 15, 2010 10:17 PM
Rui Duarte,
Não devemos ter estado nas mesmas reuniões de direcção. Tu ias,aliás, a muito poucas reuniões da ATTAC. Eu demiti-me mt antes de qualquer questão se colocar. Isso pode ser comprovado pela lista do yahoo da direcção e pelas reacções na altura. Aliás, fui mesmo o único que tomou essa posição, outros dirigentes da ATTAC no BE e funcionários não sairam. Já eram quando entraram na direcção da ATTAC, como o Rogério e posteriormente, a Sara. Acho normal que a memória seja selectiva mas convém não exagerar.
2. No BE nunca tive a responsabilidade dos movimentos sociais. Apenas representei o BE nas reuniões dos fora. Como perceberás, isso não me dava nenhuma responsabilidade de controlar essa área. Quem tinha essa responsabilidade na direcção do BE, era salvo erro, a Helena Pinto.
Publicado por [Nuno Ramos de Almeida] às setembro 15, 2010 10:31 PM
Como cidadão não posso ser aderente do BE, e ao mesmo tempo, participar na Comissão para o Melhoramento da Freguesia de Alguidares de Baixo...
Ora vão-se catar.....
Ser membro de um partido, não é um desonra, pelo contrário, é uma atitude de cidadania, parece que já se esqueceram , que ainda há pouco mais de 35 anos, isso implicava no mínimo umas " férias " em Caxias....
Respeitar a autonomia própria de organizações unitárias, é uma atitude correcta.
Tentar impedir que militantes partidários sejam activistas dessas organizações , é uma perfeita cretinisse
Ainda para mais, são normalmente os militantes partidários , sobretudo os de esquerda, os mais activos na defesa de causas de cidadania.
Quanto á conversa colorida do BE , deve ser bem colorida, para QUINHENTOS E SESSENTA MIL PORTUGUESES, terem votado no BE nas últimas legislativas.
Publicado por [augusto] às setembro 15, 2010 10:39 PM
Bem esgalhado, Paradise.
Publicado por [Josefa] às setembro 15, 2010 10:53 PM
uma concepção atomística do envolvimento político sairá sempre a perder face a estratégias de grupo. Não sendo possível (e desejável, será? em todo caso é uma questão ociosa, porque não é possível) "puxar o autoclismo", que fazer?
acho que é esse dilema não resolvido que se exprime neste post. Como resolver? Não sei. Admito que não seja resolúvel, embora este texto seja bastante saudável.
Mas penso que seria ainda mais saudável se se tomasse o conteúdo deste post pelo que é e que esses tais grupos de gente que se encontra para mudar o mundo dicutissem estas questões como algo intrínseco à própria actividade e organização que se propõe ter. Não sei se Paradise Café alguma vez colocou as coisas nestes termos em algum desses grupos. Pelos vistos não...talvez um bom ponto de partida fosse reflectir na razão que levou quem tinha tanto a dizer a remeter-se a esse silêncio (auto-imposto) e como é se pretende chegar a uma realidade mais transparente quando não somos capazes de promover a transparência nos nossos actos quotidianos nesses grupos.
De resto, o BE faz o que tem de fazer, como o PCP faz o que tem de fazer. Trabalham para alargar a sua influência e recrutar gente para alargar a sua influência, para recrutar gente, etc para aplicar a sua política. É assim, foi assim, e, arrisco dizer, sempre será assim.
Publicado por [renegade] às setembro 15, 2010 11:03 PM
É verdade q no MayDay anda ali gente k anda a fazer carreira política para subir dentro do BE invés da causa, estão-se nas tintas para o Movimento, o q kerem é assegurar um cargo politico como assessores ou de preferencia deputados, entao utilizam estes movimentos sociais como forma de Curriculum politico para subir uns pontos na consideração dos manda-chuvas do BE.
Publicado por [James Bond] às setembro 15, 2010 11:10 PM
Caro/a Paradise Café:
Não estou filiada em nenhum partido, já participei em diversas acções promovidas por alguns destes grupos e sempre me pareceram pertinentes e interessantes. Congratulo-os por existirem e pelo trabalho que fazem.
As criticas que fazes, contudo, creio que se inserem apenas e unicamente no direito à liberdade de expressão porque não têm qualquer fundamento e soam a dor de cotovelo: nada fazes para mudar seja o que for, e escondes-te atrás do um pseudónimo para criticares o que os outros fazem e, como se não bastasse, mentes no que escreves.
Jovem, get a life!
Ana Sá::Psicóloga::Lisboa
Publicado por [Ana Sá] às setembro 15, 2010 11:11 PM
O mais interessante é que dizem sempre o contrário...não sei porquê, tenho ideia que, mais que uma crítica política, a crítica à ideia de correia de transmissão é uma critíca sobretudo moral.
Isso torna-se explicito quando a prática destes e outros grupos é absolutamente oposta ao discurso que criam sobre si (somos bue independentes e tal, aqui cada um vale por si e outras mentirinhas naifs do genero, quando toda a gente devia perceber que estão lá para aplicar a agenda do partido).
Publicado por [renegade] às setembro 15, 2010 11:12 PM
é impressão minha ou a malta que tá a cascar no bloco e naqueles movimentos está toda com nicks? (tirando um Rui Duarte)
A malta que está a dizer bem dos grupos, ou pelo menos a não cascar, tem o nome à mostra.
É coincidência ou isto é uma espécie de livro da Marvel com o famoso combate dos Nicknames contra os Cara-Destapa?
Publicado por [Anónimo] às setembro 15, 2010 11:18 PM
Paradise,
Agora reparo: então, primeiro ai ai ai, que o BE se anda a meter nos movimentos sociais e depois afinal o grupo parlamentar é a única maneira que conhecem de fazer política?! Então?
Bom, eu estava fora quando o o NRA saiu da ATTAC e antes disso não tinha ligação à ATTAC PT e não o conheço pessoalmente. Conheço a história apenas por ouvir falar dentro da ATTAC e o que ouvi foi precisamente o que ele contou na resposta dele e que o Rui repetiu: que a ATTAC ficou desfalcada, porque as pessoas foram recrutadas para o BE e muitas delas deixaram a ATTAC. Não foi o BE a controlar a ATTAC, foram as pessoas a sair quando entraram no BE.
Nos outros movimentos não sei.
As pessoas são livres, podem estar no BE e noutros movimentos quaisquer... Cabe aos movimentos em Assembleia decidir os seus caminhos e tratar cada membro como pessoa/membro e não autorizar controlos indesejados.
Se as pessoas não estiveram na ATTAC ou no MayDay é pena, porque só tiram poder aos movimentos e então deixam mesmo todo o espaço livre para qualquer um se apoderar se quiser. As decisões dos organismos são tomadas por quem lá está efectivamente e as reuniuões são agendadas em horário pós-laboral. Por acaso parece-me que neste momento na ATTAC há muito pouca gente do BE, já agora.
E gente manipuladora a acertar agulhas antes de reuniões, etc., acredita: não tem nada a ver com partidos, nem com política. Há em todo o lado! Até para cantar há gente assim! Não sou tão inocente como dizes, andei foi a aturar as mesmas merdas noutros sítios...
A única solução é mesmo aumentar a participação nos movimentos e assim diluir qualquer tentativa de controlo indesejado.
Quanto à questão de ver na AR um instrumento do capitalismo... não sendo viável que deixe de haver motoristas, carpinteiros, médicos, etc. para irmos todos discutir o futuro do país, não sei bem qual é a alternativa. A AR pode melhorar sempre o seu funcionamento, claro. Pode, se em vez de divisões, os partidos que efectivamente querem mudar o funcionamento da AR tiverem poder (votos) para tal. Caso contrário continuará a ser o sítio onde os 3 partidos de direita trocam queijinhos como lhes dá mais jeito e sem terem que prestar contas a mais ninguém.
Há todo o espaço para aumentar a intervenção popular, porque até agora ela é inexistente, mas essa tem sempre o limite que é: o dia tem 24h. As pessoas têm profissões e famílias e não há volta a dar-lhe. Podem participar no orçamento participativo, podem ter mais intervenção nas Assembleias de Freguesia, etc., mas é preciso que haja uma Câmara que faça a gestão do orçamento, é preciso uma JF que execute o que é aprovado na Assembleia de Freguesia; e se iniciativas semelhantes fossem implementadas a nível da política nacional, teria que haver à mesma organismos que preparassem as propostas e depois gerissem o que fosse votado. Tem sempre que haver profissionais da política e dos órgãos de poder.
O sistema de AR com representantes eleitos é o melhor que se conseguiu inventar até agora.
Quanto ao candidato do Sócrates: primeiro, parece-me que o candidato é de muita gente menos do Sócrates, na realidade... que até seria gajo para fazer campanha e votar no Cavaco lá na intimidade da cabine de voto.
Mas o problema está antes disso: porque é que o único candidato que apareceu foi este??? Porque é que há tão pouca gente que queira sujeitar-se a esta campanha e que queira tentar obter votos de eleitorados de partidos diferentes? Essa é a questão. Isso de votar no candidato A ou B já é uma minudência a posteriori perante factos consumados.
Independentemente de tudo isto, o orçamento vai ser aprovado à direita, a rir-se das tricas entre BE, PCP e restante esquerda. E o Cavaco está prestes a ser reeleito, a não ser que o CDS nos salve com um candidato próprio. E sim, estamos a ponto de andarmos (os portugueses) a ser salvos pelo CDS! Isto sim, é uma merda grave e séria e real na vidinha das pessoas, que podia ser resolvida, mas aqui estamos a discutir se o BE controla movimentos com insinuações anónimas.
A esquerda é necessariamente múltipla porque é democrática, porque admite que cada um pense por si. Cada pessoa tem uma ideia de esquerda diferente. Agora, ou usamos isso para paralizar e fazer o que temos feito, que é pôr o Cavaco em Belém e deixar os sucessivos governos de direita por-nos no estado de miséria em que estamos, ou reconhecemos nesse património de capacidade de raciocínio individual uma força que nos permita efectivamente tomar conta do país.
É que há muito mais activismo e participação popular e apartidária à esquerda. A esquerda em geral tem muito mais gente para intervir e fazer coisas e muito mais vontade. Em geral, as pessoas de esquerda têm melhor noção da importância da intervenção cívica e mais disponibilidade para arranjar no seu quotidiano um tempo para essa intervenção.
Só que cada um anda na sua capelinha a investir mais tempo e energia contra as restantes esquerdas do que contra a direita e isso não faz sentido e só agrava as condições e a vidinha de cada um.
Sinceramente, não me parece que haja tentativas de calar vozes incómodas nem essas seriam bem sucedidas, como se vê no teu post. Há crítica à esquerda e é bom que haja, mas quando isso é paralizador, é preciso pensar.
Publicado por [Helena Romão] às setembro 15, 2010 11:24 PM
Cara Ana Sa, Psicologa de Lisboa.
Presumiria que o curso superior que lhe permite afirmar-se psicologa lhe oferecesse algum reportorio intelectual mais habil do que o demonstrado. A sua logica argumentativa e a mais ridicula que aqui li hoje. Admite nao conhecer quem escreveu este texto, no entanto presume da inactividade e passivade comichosa desta mesma pessoa.
Que participe nestes movimentos acho extremamente querido e louvavel. Acho que a Ana deve ser uma pessoa interessantissima com quem deve ser absolutamente fantastico conviver e discutir os assuntos do dia e o ultimo filme do almodovar enquanto se saboreia comida italiana e um bom vinho num bairro historico de Lisboa.
Isto eh obviamente um convite Ana. Antes que diga que nao sei por acentos respondo-lhe que vivo numa cosmopolita cidade estrangeira. e que sou o maximo.
Francisco de Albuquerque::Realizador de Cinema:: New York
Publicado por [Chico] às setembro 15, 2010 11:29 PM
Ana
tens facebook?
Luis D'Orey::Toureiro::Almeirim
Publicado por [Luisito] às setembro 15, 2010 11:45 PM
Ana,
não a conheci num encontro budista quando a vinda do dalai lama?
Bernardo Teixeira::Jovem Blasé militante do BE::Oeiras
Publicado por [Bernardo] às setembro 16, 2010 12:03 AM
AHAHAHAHAHAHAHA
AHAHAHA
rebentou a bolha
ihihih, não consigo parar de rir
todos sabemos tudo
todos os nomes
helena, equiparar um motorista a um deputado é defender a eternidade do Estado e do Capital
renegade, bela sugestão: a partir de agora todas as assembleias inaugurais de "movimentos sociais" contarão com a presença de algumas pessoas de cara tapada a destapar as caras destapadas, aquela é funcionária e faz parte da mesa nacional o outro é da direcção do ensino superior e por ai avante.
AHAHAHAAHAHAHAHAH
>
Publicado por [Maria] às setembro 16, 2010 12:17 AM
Pim_Pam tenho algumas dúvidas se mesmo as fotocópias eram independentes!!
Publicado por [ATCHIM] às setembro 16, 2010 12:20 AM
todos os recursos do estado devem ser usados em benefício da luta contra o estado, a começar pelas fotocópias.
Publicado por [IQV] às setembro 16, 2010 12:28 AM
"onidade, onidade, q'isto de ser esquerda e' tirar o Cavaco e vocezes andem cada um nas suas capelinhas, a trocar queijinhos com direita e eu, que ja andei a aturar estas merdas noutros sitios. Ate' para cantar na intimidade da cabine de voto, vejem la. E as Juntas de Freguesia, ja lhes expliquei porque teem mesmo que existir as JF? E ja imaginaram um mundo sem motoristas? Pois, eu vi logo que voces nao estavam a ver bem a coisa. E' que o dia tem 24h. Vai la, vai"
Helena Romao in "a star is born"
Nim Petinga:: Domador de Iogurtes:: Regueirao dos Anjos
Publicado por [nim.petinga] às setembro 16, 2010 12:29 AM
já em 1921 se falava disto, claro que estes marinheiros foram bem mais consequentes do que temos sido.
«Uma das principais exigências dos revolucionários de Kronstadt era: “todo o poder para os sovietes locais”. Essa era uma premissa abraçada pelos anarquistas, que acreditavam que o poder tinha que ser constituído pela base e não pela cúpula. A palavra de ordem dos bolcheviques, “todo o poder aos sovietes”, era vista com desconfiança, pois temia-se que ela se transformasse, como de facto ocorreu, em todos o poder para o Estado. Além disso, exigiam: novas eleições por voto secreto para os sovietes, liberdade de imprensa e expressão para operários, camponeses e todos os grupos de esquerda, liberdade sindical e liberdade para os presos políticos socialistas. Na verdade, as resoluções procuravam retomar o dinamismo revolucionário de 1917, sufocado pela “comissiocracia bolchevique”»
Publicado por [Maria] às setembro 16, 2010 12:37 AM
Em primeiro lugar, é de assinalar o reconhecimento de que o BE tem uma política de recrutamento junto de determinados grupos (por vezes denominados de «movimentos sociais», um conceito que, neste caso, serve mais para coçar o ego do que propriamente descrever a realidade).
Em segundo lugar, não se trata somente de um problema moral, como afirma o Renegade, mas de um problema político. A diferença entre trabalhar com militantes de um partido e com militantes ao serviço de um partido é fulcral - e acreditem que não é difícil de distinguir. No primeiro caso, a consideração pela causa e pelas pessoas que por ela se batem - sejam precários, sejam apologistas da taxa Tobin - exige que o partido ou que outra qualquer organização fique à porta da assembleia: não a experiência acumulada, nem sequer o seu ideário base, mas o seu modus operandi. No segundo caso, o interesse do partido é hegemónico, determinando - quer em termos de forma, quer em termos de conteúdo - o mayday ou qualquer outra iniciativa. Muito bem. Mas ao menos que se tenha a coragem de assumir a coisa, e não de se esconder por trás de siglas e nomes bué criativos.
Publicado por [Dallas] às setembro 16, 2010 12:38 AM
Eu sinceramente não percebo qual é o pudor dos militantes e amigos do bloco em aceitar esta critica do paradise. Se calhar, o melhor era mesmo reconhecer que existe uma "estratégia" que consiste em criar movimentos específicos que capitalizam o descontentamento mais ou menos generalizado de alguns sectores na sociedade (sejam eles precários, "alter-fucking-mundialistas" ou professores já que no sindicalismo hardcore não pintam nada). Eu não vejo nada de errado nisso, com ou sem cartão de militante. Contudo, é de facto profundamente infeliz querer mascarar o centralismo da coisa toda. Alguém pode honestamente pensar que quando os generais, capitães, sargentos, pitbulls e afins, da esquerda com estrelinha se reunêm, os relatórios não são passados de mão em mão e a suposta via autonomista não se torna imediatamente dirigista? Afinal qual é o interesse do bloco nos movimentos sociais? Que promovam a agitação e mobilização social só pela mera possibilidade de existirem? Ou será que, só naquela, o bloco não estará interessado - legitimamente, na minha opinião - em controlar ( os fracos de estomâgo podem empregar a palavra "acompanhar") a acção e desenvolvimento destes movimentos para que se enquadrem nos interesses do partido? Esta coisa de meter a mão no frasco dos biscoitos e depois assobiar para o lado já deveria ser passado. Eu acho que podemos todos continuar a ser amigos mas um bocadinho mais de clareza só fazia bem.
P.S. - eu não digo o meu nome porque tenho medo do futuro. Tendo a função pública como horizonte profissional quase inevitavelmente definido, isto do respeitinho é muito bonito e nunca se sabe quem está à escuta. Cuidado com eles...
Publicado por [Pim Pam] às setembro 16, 2010 01:02 AM
cheguei agora e vi este estrilho: não tenho tempo para respostas para já e nem sei se as darei, mas para a helena tento dizer alguma coisa ainda que mínima. "As pessoas têm profissões e famílias e não há volta a dar-lhe. "??? claro que há!!! Sobre achares que as pessoas têm sempre a opção sobre a sua vida e tal e que tudo o que as rodeia é indiferente, olha, nem sei que te diga. creio que chegamos assim à absoluta incomunicabilidade.
Cara Ana Sá, além de também te querer convidar, ou ser convidado para um date (psicólogas não se orienta todos os dias) tem piada dizeres que minto, que sou jovem, que não tenho vida, que não faço nada sem me conhceres.
Aceita lá um destes convites aqui dos comentários, e talvez deixes de discutir com jogos de computador.
Publicado por [Paradise Café] às setembro 16, 2010 01:35 AM
medo de dar a cara,ricos revolucionários :)
Depois a culpa é dos outros, dos tais da pia.
ai e tal, sou funcionário do bloco, ai e tal, quero ser funcionário público (mas, PIM-PAM, o Estado não era a tal cena a acabar? ou é fixe qd é para ter emprego e ganhar umas bolsas?)
:)))
Publicado por [Anónimo] às setembro 16, 2010 10:45 AM
O último anónimo esqueceu-se do cérebro no Palmeiras.
Publicado por [Anónimo] às setembro 16, 2010 11:03 AM
Maria:
Entre as exigências dos marinheiros de Kronstadt estava uma que me parece particularmente pertinente a este respeito:
"A abolição de todas as secções partidárias dentro das forças armadas"
Publicado por [BB] às setembro 16, 2010 11:24 AM
São todos muito revolucionários, muito de esquerda. Querem o mudar o mundo, dizem.
Mas perder uma oportunidade para responder a alguém, que por dizer que se chama Ana é considerada inequivocamente uma gaja, ignorando o argumento político e desconversando com comentários sexistas, isso é que não - oh, para isso, desmascaramos-nos já e mostramos como somos puros, incorruptíveis, machos até ao fim.
Publicado por [BEAUVOIR] às setembro 16, 2010 11:52 AM
São todos muito revolucionários, muito de esquerda. Querem o mudar o mundo, dizem.
Mas perder uma oportunidade para responder a alguém, que por dizer que se chama Ana é considerada inequivocamente uma gaja, ignorando o argumento político e desconversando com comentários sexistas, isso é que não - oh, para isso, desmascaramos-nos já e mostramos como somos puros, incorruptíveis, machos até ao fim.
Publicado por [Beauvoir] às setembro 16, 2010 11:53 AM
Já vamos nos marinheiros de Kronstadt? Mas todas as discussões nas tascas esquerdalhas têm de passar por aí?
O conhecimento da história é obviamente importante mas julgo que não aumenta as possibilidades de algum(a) de vocês ter hipóteses de arranjar o tal "date" com a psicóloga Ana Sá. Se calhar é melhor começarem a fazer analogias com séries modernas, tipo Mad Men ou semelhante.
Publicado por [RED] às setembro 16, 2010 12:32 PM
BEAUVOIR ou Beauvoir, identifica lá qual é o argumento político no comentário abaixo, que eu como homem e grunho não consigo.
É a pertinência e o interesse? É a acusação de dor de cotovelo? Ou a de apatia e indolência? É a de mentiroso? A de usar o anonimato? A sério, ajuda-me.
________
Caro/a Paradise Café:
Não estou filiada em nenhum partido, já participei em diversas acções promovidas por alguns destes grupos e sempre me pareceram pertinentes e interessantes. Congratulo-os por existirem e pelo trabalho que fazem.
As criticas que fazes, contudo, creio que se inserem apenas e unicamente no direito à liberdade de expressão porque não têm qualquer fundamento e soam a dor de cotovelo: nada fazes para mudar seja o que for, e escondes-te atrás do um pseudónimo para criticares o que os outros fazem e, como se não bastasse, mentes no que escreves.
Publicado por [RED] às setembro 16, 2010 12:40 PM
Tanta discussão pra que?? Em portugal quase não existe movimentos sociais, existem pessoal que quer arranjar um tacho seja da Fer até frente nacional. Todos têm o sonho de ser politicos e pouco mais, e já sabemos o que é ser politico.. aldrabrões, TODOS. Seja lá de que partido seja, o sonho são interminaveis discussões em blogs ou na assembleia para ver quem é mais perspicaz ou inteligente na argumentação academica... rua nem pensar que ainda são julgados como arruaceiros aahha A não ser que gostem de umas boas caminhadas, daquelas como todos os velhotes fazem em qualquer terra de portugal, a agitar bandeiras como os grandes revolucionarios do pc. terra de rebanhos!
Publicado por [zé manel suicida] às setembro 16, 2010 02:32 PM
Este é um grupo que o BE ainda não tentou colonizar.
http://www.youtube.com/user/RealistasForum
Publicado por [RED] às setembro 16, 2010 03:00 PM
Tanto blá blá blá e tão pouca acção! Carissimos se querem mesmo apontar dedos e chamar os bois pelos nomes, vão ter com as pessoas e falem! É muito baixo acusar pessoas desta forma...só alguém sem política ou argumentos fortes é que recorreria a algo deste género! Que raio de activismo é este?! Auto-intitulam-se de revolucionários, de anarquistas mas os vossos ideiais são todos menos esses.
Saiam da vossa redoma de vidro e vão mas é resolver coisas a sério em vez de andarem a brincar ao mundo do "faz de conta que sou o maior e eu é que sei"!
Publicado por [Anónimo] às setembro 16, 2010 03:08 PM
É impressionante como a maior linha de argumentação, como seria de esperar, não é a de relativizar a influência dos partidos nem sequer de a justificar mas segue sempre estes dois pontos.
1 - vocês não dão a cara, isso é cobardia, porque assim não sabemos quem vocês são. (isto quando ambos os mencionados, o Jorge Costa e o Ricardo Moreira, não terão qq dúvida sobre a identidade de quem aqui escreve)
2 - Ainda que não se saiba quem vocês são, e logicamente o que fazem, pode afirmar-se com toda a certeza que não fazem nada, que não têm acção politica, que o vosso contributo à luta se faz exclusivamente através da internet.
há ainda uma variante em que se afirma que pelo menos estes fazem alguma coisa e que pelo menos isso já é algo.
só mais um esforço jotinhas do bloco!
Publicado por [PP] às setembro 16, 2010 03:23 PM
Caro RED,
o problema é mesmo esse: a escolha.
Aos não-argumentos da Ana - não vou discutir isso - escolhe-se responder não com essa acusação mas gozando-a tendo em conta uma característica, o facto de ela ser uma gaja, e, portanto, ela estar aí para ser engatada ou «orientada».
O autor do post que gerou esta polémica, e que quer ser reconhecido pela autoridade dos seus argumentos, também escolheu dizer-lhe que «psicólogas não se orientam todos os dias», etc.
Ou seja, é uma pena que caiam tão facilmente no sexismo básico exactamente quando estão a medir o grau de comprometimento com uma acção política transformadora, nos outros.
nota: reparei que não contestaste o facto de chamar sexistas aos comentários. é óbvio, não?
Publicado por [BeAuVoIr] às setembro 16, 2010 03:52 PM
De facto esta nova geração de activistas forjados já na era do bloco deixa muito desejar, muito burocratas e cinzentões, com uma formação politica irrisória e um reportório de activismo que se limita a imitar pais natais na rua augusta.
Inolvidáveis certos personagens de outras eras. Quem poderá alguma vez esquecer a JOANA LUCAS, a loba do PSR, a Mata-Hari da Quarta, a Nikita da lista @ da FCSH.
Publicado por [Joana Volta] às setembro 16, 2010 03:53 PM
Mais do que gozar com a sua condição feminina acho que se goza com:
1 - o facto de assinar afirmando a sua profissão, aliás de uma maneira algo creativa com duplos dois pontos. Cabe pensar se a Ana Sá também divulgaria assim a sua profissão em comentários de blogues se fosse empregada doméstica
2 - com a expressão algo beta de quem passa as sextas a ver a caixa de dvds do "friends": "Jovem, Get a Life". Aqui o seu momento mais infeliz. Quem não é psicologo em Lisboa e não tem participação "civica" não tem uma vida?
3 - Com o facto de assumir o seu activismo enquanto algo que faz acriticamente. Nem os aqui acusados, concordando ou não com o que foi dito, terão uma visão tão singela e ingénua da participação politica. É uma perspectiva da politica algo Laurinda Alves, ou se preferir, Pedro Granger.
é um território dúbio concerteza o de o convidar para sair, mas a ironia, tal como a vejo, reside no facto do Francisco de Albuquerque provavelmente acertar no seu programa preferido (e no seu realizador preferido também)
Publicado por [PP] às setembro 16, 2010 04:05 PM
Helena, depois de lidos com calma os teus comentários resta-me dizer-te que tenho muita, mas muita dificuldade em sentir alguma afinidade política com o que está escrito.Vejamos:
"Quanto à questão de ver na AR um instrumento do capitalismo... não sendo viável que deixe de haver motoristas, carpinteiros, médicos, etc. para irmos todos discutir o futuro do país, não sei bem qual é a alternativa". Dizes que os trabalhadores e demais gente, pelo simples motivo de terem um trabalho, não podem ocupar os centros de decisão: desde os sovietes, até ao prec há toda uma história que te desmente! Quem quer que isso seja verdade, são os mesmos profissionais da política que a todo o custo tentam manter um sistema de representantes e representados. Acredita, a social-democracia cidadã, cativa-me tanto como saborear iogurtes naturais com vinagre.
"(...) a ponto de andarmos (os portugueses) a ser salvos pelo CDS! Isto sim, é uma merda grave e séria e real na vidinha das pessoas, que podia ser resolvida, mas aqui estamos a discutir se o BE controla movimentos com insinuações anónimas". Mas o que é que é grave? É o Cavaco manter-se lá, ou é haver tanta gente, Que acredito que qualifiques como válida, a perder o tempo e paciência com umas eleições (não serão todas??) que nada podem, nem vão mudar. Acreditas mesmo que alguma coisa mudará na tua vida se o actual presidente - um tecnocrata-que-não sabe-comer-bolo-rei - for substituído por um patrioteiro-que-gosta-de-caçar? Diz-me o que pode mudar na tua vida e eu dou a mão à palmatória.
Essa coisa de saberes do teu pedestal, munida de uma hierarquia de valores sobre o que é pertinente, irrita. Quer dizer, é assim tão óbvio para ti que denunciar o controlo do suposto movimento social é uma questão menor? A longo prazo, e com as implicações que isso tem no estrangulamento da luta, não achas um assunto é fundamental e que devia ser muito mais debatido? É que estas virgenzinhas ofendidas bloquistas são as mesmas que há dez anos não davam um passo sem estar permanentemente a denunciar essas práticas vindas do pcp, pelos vistos, o Cunhal pasou de inimigo a mestre.
"A esquerda é necessariamente múltipla porque é democrática". Bom, esta é mesmo demais! O que é a esquerda? o que é necessariamente? Bem, o que é tudo nesta frase? Então o PCP, o mrpp, por exemplo, são de esquerda? se sim, explica lá a democracia dessa gente, para eu aprender qualquer coisinha. A democracia (prefiro autonomia, mas siga) não é uma coisa que se tenha por inerência pelo simples facto de ser esquerda, muito menos, por ser de um partido de esquerda. Essa autonomia ou democracia é construída quando se geram assembleias em que uns não estão lá disfarçados e outros de cara destapada, autonomia acontece quando não há coacção, são lutas duras que se travam em seu nome, acredita que a coisa não cai do céu!
Só sobre a attac."Não foi o BE a controlar a ATTAC, foram as pessoas a sair quando entraram no BE." Esta frase é todo um programa! Então, por um lado os movimentos sociais independentes são muito fofinhos e fazem muita falta, tal como o bloco que só lá se mete porque pronto, é natural, somos poucos e tal, e é nesta unidade fantástica que a luta avança, por outro as pessoas por irem para o be é natural que o caminho a seguir seja saírem da attac. Humm???????
Lá estás tu com as pessoas e as suas escolhas. Fazer política é negar em boa parte essa tese. Quando acreditamos que as coisas mudam, é porque acreditamos que a transformação das circunstâncias implica a transformação das vidas, sem acreditar nisto, não vale a pena tentar fazer "activismo" como lhe chamas. E isto é válido tanto para as sociedades, como para as suas organizações. Isto para dizer: não é indiferente o modo como o BE ou o PCP utilizam os seus dirigentes, funcionários e militantes para ocupar e criar movimentos, isso determinará sempre, em boa medida, o que esses movimentos vão ser. Helena, esta conversa não se arruma com, isso são as pessoas que decidem, e pronto.
E outra coisa que fique absolutamente clara, de uma vez por todas, isto para ti e para muitos dos outros comentários: eu quero lá saber quem tem que cartão e por onde anda, só falei da estratégia de um partido, de recrutamento, criação, formação de quadros e de manipulação do "movimento social". Uma coisa nada tem a ver com a outra.
Por fim, o anonimato deste blog prende-se com razões que já alguns de nós aqui defenderam abertamente. Com paciência, que sinceramente me falta, é possível revisitar esses argumentos em alguns dos posts e comentários que estão em arquivo.
Publicado por [Paradise Café] às setembro 16, 2010 04:10 PM
Epá, vocês são tod@s uns chat@s marrões/onas do caraças: psicólog@s, jornalistas e cientistas sociais do caraças...
Peço a palavra endereçando convite à assembleia para irmos enfiar fascistas no Campo Pequeno; ou dar uma partida de futebol no ringue ao lado; ou emborcar umas bejecas no «Galeto»; ou pintar umas paredes; ou vamos todos foder uns com os outros num prédio qualquer devoluto da Baixa: qualquer coisa menos esta seca!
Tenho bola, latas de spray, caixas de preservativos e 20 euros. Vamos?
Publicado por [Motorista de Pesados com Reboque] às setembro 16, 2010 05:34 PM
É triste ver que algumas das pessoas deste blog pelas quais eu tinha o maior respeito, e que apesar das diferenças ideológicas ou políticas, eram pessoas com as quais eu gostava de debater e fazer coisas em conjunto, chegam a este ponto! Ponto esse de mostrar a sua verdadeira natureza e que sem estratégia, sem soluções e sem perspectivas de construção tentam mandar abaixo movimentos que tentam fazer alguma coisa!
Pouco me importa as estratégias daquele ou do outro partido!!! Só me "lavam" o cérebro se eu assim o quiser! As estratégias dos outros só "funcionam" para eles próprios! O estar presente, o debater ideias com outros, criar hipóteses, e por mãos à obra, isso sim é a minha procupação! És quem para julgar? Para chamar imbecis aos outros? És tu tão perfeito que todos os que não seguem a tua linhagem de pensamento são imbecis??
Se as pessoas q estão nos movimentos são deste ou do outro partido, se sao apartidários...caguei pa isso! São pessoas e querem fazer coisas para mudar esta merda! Coisa que tu não queres...preferes criticar tudo à tua volta e chamar imbecis a quem pelo menos tenta. É muito mais fácil!
Tal como disse no início, é com muita tristeza que me apercebo da arrogância, orgulho sem sentido, prepotência e até machismo no que foi aqui escrito.
Não sei pelo que lutam...
Publicado por [Anónimo] às setembro 16, 2010 05:46 PM
@ BeAuVoIr
Haverá sexismo nas respostas? Sim, mas em proporção inferior à pedância que leva alguém a assinar como "Psicóloga".
Esse é um traço que define a logo. . Procura afirmar nesse acto a sua distinção de uma massa que suporá constituída por operadores de call-center ou por picas da linha de Sintra. Depois, como já PP referiu, parece ficar contente por estar activa acriticamente.
Fica sempre bem mencionar que se está numa qualquer organizaçãozeca, enquanto se está refastelado a beber um Pinoit Noir nas Escadinhas do Duque. Epá, até eu queria esse programa para mim.
Se calhar podia começar a assinar com o meu nome verdadeiro e profissão.
Publicado por [RED] às setembro 16, 2010 06:48 PM
Há aqui uns anónimos que eu não percebo se compreenderam uma linha que seja do post ou se se fazem de burrinhos. O post é sobre a forma como o BE e os seus dirigentes/militantes actuam dentro do movimento social e das organizações que o compõem. Partindo desta base experimentem lá comentar outra vez. É que é cansativo estar a ler sempre o mesmo. Como diz o PP, sobre o post zero. Só sabem repetir ad nauseum a conversa do anonimato e do que se faz ou não faz "na luta".
Já agora, como é que o pessoal podia descrever o que se passa no movimento (que ninguém negou) se não tivesse andado e ainda andasse por lá?
Publicado por [BB] às setembro 16, 2010 07:01 PM
Grande texto!
anonimo; utilizador da internet
Publicado por [anon] às setembro 16, 2010 08:07 PM
:)
"...à pedância que leva alguém a assinar como "Psicóloga"."
RED: PLIM! Ganhaste o prémio para a frase mais estúpida do dia! Boa melga!
Aliás,hoje ser psicólogo, ou seja, ter estudado psicologia é mesmo muito pedante. Toda a gente sabe esses gajos e gajas que ganham na sua maioria rios de dinheiro. Paletes! Até digo mais, pedantes de guito!
Bem, mas voltando ao texto, queria aproveitar a presença de tanta malta que bem compreende o movimento social em portugal para pedir um conselho para tótós, portanto, para mim:
-eu trabalho numa empresa privada. não há lá sindicato metido nem nada parecido. Eu queria revolucionar aquilo, fazer uma greve e exigir a demissão do meu patrão.
- tendo em conta que a maior parte das pessoas são precárias e estão com a corda na garganta, queria saber qual é o parafuso que eu tenho que rodar para que tudo aquilo desabe no inferno na terra com os trabalhadores a ocuparem a empresa?
Desculpem a ignorância deste cidadão que não é nem um super herói nem um jogo de computador. Espero também não ser um vírus aqui no spectrum.
Publicado por [Anónimo] às setembro 16, 2010 08:45 PM
que lindo isto.
Face à falta de resposta e/ou desconversa, dou por adquirido que, tendo aqui algumas pessoas participado nos tais grupos, nunca se deram ao trabalho de ter esta discussão nesses grupos. O que, não retirando pertinência ao que é dito no post, fragiliza a posição de quem o escreveu.
Acho eu. No resto, como é óbvio, estou de acordo contigo, Dallas.
Publicado por [renegade] às setembro 16, 2010 10:17 PM
que tal: torna-te a mudança que queres ver no mundo. faz de ti o parafuso. roda-te com pujança à bruta e vais ver que se atingires pái uns 384 kms/h o mundo tornar-se-á um inferno e de certeza que depois disso os trabalhadores ocupam a empresa e quê.
Publicado por [chefe de roscas :: linhó :: na parte judaica] às setembro 16, 2010 10:20 PM
Tem razão o paradise porque blá blá blá blá blá blá.
Publicado por [ZXH80::Dr::Baião] às setembro 16, 2010 10:36 PM
E olha o SOS Racismo que ia fechando o negócio para o publico por causa do BE. Existem mesmo outras divisões em termos de carreira. A malta que vcem do PSR ataca umas a malta da UDP ataca outras, sabem bem que blá blá blá blá...
Publicado por [ZXH80::Tocado de Jambé::Bloco] às setembro 16, 2010 10:42 PM
o mais giro disto tudo é ver que o que vos une (aos super-heróis) é o ódio a uma coisa.
é giro porque há muita gente que odeia os inimigos e a vocês acha-vos piada. é mais ou menos assim que eu estou.
acho-vos piada. se eu tivesse uma caixinha com hamsters gostava que tivesse tanta animação como esta coisa. aliás, acho que caté dava os mesmos nomes que vocês usaram, aos ratinhos.
a união faz a força como bem sabem. coisa que nunca conseguirão fazer, como também, bem sabem.
a história o dirá :) (já disse e continua a dizer, vocês: não riscam!) topam?
Publicado por [Anónimo] às setembro 16, 2010 10:42 PM
Renegade, foi bastante discutido. O suficiente para se perceber que o «pessoal do bloco» não existe. Repito, pelo menos no que respeita ao mayday, é possível separar os militantes do bloco dos militantes ao serviço do bloco.
Publicado por [Dallas] às setembro 16, 2010 10:44 PM
Acho que devemos por um fim na tremenda cobardia destes anónimos que não identificam a sua profissão. Como é que se pode confiar num anónimo desempregado que passa a vida a comentar esta merda de blog. Assim Não! Basta!
Publicado por [Adriano::Paneleiro fora da lei::Musgueira] às setembro 16, 2010 10:46 PM
:)) Vislumbra-se um acordo. A multidão entusiasma-se: há militantes do bloco e militantes ao serviço do bloco, neste caso não há pessoal do bloco.
É mais ou menos como trabalhador ou colaborador.
Fumo branco.
Publicado por [Anónimo] às setembro 16, 2010 10:48 PM
Paradise,
Estás a pôr-me nas respostas coisas que não escrevi.
Tinha uma outra contra-resposta escrita e depois dei-me conta de que estava só a repetir coisas que já tinha dito, portanto não vou reescrever tudo. Lê com atenção e não me ponhas na boca coisas que eu não disse.
De resto, concordo ainda em grande parte com o "Anónimo".
Publicado por [Helena Romão] às setembro 16, 2010 11:09 PM
Ao Anónimo que me atribui um prémio:
___
Antes de mais obrigado pá! (posso tratar-te assim, camarada?).
Já agora, qual é o prémio? Um caderninho moleskine? Uma rodada de Pampero no Lux? Um bilhete para ir ver o David Fonseca?
Já agora, se me permitires, em relação ao teu problema laboral, talvez te possa dar uma dica (e estou a falar a sério, por um segundo). Sindicaliza-te e diz aos teus colegas que façam o mesmo. E fala com os advogados do sindicato. Já passei por uma situação parecida, há 4 anos atrás.. Não conseguimos demitir o patrão. Mas passámos para o quadro e a nossa situação ficou regularizada. Foi uma pequena e dura luta. Mas deu frutos.
Yey, mais um prémio para mim. (neste caso, talvez uma medalha do A. Chora??).
Publicado por [RED] às setembro 16, 2010 11:34 PM
Paradise, nao desconverses: o dia tem 24h, carpinteiros sao carpinteiros, motoristas sao motoristas, e a AR e' a AR. Poderia escrever mais mas estaria a repetir-me.
Nim Petinga:: Onanista :: Na Intimidade da Cabine de Voto
Publicado por [nim.petinga] às setembro 16, 2010 11:36 PM
Agora é que vi que muita gente assinou como "Anónimo". Refiro-me ao que disse conhecer o pessoal do Spectrum.
Publicado por [Helena Romão] às setembro 17, 2010 12:53 AM
83 comentários? Queres ver que eu tenho de fazer um post sobre o Alegre e o Zé a andarem de bicicleta?
Publicado por [Saboteur] às setembro 17, 2010 09:17 AM
clap, clap Paradise!
Publicado por [Gudrun] às setembro 17, 2010 02:56 PM
...e o pessoal que dá a cara pelos precários imflexiveis? é para rir...gente que mal acabou o curso e tem emprego mais que estavel como funcionário do BE...
Tenham vergonha nessas carinhas larocas!
Publicado por [Gudrun] às setembro 17, 2010 03:02 PM
bravo, Paradise.
Leio-te sobre o BE e a ATTAC e parece-me ter voltado atrás uns anos quando se falava assim dos "renegados" que "fugiam" do pc. Ou sobre a manipulação do "movimentos "unitários" pelo "Partido". Estranho é que alguém se espante que o BE siga o mesmo caminho. Nada estranho é que em 10 anos o BE tenha chegado ao mesmo nível de anquilosamento do PC.
Publicado por [CaracolSimpático] às setembro 17, 2010 04:22 PM
A sério, Paradise, estou contigo, mas dói-me que ainda te doa a social-democratização do BE. A estrada de Damasco às vezes tarda, mas tirando bem a ramela todas as manhãs, lá chega.
Publicado por [CaracolSimpático] às setembro 17, 2010 04:35 PM
ah, ah, ah, ah, ah!
A maltinha do Spectrum é mesmo imparável:
Desde o Renegade que se diz feliz sem carros, mas que Vandaliza os dos outros por dor de cotovelo; passando pelo Saboteur ex-assessor (levou com os pés) do Sá Fernandes; passando pela joystick gestora numa empresa municipal; chegando aos anarca hard-line paradise café e ricjy dangerous que vivem de bolsas do Estado que afirmam todos os dias querer destruir...
MAS É QUE TÁ MESMO CÁ TUDO O QUE HÁ DE MELHOR NA "ESQUERDA DA ESQUERDA", RADICAL, ALTERMUNDISTA, BUÉ PÓS-MODERNA E PRÁ-FRENTEX E ETC E TAL.
ah, ah, ah, ah. Só vos peço uma coisa: por favor... não mudem nunca! O PCP agradece
Publicado por [Anónimo] às setembro 17, 2010 05:33 PM
PCP PENSEM BEM PCP PENSEM BEM PCP PENSEM BEM!
Publicado por [Anónimo] às setembro 17, 2010 05:47 PM
O que deve haver mais no spectrum são anarquistas
Publicado por [Brocolix] às setembro 17, 2010 05:48 PM
O que me irrita nestes posts é que nunca ninguém me achincalha. Tipo Dallas, "esse gordo estúpido". Um pouco de protagonismo, por favor
Publicado por [Dallas] às setembro 17, 2010 06:38 PM
e eu? fdss tanto pecadilho e heresia por donde duvidar da minha coerencia e o anonimo nao diz nada?
Publicado por [PP] às setembro 17, 2010 06:41 PM
PCP FILHOS DA PUTA
Publicado por [so pa ver se chega aos 100] às setembro 17, 2010 06:42 PM
Dallas, PP e outros super-heróis que tenham ficado de fora. Não fiquem tristes. Vocês são tristes!
Um dia destes calha-vos a vocês a rifa. Era mais fixe que fosse numa dessas reuniões "contraladas" em que parece que de vez em quando aparecem para depois terem "argumentos" para vir aqui. Mas isso é pouco provável não é? É muito mais radical dizer que a malta se organiza e um dia destes as massas vão acordar.
Já estou como o outro: as massas e os rissóis.
Publicado por [Anónimo] às setembro 17, 2010 06:47 PM
É isso, anónimo das 06:47.
O pessoal vai a reuniões de vez em quando para depois ter argumentos para vir para aqui.
Publicado por [BB] às setembro 17, 2010 07:01 PM
é giro,
vocês conhecem-se todos.
porque é que usam esses nicks manhosos?
Publicado por [SeguidilhaMística] às setembro 17, 2010 07:05 PM
é lindo, esse vosso esforço para descolarem do fantasma do PC.
Pra quéque tão sempre a falar dele, meninos?
Onde é que vos dói?
(Não houve um gajo qualquer que escreveu sobre a morte do Pai e tal?)
Publicado por [CaracolSimpático] às setembro 17, 2010 07:16 PM
pronto, então cá vai: Dallas, meu gordo estúpido
Publicado por [Anónimo] às setembro 17, 2010 07:23 PM
chegámos aos 100! chegámos aos 100!
100 posts com conversa fiada 100
Publicado por [SeguidilhaMística] às setembro 17, 2010 07:25 PM
Ò Dallas, és um gordo estúpido.
pensa nisso!!
Publicado por [chefe de roscas :: linhó :: na parte judaica] às setembro 17, 2010 07:41 PM
A minha biografia é muito debatida em certos meandros da esquerdalhada, mas os camaradas nunca chegam a uma conclusão definitiva... ;)
Publicado por [Saboteur] às setembro 18, 2010 12:09 AM
O paradise faz um post a malhar no bloco, mas vêm depois gajos do PCP e a dizer que estão a atacar o seu partido. Precisamente, a prova da fraqueza do PC é já ninguém perder tempo sequer com grandes críticas
Publicado por [Anónimo] às setembro 18, 2010 01:26 AM
Dizem mal da maltinha do spectrum mas posta sim, posta não ficam a espumar de raiva! ahahahahah tocam sempre onde mais lhes doi, não é?
Publicado por [Anónimo] às setembro 18, 2010 01:40 AM
1. No post, é tudo verdade. Como já dei para esse peditório, uma das principais razões para não me envolver com maior profundidade nos "movimentos sociais" é porque não estou para aturar instrumentalizações. Não se trata de achar que a malta do bloco não deve fazer parte dos movimentos, trata-se de não suportar o reconhecimento de uma táctica: o BE olha os movimentos sociais como espaços de crescimento da expressão do partido, tentando moldá-los naquilo que o BE previamente "viu" que deveria acontecer com eles, podendo abanar a bandeira das "forças vivas da sociedade", mas com outra nomenclatura, uma vez que são incapazes de vencer o PCP no campo sindical.
2. O Paradise não pense, no entanto, que as coisas são formidáveis nos movimentos de novo tipo que querem "tomar as suas vidas nas suas mãos". Só para lembrar uma certa e determinada concentração na Manif de Maio em que nem me vou alongar, mas enfim, senti o mesmo abuso de representatividade. A diferença é que não é para crescer a influência social de um partido, é só para satisfazer o sectarismo de atrasados mentais. Se tivesse mesmo, mesmo, de escolher, ou seja, se alguém me ameaçasse com uma arma branca para eu ter de preferir uma das coisas, eu preferia que o objectivo do abuso de representatividade (razão da instrumentalização, a par do recrutamento) fosse fazer crescer a influência de uma partido.
3. Os machos alfa num processo de negação da sua identidade construída desde tenra idade (e, coitados, mais forte que eles) afinal dizem que criticam é a assinatura com referência a licenciatura ridícula (ana - é mesmo ridículo!) mas a piada é entre machos alfa, sobre a GAJA com a assinatura ridícula.
4. Divirto-me sempre com a conversa do anonimato seguido sobre informações sobre as bolsas que temos, onde trabalhamos e até sobre os nossos perímetros abdominais. Obrigada, anónimos!
Publicado por [Joystick] às setembro 18, 2010 03:09 AM
1. No post, é tudo verdade. Como já dei para esse peditório, uma das principais razões para não me envolver com maior profundidade nos "movimentos sociais" é porque não estou para aturar instrumentalizações. Não se trata de achar que a malta do bloco não deve fazer parte dos movimentos, trata-se de não suportar o reconhecimento de uma táctica: o BE olha os movimentos sociais como espaços de crescimento da expressão do partido, tentando moldá-los naquilo que o BE previamente "viu" que deveria acontecer com eles, podendo abanar a bandeira das "forças vivas da sociedade", mas com outra nomenclatura, uma vez que são incapazes de vencer o PCP no campo sindical.
2. O Paradise não pense, no entanto, que as coisas são formidáveis nos movimentos de novo tipo que querem "tomar as suas vidas nas suas mãos". Só para lembrar uma certa e determinada concentração na Manif de Maio em que nem me vou alongar, mas enfim, senti o mesmo abuso de representatividade. A diferença é que não é para crescer a influência social de um partido, é só para satisfazer o sectarismo de atrasados mentais. Se tivesse mesmo, mesmo, de escolher, ou seja, se alguém me ameaçasse com uma arma branca para eu ter de preferir uma das coisas, eu preferia que o objectivo do abuso de representatividade (razão da instrumentalização, a par do recrutamento) fosse fazer crescer a influência de uma partido.
3. Os machos alfa num processo de negação da sua identidade construída desde tenra idade (e, coitados, mais forte que eles) afinal dizem que criticam é a assinatura com referência a licenciatura ridícula (ana - é mesmo ridículo!) mas a piada é entre machos alfa, sobre a GAJA com a assinatura ridícula.
4. Divirto-me sempre com a conversa do anonimato seguido sobre informações sobre as bolsas que temos, onde trabalhamos e até sobre os nossos perímetros abdominais. Obrigada, anónimos!
Publicado por [Joystick] às setembro 18, 2010 03:11 AM
Ganda Posta!
Publicado por [Anónimo] às setembro 18, 2010 03:17 AM
joystick:
o teu comentário sobre "uma certa manifestação do tipo daquelas que querem 'tomar as suas vidas nas próprias mãos'" parece uma piada de machos alfa. o teu nome e tu própria - no meio deste campo de jogos viris - és uma piada de machos alfa.
Publicado por [atrasado mental] às setembro 18, 2010 04:15 AM
Concordo com a Joystick de que é uma piada sobre a GAJA, ou seja, que responde às suas questões não respondendo a elas, mas sim presumindo que com dois copos de vinho num restaurante cromo lhe passavam as manias. Algo obviamente marialva.
Tão marialva que a sua proposta é obviamente irónica e só se comprende em forma de insulto. Cabe então pensar: se há um condicionamento cultural masculino construido desde tenra idade que aponta para esse marialvismo e para a manutenção do patriarcado não haverá um mesmo condicionamento cultural feminino apontado para as mesmas questões? E não deverá então esse comportamento ser posto em causa, gozado, etc?
ou seja porque é o comportamento cultural masculino pode ser gozado e abordado enquanto tal e o feminino não?
Porque é que houve uma resposta de macho alfa à Ana e não à Helena Romão?
Publicado por [PP] às setembro 18, 2010 02:14 PM
Nuno a minha memória deve mesmo ser muuuuuuito selectiva: Rita Cruz, Zé Neves, Sofia Andringa, Isabel do Carmo podem fazer o desempate???
Sobre seres o funcionário do bloco para os mnovimentos socias mas apenas nos fóruns é uma mudança que acho irrelevante para a incompatibilidade que tinha com as tuas tarefas de direcção da attac
sobre ir ou não a muitas reuniões, sendo que bazaste a meio do mandato e tal, bom, nada a dizer
Publicado por [Rui Duarte] às setembro 18, 2010 02:20 PM
BE = montes de merda traídores amantes de pretos.
Portugal aos portugueses
Publicado por [14 NN 88] às setembro 18, 2010 08:51 PM
14 NN 88 = ajuntamentos de esterco amantes de pilas pintadas de branco.
Portugal aos que derem mais!!
Publicado por [chefe de roscas :: linhó :: na parte judaica] às setembro 18, 2010 09:49 PM
mais um esforço e chega-se aos 150.
Publicado por [areia] às setembro 18, 2010 09:51 PM
PP, houve uma resposta dessas à Ana e não à Romão porque aquela meteu-se a jeito. A questão é muitas vezes essa: há 0 m2 para uma gaja se meter a jeito. Quanto à ironia de que falas, tenho dúvidas. Um bocado como o facto de afroamericanos se tratarem por "niggers" mas haver óbvias reticências em relação à generalização da utilização...
Publicado por [Joystick] às setembro 19, 2010 09:39 AM
A malta do spectrum tem é muita classe
Publicado por [Anónimo] às setembro 19, 2010 03:00 PM
A malta do spectrum mete é cada vez mais nojo! Cambada de inúteis que têm a mania que sabem tudo e que gostam de mandar cenas para o ar para tentar criar desmobilização!
Critiquem dps de se meterem nas coisas e não falem por falar...descredibiliza-vos e torna-vos, neste caso sim, uns absolutos "imbecis"!
Publicado por [Anónimo] às setembro 19, 2010 10:08 PM
Atenção que no entanto os únicos afro americanos que tratam por niggas são os rappers e em geral a juventude dos projects (e as suas representações televisivas). Não é de maneira nenhuma algo generalizado entre a população negra nem o seu uso por negros privo de polémicas entre as comunidades afro americanas.
Publicado por [PP] às setembro 19, 2010 10:45 PM
Grande post.. super exclarecedor.. já era altura alguém malhar nesses imbecis (citados e não citados)q andam por aí em bicos de pés com a mania de que estão a impulsionar os movimentos sociais, enquanto limpam o cú ao Louça.
Publicado por [Rebenta-cús] às setembro 19, 2010 11:42 PM
Rui,
Queres quantos para desempatar ou bastam-te as datas? É que eu sai da direcção da ATTAC antes de ser funcionário do Bloco. Fui,portanto, eu que coloquei a questão. Como se prova pela lista de emails da direcção.
Acho que confundes coisas. Ouve uma discussão posteriormente, mas que tinha que ver apenas com a minha participação como activista na ATTAC Lisboa.
Publicado por [Nuno Ramos de Almeida] às setembro 19, 2010 11:53 PM
Tens toda a razão, estava a confundir com a tua participação (dinamização na verdade) na attac lisboa... Aqui ficam as desculpas da incorrecção.
Como entendo, as imcompatibilidades de cargos partidários com o envolvimento nos movimentos socias, depende como lá se está e onde.se fosse na direcção seria bem pior...
a questão, se bem me lembro, tinha então a ver com seres um dos principais activistas e estares a dinamizar a attac lisboa, até aí moribunda,l quando simultaneamente estavas no bloco com tarefas ligadas ao movimento social.
O que me parece relevante destacar, mais do que a tua conduta, foi o jogo feito nesse periodo pelo BE para sacar pessoal da attac.
Publicado por [Rui Duarte] às setembro 20, 2010 10:45 AM
Pois é Rui Duarte. Nós gostamos é de ler assim com as letrinhas todas: "imcompatibilidades de cargos partidários com o envolvimento nos movimentos socias".
Isto parte de um princípio de desconfiança e de corrupção em todos os que pretendem fazer actividade política e de movimento social, como é óbvio, por interesses que julgas contraditórios de base.
Lamento dizer-te, mas esse teu julgamente é exactamente igual ao da esmagadora maioria das pessoas que diz que os políticos e dos partidos são todos iguais e que são todos corruptos.
As generalizações são perigosas, são fáceis, e remetem as pessoas para o conforto de quem está sempre a correr por fora sabendo que nunca disputa nada na realidade em que se encontra.
Por isso, bem vês, não parece nem revolucionário, nem de vanguarda, e muito menos posição esclarecida ou informada. É a posição de senso comum, com uma capa de super-herói, ou neste caso, de jogo de computador.
É lixado dizer as palavrinhas todas não é?
Publicado por [Anónimo] às setembro 20, 2010 11:42 AM
sobre as incompatibilidades digo:"depende como lá se está e onde". parece que não leste as palavrinhas todas. lixado não é?
Publicado por [Rui Duarte] às setembro 20, 2010 12:17 PM
então não disseste nada não é? falaste das incompatibilidades mas depende, depende de quê? não é? podias explicar. com as palavrinhas todas, pf.
depende do quê? e quando é que achas que há incompatibilidades? para ver se percorremos caminho.
Publicado por [Anónimo] às setembro 20, 2010 02:47 PM
quando se anda em assembleias de precários e se é funcionário de um partido, por exemplo;
quando se é da comissão política do be e ao mesmo tempo o activista mais destacado de um movimento "unitário";
no fundo, quando se está a mentir...
aliás, repara que tenho estado sempre a falar sobre o caso do Nuno, caso esse em que o próprio viu as óbvias incompatibilidades entre ser da direcção e funcionário político do BE e se demitiu.
Sobre ser apenas militante? ainda hoje estou em projectos com militantes do be, quer acredites, quer não.
Publicado por [Rui Duarte] às setembro 20, 2010 02:57 PM
Caro Paradise Cafe, já se percebeu que domina bem a lista de pessoas e caras de várias iniciativas públicas, já agora, abertas. Deixe-me só informá-lo (porque infelizmente já demonstrou não estar) que: Ulisses Garrido - Membro da Comissão Executiva da CGTP, António Avelãs - Presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) José Rodrigues, António Serzedelo - Dirigente da Associação Opus Gay, Eduardo Pinto Pereira - Activista Social, Viriato Jordão – Presidente de Associação de Pais ex-Sindicalista e Reformado, Carla Bolito - Actriz e membro da Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e Audiovisual, João Pacheco - Jornalista e Membro dos Precários Inflexíveis e Silva Alves - Membro da Associação Abril, NENHUM DELES É PROPRIAMENTE DESTACADO MILITANTE DO BLOCO DE ESQUERDA.
Infelizmente para si, são a maioria dos subscritores do manifesto Vamos à luta!
Mais infelizmente ainda para si (o que mesmo para si, já deve ser muita areia), estas pessoas, na sua maioria, não encaixam no perfil que indicou. São muitos indivíduos já acima dos 50 anos e que portanto não encaixam no perfil de jotinhas BE.
Antes de falar, informe-se pf.
Cumprimentos
Publicado por [Anónimo] às setembro 20, 2010 02:57 PM
Então os funcionários de um partido não podem ser acitvistas de um movimento? E um aderente ou associado pode? Será que um funcionário é mais ou menos obediente ao partido do que um qualquer militante ou aderente? Eu conheço muitos funcionários pouco intervenientes e muitos não funcionários intervenientes em vários partidos, uns mais seguidistas, outros menos, outros mesmo nada. Explica lá, para ver se nos entendemos.
Então ser da comissão política de um partido quer dizer que não pode intervir como activista social. Esclarecedor, Paradise Café. Nós queremos é as pessoas que berram por fora, aliás, só essas. Partes portanto do princípio que os membros das comissões políticas dos partidos (todos) são correias de transmissão. Aliás, como a malta do café do lado, o raciocínio, por muito que tentes vergar a mola, é o mesmo. Os partidos são para ti todos iguais e os seus aparelhos corrompidos, servindo de correia de transmissão.
É lixado. Parece que tens mesmo esse senso comum do povão que faz de tudo tábua rasa e sublinha o preconceito contra tudo. É reconfortante eu sei, mas muito pouco desafiante para quem diz que quer compreender a realidade e transformá-la.
Publicado por [Anónimo] às setembro 20, 2010 03:05 PM
Já para não falar que ter medo da intervenção de meia dúzia de funcionários de um ou outro partido, num qualquer movimento de massas como aqueles em que participam, é realmente muito medo e falta de acreditar na própria capacidade de debate e decisão do movimento.
Compreende-se que era mais fácil estarem lá só os "bons", ou seja, os super-herois, mas esta coisa da democracia permite que as pessoas intervenham e criem os grupos ou movimentos que lhes apetecer.
Pena é que seja o assumir final da inoperabilidade de a incapacidade de activar força nas pessoas e juntar quem quer que seja. Senão, estariam à vontade para criar e recriar os grupos e os movimentos que apetecesse.
Não era?
Isto é tudo por medo e desconfiança caros super-herois?
Não tenham medo, vão à luta, à vossa, à dos outros, aquela que quiserem.
Mas avancem, sem medos nem desconfianças.
Publicado por [Anónimo] às setembro 20, 2010 03:13 PM
E ao fim de mais 100 comentários alguém usa um argumento. bravo!
Sobre a ligação que essas pessoas têm ao bloco, fica com cada um eles, sendo que adivinho alguma proximidade. É claro que a parvoíce táctica não pode ir ao ponto de pôr o triunvirato (portas, louçã e fazenda) num movimento unitário, a receita é outra, com mais condimentos, mas mais subtil...
1. numa reunião do partido, seja num órgão específico, seja apenas uma conversa entre "militantes interessados", decide-se a "que era bom" que houvesse um movimento deste tipo: que responda à crise, que atraia os jovens e os intelectuais, que fuja um pouco aos moldes da cgtp que possa, assim, canalisar descontentamento.
2. pensa-se em nomes de pessoal mais ou menos próximo (os menos próximos convém que sejam mais inocentes) que dêem nas vistas.
3. depois o partido (os funcios e algum ou outro candidato a tal) organiza a coisa, trata de divulgar, colando cartazes, espalhando na net, etc...
4. por fim mistura-se tudo, dá-se um apoio técnico e já está! Nem precisa de ir ao forno!
Publicado por [Paradise Café] às setembro 20, 2010 04:07 PM
Estes romanos são loucos, por Toutatis.
Publicado por [Rick Dangerous] às setembro 21, 2010 02:06 AM
Bravo! Paradise.
Publicado por [Anónimo] às setembro 21, 2010 10:33 PM
Rui,
A questão é interessante. A ATTAC Lisboa funcionava em reuniões abertas e publicas e sem direcção eleita: em cada reunião as pessoas distribuiam as tarefas entre si.
O que alguns elementos da direcção da ATTAC queriam e conseguiram foi impedir-me de militar na ATTAC como militante de base. Neste caso, não creio que a questão fosse partidária mas de poder. Essas direcções da ATTAC não fizeram nada. Limitaram-se a assinar abaixo-assinados, a maior parte deles oriundos do BE. A questão é que não estavam particularmente interessadas numa lógica de participação aberta dos activistas. Não são só os partidos que lixam os movimentos sociais, são sobretudo as lógicas de controle e de monopólio da direcção da actividade por parte dos "dirigentes" que minam as organizações e a possibilidade dos activistas participarem em pé de igualdade nas actividades.
Tanto que é assim, no caso da ATTAC, que neste momento a organização, para a qual eu continuo a pagar 10 euros por mês, vai alugar uma sala numa sede onde funcionava o Esquerda do BE, mas isso já não ameaça a independência. Irónico não é?
Publicado por [Nuno Ramos de Almeida] às setembro 22, 2010 11:48 PM
Esquecendo as acusações ao BE (afinal entre partidos e movimentos sociais haverá sempre - e de parte a parte - instrumentalizações e sinergias, umas mais positivas outras mais negativas) o que a mim me choca neste poste é a sugestão que os movimentos e associações mencionados são apolíticos (como se a política fosse patromónio exclusivo dos partidos, como se falar de igualdade, direitos humanos e ecologia não fosse político) e povoados apenas por jovens 'não-trabalhadores'. Não-trabalhadores? O Mayday reúne trabalhadores que reivindicam direitos sociais e laborais específicos, contra a precariedade que infelizmente, abrange uma proporção cada vez maior da população. Os trabalhadores precários são frequentemente deixados de fora e ignorados pelos sindicatos e outras instâncias afins. Que se reúnam pelo direito ao trabalho e pela justiça social é, inquivocamente, um acto político de um grupo de trabalhadores.
Publicado por [Inês Pereira] às setembro 23, 2010 06:14 PM
Peguem nisto e comparem com a lista de candidatos do distrito do Porto do BE nas última legislativas e autárquicas! Para os mais pequeninos vejam a Conferência de Jovens...
Ada Pereira da Silva – Membro da Plateia
António Capelo – Actor
Bruno Maia – Membro da Ex-Comissão de Trabalhadores da Qimonda
Cândida Viana Ribeiro - Chefe de equipa do Instituto de Segurança Social
Cristina Andrade – Membro do Movimento FERVE
Eliana Tavares - Membro da Associação de Estudantes do ICBAS
Francisco José – Membro da Comissão de Trabalhadores da UNICER
Henrique Borges – Dirigente do Sindicato dos Professores do Norte
Irina Castro – Activista Anti-Guerra, Anti-NATO
José António Moreno - Presidente da direcção do Porto do Sindicato dos Trabalhadores de Impostos
João Paulo Silva – Dirigente do Sindicato dos Professores do Norte.
Jorge Magalhães – Dirigente do CESP- Sindicatos dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.
Luís Monteiro - Presidente da Associação de Estudantes da Escola Artística Soares dos Reis
Mário Moutinho – Actor
Miguel Vital – Técnico Administração Tributária, Ex-Coordenador do Sindicato da Função pública do Norte.
Nuno Carneiro – Investigador, Psicólogo, Activista LGBT
Paulo Ricardo – Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores dos Trabalhadores das Industrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa
Ricardo Salabert – Membro do Movimento FERVE
Publicado por [o meu bloco é maior que o teu] às setembro 23, 2010 10:33 PM
inês,
creio que isso é o que menos digo no post, do que falo é da minha preocupação com a partidarização. quando digo despolitizados, e não apolíticos, falo de estarem mais preocupados com o mediatismo e com os números, do que com a transformação real das coisas.
sobre os trabalhadores e o mayday é fácil: eu era trabalhador quando lá estive e uns outros também, a diferença é que o chefe deste era o louçã... se são precários que mudem de chefe no próximo congresso.
sobre essa dos jovens não-trabalhadores não sei a que te referes...
Publicado por [Paradise Café] às setembro 23, 2010 10:41 PM
Ui, com este historial de destruição de movimentos e recrutamento de funcionário, pode ser que o apoio do BE ao Manel Alegre destrua o PS. Com um pouco de sorte, ainda consegue contratar o Manel Alegre para funcionário da sede, o que lhe valerá ser na próximas presidenciais 2015 o candidato natural do BE (Tipo Xico Lopes pó PCP em 2011).
Publicado por [GoldFish] às setembro 25, 2010 06:00 PM
Vamos_entao_nao_1.. Amazing :)
Publicado por [spectrum.weblog.com.pt] às abril 5, 2011 09:10 AM
