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setembro 29, 2010
A verdadeira face da república portuguesa
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Não só o presidente da comissão nacional das comemorações do centenário da república é Artur Santos Silva, fundador do grupo BPI, como os guias da exposição são falsos recibos verdes. Banqueiros no topo da hierarquia, trabalhadores explorados na base da mesma. Querem melhor imagem da república?
Publicado por [Dallas] às 09:56 PM | Comentários (11)
ocdesemprego

As receitas da OCDE para o problema do desemprego são tão hábeis quanto maquiavélicas. Juntar num mesmo conjunto de propostas a redução do período de descontos para o acesso ao subsídio de desemprego e a diminuição dos apoios aos desempregados de longa duração parece constituir uma medida norteada por uma velha máxima: dividir para reinar. De um lado, os trabalhadores mais jovens, aqueles com os vínculos laborais mais incertos que, de acordo com a OCDE, deveriam auferir de um acesso mais facilitado ao subsídio de desemprego. De outro, aqueles que julgavam que tinham um emprego para a vida, mas que se enganaram (ou foram enganados), restando-lhes então serem incentivados à reinserção na vida activa. Nem que tal implique pobreza e miséria. Para os primeiros, supostos maiores benefícios, para os segundos, supostos incentivos morais.
Na verdade, ninguém ganha (fora os que costumam sempre ganhar). Em primeiro lugar, o subsídio de desemprego de um trabalhador mais novo será sempre calculado de acordo com o valor do último salário. Ora, uma vez que estamos a falar de precários, geralmente mal pagos e em início de carreira, podemos concluir que o subsídio de desemprego terá sempre um valor reduzido. O baixo o suficiente para obrigar o trabalhador a empregar-se numa empresa de trabalho temporário, ou noutro biscate qualquer. Em segundo lugar, a maior probabilidade de desemprego entre trabalhadores precários dificulta per se o acesso ao subsídio, sendo necessário que o trabalhador, após estar desempregado, volte a realizar os descontos necessários à sua atribuição. Tendo em conta que a OCDE insiste no mito da rigidez do mercado de trabalho português, defendendo uma ainda maior «flexibilização» das relações laborais (leia-se a liberalização dos despedimentos), não será difícil imaginar um trabalhador ter de passar por dois ou três empregos até finalmente conseguir realizar os descontos suficientes.
Publicado por [Dallas] às 12:43 AM | Comentários (4)
setembro 28, 2010
Já que querem reduzir despesas do Estado...
Porque não começar por aqui?

MAI dá luz verde a equipamento anti-motim para a Cimeira da NATO
Publicado por [Saboteur] às 11:54 PM | Comentários (14)
setembro 27, 2010
sport lisboa e benfica
O urso panda fez uma música em homenagem ao glorioso. Vai sair no novo disco. E esta, hein?
(como não gosto da propriamente dita, vai esta que já é velha
Publicado por [Renegade] às 11:39 PM | Comentários (1)
Depois dos Roms, também eu posso ser expulsa!

O projecto de lei Besson em França (sobre a imigraçao, integraçao e nacionalidade) prepara-se para ser examinado a partir de amanha, dia 28 de Setembro, no parlamento. As organizaçoes associativas, políticas e sindicais avisam que nao se trata de uma reforma banal mas sim de uma verdadeira viragem de regime de excepçao no que diz respeito os estrangeiros neste país.
O que està em causa neste projecto lei, em grandes linhas:
-Neutralizaçao da justiça para ser mais fàcil a expulsao.
-Europeus sujeitos à expulsao: uma directiva de 2004 afirmava a restriçao de liberdade de circulaçao aos cidadaos da U. Europeia se estes se traduzissem num perigo à ordem publica ou saude publica. Ou seja, se por acaso decidir manifestar-me contra este projecto lei e se por um acaso um policia decide de controlar os meus papeis por disturbio à ordem publica francesa, là vou eu para Portugal à força. No presente projecto, a lei vai mais longe, enquanto na directiva de 2004 a expulsao nao poderia resultar de problemas economicos, actualmente os cidadaos da U. Europeia podem ser expulsos por « abuso » de direitos sociais e dispositivos de alojamento de urgência. A deriva de expulsao em massa dos Roms torna-se assim plenamente legal.
-Fim de autorizaçoes de estadia a doentes estrangeiros, cujos tratamentos sao inacessiveis nos respectivos países de origem.
-Desmultiplicaçao de razoes para perda de nacionalidade para os franceses naturalizados. Discriminaçao entre cidadaos franceses dependente a ascendência.
-Invençao de motivos jurídicos para recusar pedidos de asilo
-Invençao de sofisticados dispositivos de detençao e expulsao dos estrangeiros.
Para mais precisoes sobre cada um destes itens, ver aqui.
Publicado por [Shift] às 12:13 PM | Comentários (2)
setembro 23, 2010
Semana do pedal

Publicado por [Paradise Café] às 12:20 PM | Comentários (3)
É já no domingo

Publicado por [Bounty Bob] às 11:15 AM | Comentários (2)
Aniversário da Massa Crítica
Ora cá está um “novo movimento social”, dos mais dinâmicos desta cidade, e que, estranhamente, nunca despertou o interesse dos partidos… (embora houvesse um deputado municipal que achasse que esta malta era toda instrumentalizada pelo PS)
Uns dizem apenas que gostam de andar de bicicleta na cidade, outros afirmam que lutam por uma cidade mais ecológica e humana, outros ainda dizem que este é um dos caminhos para cortar radicalmente com o sistema capitalista e um estilo de vida que dele é fruto…
De qualquer forma, 7 anos ininterruptos de acções mensais na cidade, merecem ser comemorados.
Esta sexta-feira, a Massa Critica acaba em festa e convívio, com comes e bebes baratos e alguns notáveis DJs a meter música.
Publicado por [Saboteur] às 10:50 AM | Comentários (6)
setembro 21, 2010
O pessoal do Sectrum treme só de pensar que tem de se juntar numa assembleia com imigrantes, putas, gays, feministas, bloquistas e o raio que os parta



Publicado por [Rick Dangerous] às 11:08 PM | Comentários (6)
Maple Sazra e Michael Hardt falam sobre Riotporn
Maple Razsa and Michael Hardt Read Riotporn from Papertiger TV on Vimeo.
Publicado por [Party Program] às 07:44 PM | Comentários (1)
É mais ou menos isto

Publicado por [Chuckie Egg] às 05:50 PM | Comentários (0)
setembro 20, 2010
Ever get the feeling you've been cheated?
A questão fundamental posta pelo Paradise Café e que escapa a muita gente não é o facto de militantes funcionários participarem em movimentos sociais extraparlamentares e que a sua mera presença de alguma forma conspurque a alva potência revolucionária destes. O que acontece é algo mais complicado, tanto mais quando previamente deliberado em círculos alheios aos movimentos em questão: Na sua perspectiva a função do movimento social não será criar algum tipo de contrapoder, de estrutura capacitada para assumir em si própria um potencial de organização politica e de transformação do existente, mas sim enquanto meio de elaborar um discurso critico que depois será capitalizado em termos de influência politíca do partido. Assim a função do Mayday para os funcionário do BE, por exemplo, não será criar estratégias para a auto-organização dos precários mas sim criar um novo nicho de mercado que possa em situações posteriores votar no seu partido. Dai decorre o seu pudor mal disfarçado em organizar nesse contexto qualquer tipo de acção que vá para lá do simbólico numa acepção verdadeiramente patética e mediocre do termo.
Que um militante de um partido deseje mais votos no seu partido é uma evidência. Que todos os outros que escolheram fazer politíca fora de um contexto partidário tenham ainda fora dele de se submeter às considerações internas de uma instituição totalmente alheia às suas vidas não.
As acções simbólicas do bloco de esquerda são extremamente divertidas e interessantes.
Publicado por [Party Program] às 07:02 PM | Comentários (29)
Só naquela...
Bastou ver as primeiras duas páginas no search do google... mais também já era trabalho desnecessário. E por aqui me fico nesta matéria com a paciência a bater nos limites.
http://lisboa.bloco.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1191&Itemid=1
http://twitter.com/bloco/status/22734582380
http://setubal.bloco.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1386&Itemid=1
http://blocoesquerdaseixal.org/caminhando/2010/09/apresentacao-e-conferencia-de-imprensa-vamos/
http://blocodemarvila.blogspot.com/
http://www.esquerda.net/artigo/iniciativa-vamos-%C3%A0-luta
http://blocodeesquerdaindependente.blogspot.com/2010/09/iniciativa-vamos-luta.html#comments

Olha lá para aquilo pá! Gente das mais diversas proveniências na primeira iniciativa do Vamos!
Publicado por [Paradise Café] às 12:45 PM | Comentários (22)
setembro 18, 2010
Oh Vasco vê lá se o "Povo" poupa o animal e descarrega em ti as energias reprimidas...

"O povo é uma entidade amorfa, irracional, manipulável, desinteressante, instável, contraditória e essencial. Além disso, em Portugal, essa entidade só se caracteriza por dois superlativos: é ignorantíssima e paupérrima".
Este é o primeiro parágrafo de um depoimento de página e meia d Vasco Graça Moura sobre o Povo, no âmbito a exposição da EDP - POVO - que esteve patente no museu da electricidade e que, em conjunto com outros textos, viu a forma de livro editado pela tinta da china.
Ainda só li este (porque me chamram à atenção). Espero ansiosamente pelos testemunhos de Sócrates, Maria de Lurdes Modesto, Mário Soares de Paulo Teixeira Pinto
Publicado por [Paradise Café] às 07:08 PM | Comentários (2)
ocupações selvagens

Publicado por [Paradise Café] às 12:51 PM | Comentários (8)
Campanha vergonhosa

A campanha lançada pelo ACP de Carlos Barbosa (candidato a Vereador pelo PSD para a Câmara de Lisboa, diga-se de passagem) é, mais do que uma provocação, um perigoso e irresponsável apelo à violência dos automobilistas sobre os peões.
Afirmar despudoradamente que as pessoas só têm o direito de atravessar a estrada nas passadeiras e que, mesmo aí, têm de ter muito cuidadinho para ver se não levam com um carro em cima, porque a culpa dos atropelamentos é das pessoas "que se atiram para a passadeira", contraria tudo o que se anda a tentar meter na cabeça dos condutores há anos sobre a responsabilidade de quem está a manobrar uma máquina de lata, de alguns milhares de quilos, no meio da comunidade.

Para quando uma campanha a recordar antes algumas regras elementares do Código da Estrada, como a proibição de sinais sonoros dentro das localidades?
Vivo num sítio em que a rua de dois sentidos tem a cera altura visibilidade reduzida e, por dia, passa, vários condutores por ali em velocidade excessiva enquanto buzinam.
@s idiotas, dentro da sua bolha de vidros fechados e rádio ligada, para além de não terem compreendido que, por mais que buzinem, será impossível evitar um acidente se passarem àquela velocidade ali e vier um veículo em sentido contrário, não se apercebem da potência sonora da sua buzina (normalmente, cerca de 110 dB) que, mais do que incomodativo para quem vai a passar a pé ou de bicicleta, é extremamente prejudicial à saúde das pessoas, provocando comprovadamente danos a nível do sistema nervoso e aparelho auditivo.

Publicado por [Saboteur] às 12:26 AM | Comentários (9)
setembro 17, 2010
O spectrum foi ultrapassado pela esquerda baixa.

Enquanto se discute se vamos ou não vamos, ou se iremos ou não iremos o spectrum tornou-se (ainda) mais obsoleto.
Parece que a nova tecnologia se chama PC.
Tem um sistema operativo ortodoxo, memória de elefante para contrabalançar com os nossos 48k e até tem jogos interessantes como Quizzes e tudo. E acima de tudo leva-nos a descobrir as respostas acertadas!!!
Parece que está à venda num único sítio em Lisboa, na av. da liberdade, e que apenas está disponível para camaradas sem pontos negativos no seu cartão de sócio.
Se alguém estiver a pensar em dar-me uma prenda de natal...voilá!!
Publicado por [POKE] às 01:15 AM | Comentários (5)
setembro 15, 2010
Vamos? Então não vamos...

O Bloco de Esquerda nunca conseguiu o seu objectivo-fetiche de se tornar num partido com a mínima ligação aos trabalhadores e suas lutas. A disputa idiota que mantém com o PCP em torno do poder dentro da CGTP será sempre uma partida perdida.
O BE nunca se conseguiu descolar da imagem de um partido que, essencialmente, passa a sua mensagem colorida através da televisão. Ao fim de todos estes anos, e de até ter passado o PCP nas últimas legislativas, a sua influência junto da principal central sindical nunca deixou de ser residual, tendo apenas uns poucos simpatizantes nas esferas mais influentes, como o Ulisses Garrido ou o António Avelãs.
Mas, pelos vistos, a estratégia anda a mudar: já que junto de quem trabalha, sindicalizado ou não, o bloco não consegue mexer uma palha, anda a criar ou tentar infiltrar-se em múltiplas plataformas, normalmente caracterizadas pela sua despolitização e pela sua reduzida média etária. O VAMOS! é o mais recente embuste, mas Vamos com calma.

"Será que a Ilga também dá para ocupar, ou o PS não vai dar hipótese?", segreda Jorge Costa ao chefe
1º ATTAC O tubo de ensaio desta estratégia foi esta associação – talvez tenha sido o SOS Racismo mas não conheço tão bem a história. Nascida de um esforço de pessoas ligadas ao PCP, a ATTAC serviu depois como albergue espanhol para os órfãos da política. Com tempo e com a guerra do Iraque a coisa foi-se tornando bem séria e com uma capacidade de mobilização relativamente impressionante. Foi, pouco depois disto, que, de um momento para o outro, o BE desatou a funcionalizar membros da direcção da ATTAC. Um dos seus mais destacados dirigentes foi para funcionário do BE com a tarefa dos Movimentos Sociais (??!!!!??), um outro, que se tinha destacado na criação da ATTAC Verde (ecologista), foi convidado para assessoriar os deputados do BE para as questões ambientais, e ainda uma moça que se destacava pelo seu voluntarismo e rigor (diga-se) na gestão da tesouraria, mesmo sem ser militante, foi “cooptada” para funcionária administrativa do BE.
Resultado: A ATTAC ia acabando. Como é natural o pessoal fora da esfera do BE passou-se, houve dezenas de horas de reuniões, gritos, etc.. em torno da bloquisação da ATTAC e tiveram de se passar uns anitos até a coisa estar novamente a andar.
2º MAYDAY Aqui a coisa sempre foi feita com muito menos vergonha na cara. Para começar, até há dois anos, creio, o chefinho da coisa, era, nem mais nem menos, que o Jorge Costa (para quem não sabe o Jorge Coelho do BE desde há muitos anos). Apesar deste figurão se ter posto a andar, este ano a coisa atingiu níveis da mais completa insanidade. Basta dizer que a grande maioria dos “activistas” da coisa ou eram funcionários ou dirigentes do BE. As reuniões hiper-preparadas, as mundividências iguais, as disponibilidades para fazer acções às duas da tarde a que só os funcionários do Bloco podiam ir foram apenas algumas das parvoíces que culminaram com a saída de muita gente após reuniões deprimentes.
Depois desta experiência motivadora, os jotinhas do BE lá decidiram inventar mais duas organizações de precários -os Precários Inflexíveis e o FERVE (fartos destes recibos verdes), que, no fundo, têm exactamente os mesmos protagonistas sonsos do MayDay, uma boa parte deles a usar o seu tempo como funcionário do partido para dinamizar e organizar os grupelhos.

uma acção dos Precários na Grécia
O que é mais incrível é que esta gente não se cansa de usar sempre a mesma táctica absurda, como se ainda conseguissem enganar alguém (infelizmente ainda há uns quantos que caem na esparrela) e continuam e continuam.... Há pouco tempo começaram a tentar invadir a PAGAN (Anti-Nato) e agora criaram mais um fantoche com praticamente as mesmas pessoas, o Vamos!, que servirá, desta vez, para juntar “sensibilidades diferentes” (por amor da santa!!!!) no combate à crise.
O pior é que estou mesmo convencido que, tirando um ou outro imbecil mais premeditado na merda que faz (como o Ricardo Moreira, por exemplo) a maior parte desse pessoal acha mesmo que está a fazer trabalho sério para o “Movimento”.
“Mas se não fossem eles não se fazia nada disto”, este é o argumento obreirista que mais ouço para defender esta forma de fazer política, ao que, invariavelmente, respondo, é exactamente por eles lá estarem que uma série de gente não põe lá os pés.
Vamos? Vamos, mas vamos é acabar com esta política espectáculo do partido vazio, onde a conferência de imprensa se substitui à greve, e em que os funcionários dos partidos se substituem aos trabalhadores nas suas acções e consciencializações. Cada vez isto é mais claro para mim: enquanto não se puxar o autoclismo por inteiro, a merda que há tantos anos anda a boiar no suposto movimento social irá sempre impedir o nascimento de movimentos mais amplos de outro tipo que tenham realmente a vontade de tomar as suas vidas nas suas mãos!
Publicado por [Paradise Café] às 01:14 PM | Comentários (136)
Propinas de volta?
(Já vi revoluções a começarem por menos...)
"Após entregar uma medalha de chouriço ao Ministro Mariano Gago, por ter alcançado o feito de nos meder no topo da Europa no que toca ao peso da educação nos orçamentos das famílias, leu-se o seguinte comunicado:
Nós, estudantes da Academia do Porto, em protesto nesta Cerimónia Oficial dizemos:
- Não há cerimónias porque nos últimos dez anos, um terço dos estudantes mais pobres abandonou o Ensino Superior, sendo que esta realidade aumenta a cada ano que passa.
- Não há cerimónias porque nos últimos 15 anos, as propinas aumentaram 400% em Portugal.
- Não há cerimónias enquanto este for o terceiro país da Europa com a propina mais elevada.
- Não há cerimónias enquanto tivermos um problema de democracia no Ensino Superior.
- Não há cerimónias enquanto a redução e a falta de verbas destinadas à Acção Social continuarem a empurrar estudantes para fazer empréstimos.
- Não há cerimónias porque 11 mil estudantes devem 130 milhões de euros à banca, quando ainda não trabalham, e não têm nenhuma garantia em relação ao seu trabalho futuro.
- Não há cerimónias enquanto a maioria dos 70 mil bolseiros em Portugal receber de bolsa mínima apenas 100 euros por mês.
- Não há cerimónias quando a resposta a um pedido de bolsa demora em média 4 meses.
- Não há cerimónias quando, numa das maiores crises sociais de todos os tempos, o Governo decide reduzir nas bolsas, atirando estudantes para fora do Ensino Superior.
- Não há cerimónias quando um ano lectivo começa sem os Serviços de Acção Social saberem os dados que necessitam para analisar os pedidos de bolsas, porque o Sr. Ministro ainda não fez aprovar o Despacho necessário.
- Não há cerimónias enquanto este "Ensino" só for público para quem tem 1000 euros para pagar as propinas.
- Nós, grupo de estudantes aqui em protesto, dizemos: Ensino Superior Público para todos e todas.
Basta de retórica."
Retirado do Youtube
Publicado por [POKE] às 02:07 AM | Comentários (1)
setembro 14, 2010
Touche D'espoir
Publicado por [Chuckie Egg] às 09:00 PM | Comentários (0)
setembro 13, 2010
BUTLER

“Entrevista a Judith Butler na revista GUERNICA - A Carefully Crafted F**k You”
Publicado por [Shift] às 10:36 AM | Comentários (0)
setembro 10, 2010
gente feliz sem carro
Ao ler um texto do Público, curiosamente dedicado aos assuntos da mobilidade em Lisboa e Porto, dei por mim irritado, quase escandalizado com a falta de "mundo", com a falta de coragem daquela narrativa.
Trata-se de uma peça que se limita a recolher testemunhos de gente que não usa carro particular, de forma mais ou menos militante, nas suas deslocações.
A irritação nasceu de um aspecto que para muitos será lateral, mas que parece ser sintomático do pequeno mundo em que se movem os produtores de discurso e representações, supostamente em locais de excelência, como os jornais das elites, os jornais de referência.

No caso, tudo se resume à parcialidade pequeno-burguesa da selecção dos relatos: deram faladura a 1 cineasta, 1 arquitecta, 1 deputada, 1 professora (alemã!), 1 músico, 1 adjunto de direcção (da Fundação de Serralves!) e 1 escritora/professora. Ou seja, dois jornalistas a construírem um relato para o mundo social que conhecem e em que se revêm, como se essa escolha fosse evidente e indesmentível. Pode sempre argumentar-se que um trolha com a quarta classe não tem capacidade para elaborar poesia social sobre a liberdade de não ter carro em Lisboa e poder observar as árvores a crescer, ou para teorizar impressionisticamente sobre o facto de se perder no seu T2, quanto mais saber ir de carro para o trabalho. Pode dizer-se que o público daquele texto é aquele tipo de pessoas e que um desempregado, uma puta ou um empregado de balcão não lêem aquele jornal.

Talvez, mas estas coisas, que acontecem sempre e se repetem por todo o lado, são sintomas de uma expulsão do espaço mediático das pessoas que a elite não quer ver, que a elite se esforça para retirar à existência colectiva. O invisível não existe. Os pobres, as minorias, os precários, os subordinados, os outros, foram e são expropriados diariamente do discurso que os define, como já sabemos há tantos anos por tantos livros que já ninguém lê. Uma espécie de "orientalismo banal".


Ou então só podem falar nos limites autorizados por quem manda:
porque são pobres merecem o assistencialismo, mas nunca a revolta legítima. Porque são pretos, estrangeiros e paneleiros merecem a integração e o respeito, mas nunca a igualdade. Porque são precários e subordinados merecem o discurso da melhoria das condições, mas nunca a expropriação redistributiva de poder. Porque são mulheres gordas ou velhas merecem o que a publicidade e as revistas lhes dizem que merecem mas nunca merecem a humanidade de serem orgulhosamente quem são. Porque são gente feliz sem carro são deputados e artistas mas não são desempregados, putas ou velhos.
Este tipo de produção social dominante do discurso de índole conservadora entristece-me. Sobretudo por ser tão comum entre quem se apresenta como informado e culto e até na vanguarda de ninguém sabe bem o quê mas se limita a reproduzir as grelhas dominantes.
Publicado por [Renegade] às 11:41 PM | Comentários (51)
HOBSBAWM

“Entrevista a Eric Hobsbawm na La vie des idées - Where have the rebels gone?”
Publicado por [Shift] às 01:49 PM | Comentários (5)
setembro 09, 2010
Regueirão dos Anjos - Setembro

Publicado por [Chuckie Egg] às 01:53 PM | Comentários (1)
setembro 08, 2010
B Chachada
O idiota-mor da escumalha hipster lusitanofila tem um video novo
Publicado por [Party Program] às 07:54 PM | Comentários (16)
setembro 04, 2010
O mercado livre
A concentração inerente à lógica do “mercado livre” tem destas coisas.
Paes do Amaral, o patrão da Leya, partilha o domínio do mercado dos livros escolares com a Porto Editora.

Empresário empreendedor, como os que Cavaco gosta, tem trazido várias inovações ao negócio: Reduziu as margens das livrarias; incorporou nos packs um CD – “manual interactivo” – cobrando cerca de € 7,5 adicionais aos pais pela brincadeira; criou um cash and carry onde o livreiro pode ir buscar os seus livros sem pagar portes ou ficar dependente dos atrasos das encomendas, mas em que se tem, obrigatoriamente, de levar os famigerados CDs…
Ainda assim, nada me choca mais do que a falcatrua que a Leya fez com os preços dos livros:
Tendo colocado inicialmente os preços dos manuais escolares acima do convencionado pelo Ministério da Economia, viu-se obrigado, depois, a vender os livros abaixo do preço que tinham impresso em capa.
No entanto, para não ver as suas altíssimas margens de lucro diminuídas, decidiu, para compensar, aumentar o preço dos cadernos de actividades e CDs dos (que não são convencionados pelo Estado) acima do que estava também impresso.
Resultado: quase nenhum livro da Texto Editora tem o preço de capa correcto.
Entretanto, como provavelmente já terão havido queixas de consumidores sobre esta discrepância, a ASAE entrou em campo.

Para multar a Leya e obrigar Paes do Amaral a corrigir a trapalhada que criou? Não. Para obrigar as livrarias a etiquetar todos os livros da Texto com preço correcto.
Milhares e milhares de horas de trabalho distribuídas por todas as papelarias e livrarias do país, para não incomodar os interesses do sr. Paes do Amaral.
Publicado por [Saboteur] às 02:19 PM | Comentários (4)
setembro 03, 2010
O Big Brother que está na moda
Publicado por [Striker] às 01:15 AM | Comentários (0)
Hoje-12h Concentração de Solidariedade com os grevistas em Moçambique

Embaixada de Moçambique (Av. de Berna, 7)
Publicado por [Paradise Café] às 12:36 AM | Comentários (0)
setembro 01, 2010
tão bom ...

Publicado por [Paradise Café] às 06:27 PM | Comentários (0)
Oportunidades perdidas

A escolha pelo PCP de Francisco Lopes como o “seu” candidato à Presidência da República veio, pela minha parte, resolver a dúvida que tinha quanto a deslocar-me às urnas para exercer o meu direito de voto nas próximas eleições presidenciais. Não vou votar mas muito mais importante do que isso, é o facto, já salientado por alguns, de entender que o PCP perdeu uma boa oportunidade de promover uma candidatura que pudesse congregar vontades à esquerda. Depois do erro do BE, que apoiou um candidato que não responde, de forma alguma e apesar de toda a retórica louçaniana, aos anseios de quem quer um mundo diferente, o PCP optou por um candidato de quem espero um discurso anticapitalista mas que jamais poderá federar os diversos quadrantes que se movem nessa área política e que, obviamente, ultrapassam o Partido e a sua influência. Não acredito na transformação social que pretendo através dos limitados instrumentos da democracia representativa mas de uma perspectiva táctica interessava-me que a “esquerda institucional” tivesse a lucidez de perceber que um movimento aglutinador nas eleições que aí vêm poderia servir para lançar as bases de qualquer coisa mais consistente e desligada do jogo eleitoral, com um potencial revolucionário que nenhuma candidatura, partido ou movimento até agora fez surgir.
Publicado por [Bounty Bob] às 06:06 PM | Comentários (6)
Mais um romântico que se perdeu
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Love is too expensive. Every time I say, ‘I love you,’ I lose a house..
Publicado por [Bounty Bob] às 05:10 PM | Comentários (0)
Reentré
Está disponível a partir de hoje a tradução para português do livro L´Insurrection qui vient das Editions La Fabrique, pelas Edições Antipáticas. Na página da Rádio Leonor podem ler alguns posts sobre a polémica que este livro gerou em França e o eco que teve a nível internacional. Ainda voltarei ao assunto mas para já aqui fica o link com o livro.

Publicado por [Chuckie Egg] às 02:38 PM | Comentários (2)
