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maio 24, 2010
Xenof(ct)obia

Era inevitável que a crise chegasse à investigação científica. (Um alvo, aliás, bem mais fácil que a banca). Contudo, não esperava que o critério de corte fosse tão…xenófobo. Qualquer política que se baseie na nacionalidade nunca teve, não tem, nem nunca terá qualquer sentido, pois é puramente arbitrária. Mesmo com impostas limitações derivadas de uma sociedade de classes, podemos afirmar que o candidato a doutoramento tem um (relativo, cada vez infimo) poder de escolha: o tema da tese, o objecto de investigação, a instituição, o orientador. Porém, são poucos os que podem escolher a sua nacionalidade. Uma pessoa é obrigada a nascer com ela, e só aqueles que jogam bastante bem futebol ou conseguem passar em exames estupidificantes se revelam capazes de fugir à tal imposição. Por isso, ter em conta tal «qualidade» como base de uma política é, por si só, regressivo.
Publicado por [Dallas] às maio 24, 2010 07:23 PM
Comentários
No entanto, os alunos portugueses são bem vindos nas universidades estrangeiras...
Publicado por [Josefina] às maio 24, 2010 08:17 PM
gosto do estilo retro do cartaz.
parece que voltamos aos tenebrosos anos 30, numa curiosa sintonia entre a expressão plástica da propaganda e a situação económica.
Publicado por [renegade] às maio 24, 2010 10:12 PM
A malta dos multiculturalismos geralmente vota BE, é vegetariana, e acha piada quando se cruza na rua com o cartaz do BE que diz "no mundo não há estrangeiros". Votam neste movimento convencidos que o mundo devia abolir as fronteiras, ainda antes de abolir o sistema económico que cria as mesmas, não entendendo que o que fazem é avançar para a nossa proletarização em detrimento de povos mais trabalhadores. Sou racista? Serei. Mas não quero, repito, não quero ter de trabalhar num futuro próximo tanto quanto um chinês ou um indiano, que faz trabalho intelectual universitário por muito menos dinheiro e não se queixa. O vosso "internacionalismo" serve perfeitamente o capitalismo que tanto criticam. Já agora, por que não abrir as fronteiras, simplesmente?
Publicado por [Que importa?] às maio 25, 2010 12:34 AM
Querido "Que importa",
Começo pelo princípio: não voto BE nem não sou vegetariana, gostaria de me assumir multicultural, mas nunca vivi noutro continente, portanto ficarei pelo europo-cultural. :)
Também gostaria que as pessoas percebessem que a qualidade da nossa ciência não está relacionada com "quantos mandamos lá para fora", mas sim com "os bons que conseguimos meter cá dentro".
Mas, se o indiano e o chinês fazem mais e melhor, porque não deixá-lo ter uma bolsa da FCT?
E já agora, seria assim tão o fim do mundo de abríssemos as fronteiras? O papão da china (ou doutro lado qualquer) comer-te-ía o pequeno-almoço?
Publicado por [Daniela Pamplona] às maio 25, 2010 11:16 AM
Não, não e não, nós nativos portugueses-europeus não podemos, não devemos aceitar uma invasão de imigrantes-estrangeiros para as nossas terras sob pretextos falaciosos que caem pela base uma e outra vez.
Primeiro os portugueses!
depois os outros
Publicado por [Legião Verde] às maio 25, 2010 04:06 PM
Portugal, é um pais de merda!
Publicado por [ÁguiasAzuisDoMiratejo] às maio 26, 2010 04:39 AM
At last! Someone who understands! Thanks for ptosing!
Publicado por [Gump] às maio 26, 2011 05:44 AM
