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março 07, 2010
Com disparates destes vamos longe...
Jardim quer alargar Funchal mar adentro com inertes recolhidos das ribeiras

Publicado por [Striker] às março 7, 2010 08:18 PM
Comentários
Este Jardim é uma anedota. E assim se estoira com o orçamento regional: "A dominar a natureza", ao contrário do que dizem "esses patetas dos verdes"
Publicado por [Anónimo] às março 8, 2010 08:48 AM
Já agora, se não for incómodo, podem explicar por que motivo é um disparate aproveitar dessa maneira os inertes?
Publicado por [Paulo] às março 9, 2010 08:13 AM
Já ouviste falar em subida do nível das águas do mar?
Publicado por [Anónimo] às março 10, 2010 01:31 AM
Paulo, não é só pela subida no nível das águas do mar.
Tudo o que veio "por água abaixo" era composto por lama, inertes (rochas), lixo e matéria orgânica. Os inertes que se pretende aproveitar não são assim tantos que dessem para - por si só - alargar zonas costeiras da ilha com espaço para se construírem urbanizações. Não: o aproveitamento de inertes é só um pretexto para esse projecto, que necessita de pelo menos 10x mais de material (e de muito maiores dimensões do que as rochazinhas que se viam nas reportagens!), só para preencher o espaço entre o banco de areia e a superfície.
Para além disso, no continente tens uma extensão da costa (abaixo do mar) com cerca de 500m nalgumas zonas, e que sim, te permitem ir colocando inertes para formar pequenas extensões à superfície. É o caso dos pontões. No Dubai, por exemplo, o mar - que ali não é oceânico - não é muito profundo, o que também permite ir colocando, assentando e consolidando matéria. Na ilha da Madeira, no meio do Oceano Atlântico, poucos metros tens entre a linha costeira e o abismo para o fundo do oceano. É portanto uma questão de volumes.
Por outro lado, as correntes oceânicas que há milhares de anos vão aperfeiçoando de certa maneira a forma daquela ilha, como será que iriam reagir com uma extensão? Nem há hipótese.
A médio-longo prazo, as correntes têm um efeito enorme em todas as construções humanas.
Por fim, é um disparate querer alargar a superfície de uma ilha, e construir lá urbanizações, sujeitas a ser engolidas pelo mar no momento da sua inauguração, com uma probabilidade incomparável à dos 180mm/m2 de água que caíram naquele dia (o dobro do que chove normalmente em todo o mês de Fevereiro).
É um disparate de um "sonho" que Jardim quer ver concretizado, metendo dinheiro dos contribuintes e vidas em risco.
Publicado por [Striker] às março 10, 2010 06:04 PM
Obrigado pela explicação, parece-me adequada (menos a história da subida do nível das águas do mar...).
Publicado por [Paulo] às março 11, 2010 12:08 AM
