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fevereiro 03, 2010

"Coitadinho do Crocodilo..."

A minha caixa de mail está cheia com o famoso artigo do Mário Crespo que irá sair também no primeiro livro do jornalista a ser publicado em breve. Os convites do facebook para me tornar fã sucedem-se. Os blogs de esquerda denunciam e recebo ainda mais mails com copy/paste de posts sobre o assunto da censura ao Crespo.

Acho que estes meus amigos e amigas de esquerda estão tão entusiasmadas com a luta em torno desta questão, no fundo, mesmo que inconscientemente, pela mesma razão que Carlos Vidal expõe de forma tão transparente no seu post: Mais porque gostam das pauladas que ele costuma dar ao Sócrates do que por qualquer razão de valores, liberdade de expressão e coisas assim... O mesmo se passou com a Manuela Moura Guedes, embora com menor intensidade entre o "nosso pessoal" - notei - talvez por ela já ter sido deputada do CDS-PP e tudo.

No fundo trata-se da tese "Se és inimigo do meu inimigo, meu amigo és", que leva a que, dramáticamente, ainda hoje em dia, tantos camaradas tenham um fraquinho pela China, Coreia do Norte e até pelo Irão.

Publicado por [Saboteur] às fevereiro 3, 2010 08:55 AM

Comentários

Eu rio-me de quem acha que os media corporativos ainda são isentos. Eu pessoalmente caguei para a questão, eles que se matem todos enquanto eu procuro a verdadeira informação pelos media alternativos.

Publicado por [anon] às fevereiro 3, 2010 10:35 AM

finalmente o crespo vai de cona. aplaudo de pé, a pouca isenção e atitude opinativa deste senhor dão-me náuseas.

Publicado por [Anónimo] às fevereiro 3, 2010 10:46 AM

E até há alguns que têm bustos junto ao monitor.

Publicado por [Paulo] às fevereiro 3, 2010 11:22 AM

Certíssimo, saboteur, mas é um terreno movediço. "Queremos liberdade para nós, mas falamos por vocês todos" - eis o ovo do fascismo (ou não?!)

Publicado por [xica darque] às fevereiro 3, 2010 01:53 PM

este Paulo vive obcecado aqui com spectrum, é com cada um...

Publicado por [anon] às fevereiro 3, 2010 03:19 PM

Mário Crespo refugiou-se na África do Sul quando da independência de Moçambique. Em entrevista, quando lhe perguntaram se não tinha sentido curiosidade em ver Portugal pós 25 de Abril, responde que "não, odeio confusão".
Interrogado sobre o aparteid no país em que vivia diz:
" A separação física era real. Às cinco da tarde a população negra desaparecia de Joanesburgo. As pessoas recuavam para os seus bairros periféricos. Havia tipos de cor variada, mas integrados nas suas funções, classificados e arrumados. Daí o ser compreensível a imensa reacção que a população – sobretudo a população emigrante portuguesa – teve ao fim do apartheid. (…) Gostariam de saber porque é que um gajo destes não foi um combatente antiapartheid? "Não fazia sentido naquela altura. Não havia motivação para o ser. As minhas desculpas.”
O homem não estava interessado em ver a liberdade conquistada em Portugal, o homem não via o aparteid, o homem não tinha motivação para denunciar as desigualdades, o homem só via os pretos desaparecerem à noite só ficando alguns de cor variada (!!!). O Crespo é um ser de formação muito "sui generis".

Publicado por [Anónimo] às fevereiro 3, 2010 03:28 PM

Espero que não consideres o Vidal parte do "nosso pessoal".

Publicado por [Tárique] às fevereiro 3, 2010 06:50 PM

Depois daquela suposta "entrevista" no jornal das 9 ao gajo dos Verde Eufémia que este reles levou a cabo, para mim Crespo passou a ser sinónimo de "doente mental" e profissional incompetente e perigoso. Logo, nesta com o primeiro. que me desculpem.

Publicado por [Fuser] às fevereiro 4, 2010 07:00 PM

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