« Apresentados os projectos vencedores na votação do Orçamento Participativo de 2010 | Entrada | Entre vómito e o Super Mário. »

janeiro 20, 2010

O tabu é bom para as audiências...

O Renato Teixeira do 5 dias e de outros sítios, entre outros mimos, solicita-me que eu dê a minha opinião sobre a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República.

Eu, como militante disciplinado que sou, estou só à espera da orientação de voto do meu partido, que será tomada, com toda a certeza, depois de um aprofundado debate democrático. Até lá é assunto tabú.

Entretanto, como sou um democrata - daqueles que não saca logo da soqueira quando ouve alguma opinião com que não concorda, como há infelizmente tantos - aceitei o pedido de amizade que gentilmente o pré-candidato me fez através do FaceBook.


Publicado por [Saboteur] às janeiro 20, 2010 03:40 PM

Comentários

O Saboteur do Spectrum e de outros sítios tem a gentileza de dizer qual é o partido onde vai saber o que pensa sobre o assunto? É que talvez os caceteiros adivinhem a sua posição mesmo antes de a ter discutido democraticamente...

Publicado por [Renato Teixeira] às janeiro 20, 2010 04:23 PM

Já agora deixe-me que lhe diga que é um bocado piegas lamentar a soqueira dos outros quando se atira a primeira pedra...

Publicado por [Renato Teixeira] às janeiro 20, 2010 04:28 PM

Já agora deixe-me que lhe diga que é um bocado piegas lamentar a soqueira dos outros quando se atira a primeira pedra...

Publicado por [Renato Teixeira] às janeiro 20, 2010 04:31 PM

Não me referia a ti, Renato. As tuas provocações são perfeitamente aceitáveis.

Mas já agora, demonstra-me lá quem é que eu agredi. Não pode ser só mandar bocas...

Publicado por [saboteur] às janeiro 20, 2010 04:39 PM

militante disciplinado (adestrado) e democrata. que lindo!
não será gente desta que se esperam mudanças.
cumps

Publicado por [Anónimo] às janeiro 20, 2010 04:50 PM

"INIMIGOS" ?!?!?! ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah! Tu não és um gajo assim tão importante... LOL! os únicos "INIMIGOS" do saboteur que consigo assim imaginar são a CALVICE e o EXCESSO DE PESO. ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah

Publicado por [Anónimo] às janeiro 20, 2010 06:43 PM

Quero aqui deixar um forte abraço aos camaradas do spectrum, que aproveito aliás para alargar a todo o povo de esquerda e esse amplo conjunto de cidadãs e cidadãos patriotas que, como eu, não viram a cara à luta nestes momentos difíceis.
Menos ao José Lello e ao Renato Teixeira, que não gostam de mim.
Entretanto, aqui vos deixo um pequeno poema que a este propósito me ocorreu escrever:

Variações sobre
O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO
de Alexandre O'Neill

Os ratos invadiram a cidade
povoaram as casas os ratos roeram
o coração das gentes.
Cada homem traz um rato na alma.
Na rua os ratos roeram a vida.
É proibido não ser rato.

Canto na toca. E sou um homem.
Os ratos não tiveram tempo de roer-me
os ratos não podem roer um homem
que grita não aos ratos.
Encho a toca de sol.
(Cá fora os ratos roeram o sol).
Encho a toca de luar.
(Cá fora os ratos roeram a lua).
Encho a toca de amor.
(Cá fora os ratos roeram o amor).

Na toca que já foi dos ratos cantam
os homens que não chiam. E cantando
a toca enche-se de sol.
(O pouco sol que os ratos não roeram).

Publicado por [Manuel Alegre] às janeiro 20, 2010 08:09 PM

Quero aqui deixar um forte abraço aos camaradas do spectrum, que aproveito aliás para alargar a todo o povo de esquerda e esse amplo conjunto de cidadãs e cidadãos patriotas que, como eu, não viram a cara à luta nestes momentos difíceis.
Menos ao José Lello e ao Renato Teixeira, que não gostam de mim.
Entretanto, aqui vos deixo um pequeno poema que a este propósito me ocorreu escrever:

Variações sobre
O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO
de Alexandre O'Neill

Os ratos invadiram a cidade
povoaram as casas os ratos roeram
o coração das gentes.
Cada homem traz um rato na alma.
Na rua os ratos roeram a vida.
É proibido não ser rato.

Canto na toca. E sou um homem.
Os ratos não tiveram tempo de roer-me
os ratos não podem roer um homem
que grita não aos ratos.
Encho a toca de sol.
(Cá fora os ratos roeram o sol).
Encho a toca de luar.
(Cá fora os ratos roeram a lua).
Encho a toca de amor.
(Cá fora os ratos roeram o amor).

Na toca que já foi dos ratos cantam
os homens que não chiam. E cantando
a toca enche-se de sol.
(O pouco sol que os ratos não roeram).

Publicado por [Manuel Alegre] às janeiro 20, 2010 08:10 PM

Dupliquei os comentários. É o que dá vir comentar na blogosfera já depois da hora do expediente (costuma ser um rapaz novo do meu staff a fazer isto, porque eu ajusto-me mal com esta espécie de máquina de escrever com fios). Em todo o caso, um forte abraço e não se esqueçam: a mim, ninguém me cala.

Publicado por [Manuel Alegre] às janeiro 20, 2010 08:18 PM

já te calaram pá, a conveniência.

Publicado por [Anónimo] às janeiro 20, 2010 11:19 PM

é isso Renato, vai-te a eles! mas cheira-me que ainda não tens estofo para o louçã...

Publicado por [renegade] às janeiro 21, 2010 12:32 AM

que hipocrisia! também o Louçã foi convidado pelo Alegre e aceitou:
Francisco Louçã e 7 outros amigo(a)s são agora amigos de Manuel Alegre.
estão a destruir o que o Bloco prometeu. boa sorte e bons tachos...

Publicado por [João] às janeiro 21, 2010 12:48 AM

Anónimo das 6h43: Tanto de ris por causa dos "inimigos", mas eu não refiro inimigos. Alguma vez tu serias meu inimigo? Um gajo que em pelena hora do seu lanchinho vem aqui ao blog comentar os meus posts, preocupar-se com a minha calvice e a meu excesso de peso?

És um querido e uma das principais razões pelas quais me dá gosto escrever neste blog. Confesso que já estava a ficar com ciúmes do Indymedia, quando a Looney left passou a comentar mais lá do que cá. Só é pena que não haja muito pessoal capaz de alinhar 2 argumentos para poder haver algum debate e fiquemos pelo basismo dos "tachos" e do "és gordo"

Entretanto, aproveito para dizer ao Renato que continuo para saber onde é que atirei a primeira pedra, que me impede de lamentar sobre a soqueira dos outros.

Publicado por [Saboteur] às janeiro 21, 2010 02:00 AM

Maneul Alegre é amigo da Marcha Global da Marijuana. Boa sorte e boas brocas!

Publicado por [Anónimo] às janeiro 21, 2010 03:44 AM

Saboteur, finalmente com os “olhos” nos olhos. Sem indirectas nem provocações. Gosto que tenha largado a tentação da pieguice, patente no seu segundo post, e o jogo de palavras, do primeiro.
Antes de abordar as questões que coloca, que procurarei responder com a mesma clareza com que as elabora, apenas dois pontos prévios. Primeiro dizer que não compreendo que se esconda atrás de um heterónimo. Sei do seu oficio e sem cair na tentação pidesca (para mim não são todos iguais e nunca o trataria como sempre me apetece tratar os Ferreiras Fernandes da praça), devo dizer-lhe que não me parece que ponha em causa o seu posto de trabalho por defender o que acha da vida e do resto na primeira pessoa. Em segundo lugar dizer também que respeito a disciplina partidária até ao ponto em que a razoabilidade não se perde e a inteligência não se ataca. Pelo que diz e pelo que sei (espero não estar a cometer inconfidência alguma até porque o deu a entender) é militante do Bloco de Esquerda. Nesse sentido das duas, uma: ou quer atirar areia para os olhos, ao dizer que vai discutir uma linha que internamente diz que ainda não foi discutida mas todos já puderam ler e ouvir nas notícias, salvaguardando a imagem cada vez mais frágil do BE, ou é um perfeito inocente. Como não acredito na segunda, aconselho-o a assumir a degeneração do BE como assumiu a do PCP.

Agora a substância. Pergunta se acho Alegre, Costa, Fernandes, Roseta e Carmo farinha do mesmo saco. Com toda a frontalidade (que de resto acho que estava claro em todo o post do Sócrates Alegre), devo dizer que sim. Isso quer dizer que são figuras estanques, cristalizadas, plasmadas umas das outras? Evidentemente não. Quando digo que são farinha do mesmo saco digo que elas cumprem a mesma função relativamente ao partido do Governo. Seja na sua dimensão autárquica, seja na sua dimensão ao nível do governo central. Desse ponto de vista são farinha do mesmo saco e todos defendem os governos nacionais e locais e, evidentemente, as políticas que aplicam. Se aceitar falar sobre a justeza dessas políticas o debate ganha interesse, que quer falar sobre a posição relativa de cada apoiante ou interprete, para mim o debate não tem interesse. Não me interessam as intenções mas as funções. Resumidamente. Sobre si falaremos se disser quem é e ao que vem. Até que espera pela posição do seu partido para saber a sua estamos condenados a falar no geral. Opção sua. Não a deve lamentar.

A si preocupa-o o sectarismo da esquerda necessária e contrapõe o pragmatismo e o etapismo reformista como alternativas. A mim preocupa-me o oportunismo da esquerda possível e contraponho com idealismo (critica hipoteticamente justa), e a lógica da via revolucionária. Das duas, sabe-se bem aquela que mais agruras deu a quem quer ver o poder disseminado e o fim da exploração organizada ao longo de muitos séculos de história. No caso particular eu não vejo vitória nenhuma em Alegre. Vejo uma ilusão. Você não vê nada para além da esquerda responsável com assento parlamentar. Onde eu vejo uma oportunidade, criar pontes entre a esquerda necessária para reforçar a luta social, você vê um perigo. Onde você vê uma oportunidade, criar pontes com a social-democracia para tentar influenciar o poder, eu vejo um perigo. É o velho, velhíssimo, antagonismo entre a via reformista e a via revolucionária.

Uma vez mais, não vejo que diferença faça um Sá Fernandes como Vereador do António Costa, como não vejo o que se ganha com a candidatura do Alegre. Fala-me em estatísticas: “É o mais à esquerda de todos os outros” (coisa difícil heim!); “é o primeiro a quebrar dois mandatos consecutivos de um presidente de direita”; e por ai fora. A questão, é que o candidato que chama de “o melhor entre os candidatos assim-assim” não tem nada para oferecer de concreto para lá de estatísticas. Ao ter dado apoio à campanha pela maioria absoluta de Sócrates, em troca de apoio presidencial, Alegre coloca-se no terreno do oportunismo, não no terreno da revolução (nunca esteve nessa) e nem sequer no terreno das reformas. O que propõe para além da defesa da pátria? O que poderá travar em Sócrates se foi Sócrates quem lhe deu a presidência? Que políticas está em condições de vetar? Nada, rigorosamente nada do que o Sócrates não queira. Igual com Roseta, igual com Costa, igual com Sá Fernandes e igual com toda a farinha que se coloque no mesmo saco.

Mas este é só o primeiro dos problemas políticos. O que faz com as pessoas que desmobiliza porque concluem que vêm todos ao mesmo? O que faz com aqueles que embora não se desmobilizem não vão ver nenhuma das suas expectativas realizadas? O que faz se convence que o Zé faz falta e depois não tem nada para mostrar onde este tenha sido providencial a não ser para o poder de Costa? E com Alegre? Como interpreta o pouco ou nenhum entusiasmo com a sua candidatura mesmo em sectores que estão disposto a engolir o sapo? E para os sectores em que nem sequer Alegre é sapo? Eu só encontro uma resposta: todos vêm PS e Governo nas costas do poeta e onde há PS e Governo não há estatísticas, há demasiados anos de políticas de merda.

Para mim votar não é um acto sagrado. Longe disso. É como alguém disse: participar num acto que reflecte a realidade de forma distorcida. Interessa-me votar para evitar Reichts ou legalizar a prática do Aborto. Interessa-me votar em programas que defendem o transporte da política dos corredores bafientos dos ministérios e dos parlamentos para os locais onde a vida acontece no concreto. Nas escolas, nos locais de trabalho, no campo e nas restantes esferas da vida.

Por fim, votar e participar desta ou daquela campanha só me interessa quando há projectos que cumprem com a transformação de versos bonitos nas prosas que valem a pena. E isso sim parece-me hoje verdadeiramente revolucionário. A cruz do boletim de voto não é uma bênção. O que interessa é o que antes e depois se pode fazer com as dinâmicas que algumas circunstâncias eleitorais podem proporcionar, sem nenhuma forma de fé neste ou naquele personagem de turno, mas confiando na dinamica colectiva dos processos.

Publicado por [Renato Teixeira] às janeiro 21, 2010 04:52 AM

Manuel Alegre, se você fosse o Manuel Alegre nunca responderia o que respondeu e citar-se-ia a si próprio (no Poemarma) e nunca o Alexandre O'Neill. Acaso o verdadeiro por aqui passe terei todo o gosto em discutir porque não gosto de si no texto intitulado Sócrates Alegre publicado no 5dias, pelo qual pode aceder pela via tradicional ou através de qualquer dos texto do Saboteur.

Publicado por [Renato Teixeira] às janeiro 21, 2010 05:00 AM

Sobre os 2 pontos prévios:

Como deves imaginar, em 5 anos de blog, já muito se debateu por aqui sobre se devíamos ou não ter nicknames (ou avatares, que agora está na moda). Não vou voltar a toda a argumentação. Mas como levas a coisa para o campo pessoal e das conjecturas sobre os meus medos de perder o emprego, deixa-me só dizer-te (sobre o tema dos empregos, que não esgotam a questão do porquê dos nicknames) que quando começamos o blog trabalhava numa empresa onde escrever num blog era um acto muito mais grave do que foi enquanto trabalhei na CML e onde tinha muito mais responsabilidades do que as que tive na CML. Bem entendido também que já não trabalho na CML. Fui contratado por um dirigente do Bloco de Esquerda para ser assessor-economista de um vereador independente eleito nas listas do Bloco de Esquerda durante os 3 anos e pouco que faltavam para o fim do mandato. Demiti-me do meu antigo emprego e lá tive até ao fim desse mandato (aliás como outros militantes do BE).

O facto de este ser um tema de conversa tão usual nas caixas de comentários do Spectrum só vem tornar mais claro o tipo de esquemas mentais, o tipo de moral e o tipo de acção pessoal e política que é cultivada entre muitos camaradas… coisas que muito pouco têm a ver com versos bonitos ou com as prosas que valem a pena, de que falas.

Quanto ao segundo ponto, estava, claro, na brincadeira. Ironizando sobre as insuficiências de democracia interna no BE, que, entre outras coisas, no meu modesto entendimento, muito sofre pelo facto de ter grupos fechados dentro de si, que debatem primeiro nas suas seitas a “linha justa” e depois vêm para os plenários com uma atitude inflexível e guerreira de quem não tem nada a aprender com os camaradas do seu partido (e muito menos com as massas). Este espírito de seita, de falta de disponibilidade para o debate, de vigilância e desconfiança do outro (vi agora no teu blog que um anónimo me acusa de ir às reuniões do Bloco só para espiar), muito mal tem feito ao Movimento e continuará a fazer…

Sobre o resto, sinceramente – limitação minha para atingir o idealismo teu – acho tudo o que dizes demasiado estratosferico e difícil de acompanhar.

Dizes “são farinha do mesmo saco e todos defendem os governos nacionais e locais e, evidentemente, as políticas que aplicam”. Mesmo passando por cima do gigantesco facto de um governo local não ter nada a ver com um nacional, não vês que que no mandato passado, em Lisboa, se combateu a precariedade e enquanto Sócrates a promoveu? Não vês que com Sá Fernandes e Roseta se aposta na democracia participada enquanto Sócrates é centralista? Não vez que o Governo é corrupto enquanto Sá Fernandes foi até agora o único político que se foi queixar à polícia de que lhe estavam a fazer olhinhos? E sobre o tema central do ambiente? Também é todo farinha do mesmo saco? E Alegre não tem tomado boas posições em relação aos serviços públicos, ao código do trabalho, à segurança social, ao SNS?

Porque será que, sendo todos farinha do mesmo saco, a candidatura Unir Lisboa teve um apoio massivo de comunistas (não eu, por disciplina partidária. Agora não estou a brincar), e a de Sócrates não? Porque será que a candidatura do Alegre confederará provavelmente o mesmo rol de apoios e a de Cavaco os do outro lado da barricada, alguns deles que tiveram com Sócrates, como é evidente? Só vês na candidatura de Alegre “ilusão” e “oportunismo”? Ilusão porquê se te digo que é “o melhor dos candidatos assim-assim”. Os comunistas que apoiam Alegre, não têm ilusões e sabem que esta não é a luta decisiva para a emancipação da classe trabalhadora. Mas não têm o desprezo que demonstras pelo tempo presente e pela vida real e concreta de hoje, para deitar fora uma oportunidade de eleger o presidente mais à esquerda da nossa democracia e derrotar na mesma porrada o mais à direita.

Repara que eu acho que mesmo para a tua (nossa) via revolucionária, não é desprezível ter Cavaco como Presidente ou Alegre. Tu achas que não porque Alegre é farinha do mesmo saco, como os outros todos acima. Eu acho que todas as evidências apontam o contrário e tu só me tens para mostrar que ele foi a um comício do Sócrates.

Tu achas que as pessoas desmobilizam da política por causa disto? Eu acho que o que é desmobilizador é uma candidatura “anit-capitalista”, como a da petição que apareceu aqui, neste contexto em que o povo de esquerda junta forças para derrotar o candidato da reacção. A militância para a derrota. A derrota-em-derrota-até-á-vitória-final. O que pode mobilizar são – pelo contrário – as vitórias e os avanços.

Tu dizes-me que não. Que a candidatura “anti-capitalista” é uma oportunidade para criar pontes entre a esquerda necessária para reforçar a luta social (acho-te piada acusares-me de "prosápia" e de "fazer jogos de palavras"). Mesmo passando por cima da gigantesca questão sobre quem é que ía protagonizar a tal candidatura, não vês que esse sería o caminho mais rápido para o isolacionismo e o afastamento dos trabalhadores que querem derrotar cavaco? Que pontes é que vais criar? É que como para ti, aparentemente são todos farinha do mesmo saco da social democracia, parece-me que só vais criar pontes é com o teu pessoal e continuar a resmungar contra todos os outros que catalogas de oportunistas.

Parece-me que a tua ultima frase tem muito de acertado: «O que interessa é o que antes e depois se pode fazer com as dinâmicas que algumas circunstâncias eleitorais podem proporcionar», mas acho que depois na prática desprezas totalmente essa tese e pões em primeiro lugar uma espécie de consciência revolucionária individual que te impede de meter uma cruzinha num candidato que não é do teu grupo. Isto para além de passares por cima, como se nada fosse, do enorme poder formal e informal que um PR tem, e que tem nexcesáriamente consequências objectivas e subjectivas no desenrolar da vida política do pais e para a luta de ideias, com mais vantagem para a classe trabalhadora do que se o PR for o Cavaco Silva.

Publicado por [Saboteur] às janeiro 21, 2010 12:26 PM

ah, ah, ah, ah! Isto é melhor do que ir ao cinema! Mas já agora.... Punhetas! Sim, punhetas! Já experimentaram bater? Dizem que liberta imensa testosterona. ah, ah, ah, ah, ah, ah

Publicado por [Anónimo] às janeiro 21, 2010 02:09 PM

O Manuel Alegre acabou de confirmar no Facebook que ía à Massa Crítica de Janeiro. Isto só vem provar que a Massa Crítica é uma cambada de gente manipulada pelo PS, com o Saboteur à cabeça, com o objectivo de criar uma cultura pequeno-burguesa de andar de bicicleta em Lisboa.

Publicado por [Nelson] às janeiro 21, 2010 02:16 PM

ocorreu-me uma coisa: o sr. alegre quer ser o chefe maior das forças armadas, mas como??? se não estou em erro ele foi desertor, certo? não me venham cá com as tretas de merda da esquerda e do fascismo. desertar é cobardia.

Publicado por [Anónimo] às janeiro 21, 2010 02:41 PM

Deixou a companhia dele na mata, à mercê dos turras

Publicado por [Anónimo] às janeiro 21, 2010 02:42 PM

seria interessante saber caso ele ganhe, se manda voltar os soldados tugas que servem o imperialismo dos eua no afeganistão.

Publicado por [Anónimo] às janeiro 21, 2010 02:49 PM

quants soldados tugas há no afeganistão?

Publicado por [Anónimo] às janeiro 21, 2010 03:30 PM

uns quantos.

Publicado por [Anónimo] às janeiro 21, 2010 03:43 PM

A questão agora é: Aceita Manuel Alegre, para ter o apoio de Sócrates, ser o "manto diáfano" das pornográficas políticas de direita do actual Governo?

Se sim, se aceita, o que é que nos interessa a candidatura de Alegre?

Se não, se não aceita, que hipóteses tem de ser realmente apoiado em 2011 pela mesma direcção do PS cujo candidato em 2006, não declarado mas real, foi Cavaco Silva?

Publicado por [Aristes] às janeiro 21, 2010 04:48 PM

Se eu for eleito mando todos os jovens cumprir o serviço militar e envio-os para o Afeganistão.
Renato, você é cansativo. Trata-se de um poema da minha autoria a partir de um poema de Alexandre O'neill. Que parte é que você não entende?

Publicado por [Manuel Alegre] às janeiro 21, 2010 05:18 PM

Saboteur, até tenho muita lata mas nenhum dos comentários me pareceu hooliganesco. De resto, quanto à sua privacidade, foi você e bem que a decidiu quebrar no Spectrum: “deixa-me só dizer-te (sobre o tema dos empregos, que não esgotam a questão do porquê dos nicknames) que quando começamos o blog trabalhava numa empresa onde escrever num blog era um acto muito mais grave do que foi enquanto trabalhei na CML e onde tinha muito mais responsabilidades do que as que tive na CML. Bem entendido também que já não trabalho na CML. Fui contratado por um dirigente do Bloco de Esquerda para ser assessor-economista de um vereador independente eleito nas listas do Bloco de Esquerda durante os 3 anos e pouco que faltavam para o fim do mandato. Demiti-me do meu antigo emprego e lá tive até ao fim desse mandato (aliás como outros militantes do BE).”
Não estou por isso nem a dar baile nem a reivindicar clareza da sua parte. Ainda que tenha sido nebuloso nos dois posts que dedica ao assunto, nos comentários deixa clara a sua posição. Absolutamente claro. Conheço-a demasiado bem. Foi o argumentário que começou a destruir o BE, que ajudei a dar os primeiros e os segundos passos. A partir de agora as pernas são outras, dos Guilhermes aos Oliveiras a si próprio. É a esquerdazinha responsável; do menos mau; do assim-assim; do nem carne nem peixe; do rumo ao PS e à vitória “sem condições”; do parlamentarismo; das reformas; do mau mas devagarinho; do etapismo; e por ai fora. São parte de uma geração de dirigentes que contaminou o BE do pior do que o PCP tinha sem trazer nada do bom. Se na política é o que se vê na metodologia não melhora; práticas controleiras; caciques; mais borrados de medo do esquerdismo do que da direita conservadora e dos neoliberais; estalinistas e anti-democráticos. É bom de ver que de lá para cá o PCP só melhorou e o BE só piorou.
Não devem ter deixado saudades na Soeiro Pereira Gomos, embora tenham dado imenso jeito aos que no BE tentaram sem sucesso a sua social-democratização e domestificação.
Quanto ao Alegre e para terminar só um acrescento: o Alegre não apoiou apenas Sócrates. Apoiou a defesa da sua estratégia eleitoral e, consequentemente a defesa da maioria absoluta que felizmente não conseguiram. Só lamento que não tenha sido o BE a ter os votos do CDS de modo a vos obrigar a serem bem mais honesto com os vossos eleitores.

Publicado por [Renato Teixeira] às janeiro 21, 2010 08:13 PM

Manuel, não és o verdadeiro Alegre e ninguém te leva a sério.
E se és, também não.

Publicado por [Anónimo] às janeiro 21, 2010 09:26 PM

Manuel, deixa-os falar. Eu estou contigo.

Publicado por [renegade] às janeiro 22, 2010 12:33 AM

Ora essa. A mim ninguém me cala. Renato, lendo o seu texto só me ocorre dizer que não foi para isto que se fez o 25 de Abril.

Publicado por [Manuel Alegre] às janeiro 22, 2010 06:47 PM

Renato:
Em resposta a um post meu fazes tu um post e depois um comentário em que aproveitas, de uma forma que me pareceu algo forçada, para meter o teu argumentário anti-alegre, a tese do candidato anti-capitalista, que poderia criar pontes entre a esquerda necessária, etc., trazendo as eleições de Lisboa à mistura e o meu “ofício” como lhe chamaste.

Eu, no meio das agressões de uma matilha de comentadores (desculpa lá ser “piegas”) procurei explicar a minha posição o melhor que posso: Disse-te que não tinha ilusões nem simpatia por aí além em relação a Alegre, mas que ainda assim não o podias comparar a Sócrates ou a Cavaco. Dei-te exemplos porquê. Disse-te que era melhor para o nosso Povo e para o Movimento, ter um Presidente como o Alegre em vez de ter o Cavaco e, finalmente, disse-te que em termos tácticos ou estratégicos, só podia interessar estar com a candidatura de esquerda que vai aglutinar todo o povo de esquerda contra a direita e não nos isolarmos de todos numa candidatura “anti-capitalista” que nem sequer existe.

Repara que foi até a única parte que destaquei a bold: «interessa é o que antes e depois se pode fazer com as dinâmicas que algumas circunstâncias eleitorais podem proporcionar»

O que me respondes tu? Que sou “a esquerdazinha responsável; do menos mau; do assim-assim; do nem carne nem peixe; do rumo ao PS e à vitória “sem condições” ????

Cheira-me que de tanto pregar para os fiéis perdeste capacidade de ouvir os outros por aquilo que eles dizem e não por aquilo que tu pensas que eles pensam. Não vale a pena.


Publicado por [Saboteur] às janeiro 23, 2010 09:39 PM

Home run! Great sulgngig with that answer!

Publicado por [Lillah] às maio 25, 2011 11:26 PM

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)