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julho 07, 2009
Cavalheirismo da esquerda, ou de como transformar um assunto sério numa discussão pouco acima de estúpida
CGP: Caro Daniel Oliveira,
Lamento que continue a insistir no mesmo argumento. Eu não sugeri que a senhora se prostituisse, apenas disse que seria mais digno ter-se prostituido para obter financiamento do que ter feito o que fez.
Mas admiro o seu cavalheirismo e respeito pelos mais velhos (que não pelos mais novos, ao que parece). Se calhar é mais de direita do que pensa.
DO:A ideia de que a educação é monopólio da direita faz pouco sentido, Carlos.
Podemos todos ser mais ou menos violentos. Eu sou, como sabe. Mas há umas regras. Vou-lhe dar um exemplo: discordo em quase tudo de Adriano Moreira. Nunca escreveria sobre ele da mesma forma que escrevo sobre uma qualquer outra pessoa muito mais jovem. Porque discordando dele, a sua idade (mas não apenas isso: a sua vida, a sua experiência, a sua postura) inibe-me. Sim, ligo à idade das pessoas, sobretudo quando ela corresponde a um percurso de vida e a muitas provas dadas. O facto de ser uma senhora, mesmo que isto pareça idiota, ajuda mais um pouco. Podia ser violento (note que o facto de ter usado o termo “parasita” só me chocou por, sendo sobre quem é, é apenas um completo absurdo), mas há um limite para o insulto.
CGP:A diferenciação no respeito baseado no género e na idade é coisa de malta conservadora, caro Daniel. Ou estarei enganado?
DO:Está. A diferenciação no respeito baseada na classe social é que é coisa de malta conservadora, pelo menos no sentido que dou à palavra. No outro sentido, serei conservador em algumas coisas.

Publicado por [Chuckie Egg] às julho 7, 2009 12:01 PM
Comentários
Exma Senhora Gestora:
Por portas travessas vim a descobrir que o Teatro Maria Matos levará à cena a peça "Pedro Procura Inês".
Ora acontece que eu, Rui Faustino, poeta lírico, iniciei há uns 6 meses um blog e movimento de rua chamados "Pedro Procura Inês" - foi numa das acções de Rua que os srs. da peça tropeçaram.
Não vejo inconveniente que uma improvisação seja encenada a partir duma das mensagens de "Pedro procura Inês" , mas, manda as regras da sã convivência que se tivessem lembrado de me informar do que se propunham a realizar.
Já recebi as devidas explicações dum dos produtores/actores da peça.
Solicito, todavia, que os srs. do Maria Matos, não apenas me disponibilizem 2 bilhetes para a estreia de modo a poder ajuizar eu, por meus próprios olhos, de que não se trata de simples plágio; bem como a simpática e mais do que justa referência aos espectadores da peça sobre o movimento poético que inspira a peça "Pedro procura Inês" na informação distribuída, tradicionalmente, à entrada para a plateia.
Aguardando por vossa resposta,
um adeus inesiano,
Rui Faustino
(O Pedro que procura Inês)
Publicado por [Rui Faustino] às julho 7, 2009 04:31 PM
Exma. Senhora Gestora:
Acabei de ver um dos vossos cartões de publicidade... MISERAVEL!!!!!
Publicado por [Rui Faustino] às julho 7, 2009 05:40 PM
Faustino: Agradeço que te correspondas comigo através dos contactos de telemóvel e e-mail pessoais que tens.
Publicado por [Andreia Cunha] às julho 7, 2009 07:34 PM
Andreia:
o meu e-mail está mais do que publicado no blog Pedro procura Inês.
pedroprocuraines@gmail.com
Sabes o que é que mais me revolta? Se eu fosse ao Maria Matos apresentar o meu projecto faziam-me um manguito; mas chegam lá uns "criadores" e vão põe-se lá a cobrar 5€ a cabeça!
Fodido, não é?
Publicado por [Rui Faustino] às julho 7, 2009 08:05 PM
Eu abro a página do Maria Matos e está logo na abertura o MEU trabalho, a MINHA "criação", mas atribuído a OUTROS!!!!
nÃO SÓ TE PUSESTE A GOZAR COM A MINHA CARA NO 25 DE ABRIL, COMO AGORA PRODUZES E GERES O "PEDRO PROCURA INÊS"!!!!!!!!
Publicado por [Rui Faustino] às julho 7, 2009 08:10 PM
Muito Bom Chuckie!
também eu me interrogo até onde vão as mangas de renda e os pruridos de certas pessoas de esquerda.
Será que vão ao ponto de contrariar a igualdade de géneros, etc...?
Já tinha visto demasiado espanto, admiração e incredubilidade com o episódio dos cornitos do Pinho.
De repente parece que os "Daniel Oliveira" do mundo ficaram mais santos que a Madre Teresa de Calcutá.
Haja pachorra!!
Publicado por [POKE] às julho 8, 2009 12:14 AM
Já agora....
ainda não entendi verdadeiramente toda a estória de Belgais. Alguém me pode linkar aos sítios onde possa entender o que se passa para além do sound-byte da mudança de nacionalidade?
Agradecido.
Publicado por [POKE] às julho 8, 2009 12:22 AM
Bom post
Publicado por [Anónimo] às julho 8, 2009 09:45 AM
Um dia destes parei num daqueles ajuntamentos de rua em que está tudo a discutir, pensa a gente que uma acidente de automóvel ou o esticão à bolsa da velhinha.
E quando me pus a perguntar o que é que se tinha passado, um caramelo diz-me que o último gajo que sabia já se tinha ido embora há mais de meia hora.
Publicado por [Aristes] às julho 9, 2009 01:19 AM
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Publicado por [Jaylan] às julho 6, 2011 11:01 PM
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Publicado por [Lainey] às julho 8, 2011 01:18 PM
