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maio 02, 2008

Mayday

A malta do MayDay fez toda a diferença no primeiro de Maio.

Normalmente os primeiros de Maio são um bocado seca. A média etária é alta, as palavras de ordem arrastam-se, o passo é lento e a malta vai muito espaçada… A organização assim o impõe para a manifestação se poder estender por ali abaixo…

O percurso estádio 1º de Maio / Cidade Universitária, que tem sido feito nos últimos anos também não ajudava muito…

Este ano foi bastante melhor: Muita gente, bom tempo, boa música, boa onda.

mayday.jpg

Mesmo o mini-stress com a polícia, que aparentemente tinha instruções para não deixar incorporar o desfile do MayDay no da CGTP, apesar de ambas as organizações assim o terem decidido, não estragou a festa…

Houve um que ainda me disse «vocês não têm respeito nenhum pelas pessoas» porque ouviu-me dizer a algum pessoal que vinha com a faixa da frente para ultrapassar a manifestação e inserir-se no sítio em que a Organização queria que nos inseríssemos…

Quem foi ao desfile pela primeira vez e esteve com os precários irá com concerteza voltar para o ano.

Só falta é obviamente uma coisa: à chegada era necessário um espaço do MayDay.

As filas intermináveis nas diversas “tasquinhas” dos sindicatos mostram que há pouca oferta para os milhares de pessoas que lá estão. Tentem negociar isso com a CGTP para o ano.

PS: É impressão minha ou o comício não acabou com a Internacional?

PS2: A primeira foto é do camarada André Beja e foi tirada do site do Bloco. A segunda é do google: Basta meter "Police" e aparecem logo fotos onde a policia impõe o respeito.

Publicado por [Saboteur] às maio 2, 2008 06:00 PM

Comentários

Nem Internacional nem Hino Nacional...

Publicado por [Bomb Jack] às maio 2, 2008 06:32 PM

Aquilo teve um je ne sais quoi de Festa do Avante!. Só que as filas eram maiores.

Publicado por [Robespierre] às maio 2, 2008 08:41 PM

Desculpem, camaradas mas a internacional foi cantada. Eu estava lá a vender o jornal Mudar de Vida e cantei a dita. Mas têm razão: isto está uma pasmaceira. Aquele Carvalho da Silva não galvaniza nem um pardal com os seus discursos sociais-Democratas. Quando é que nós: operários, trabalhadores, precários tomamos nas nossas mãos a condução da revolta? Quando é que nós corremos de vez com esta merda desta burguesia parasitária?
Não desanimemos, com a luta e com consciência de classe chegaremos lá
Monteiro

Publicado por [Monteiro] às maio 2, 2008 10:38 PM

Desculpa lá, camarada Monteiro, mas não partilho nada essa visão que tu tens do Carvalho da Silva. E repito, a Internacional não foi difundida pelas instalações sonoras.

Publicado por [Bomb Jack] às maio 3, 2008 12:55 PM

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