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maio 15, 2008

A irmã, a Pin-up e a companheira

Chego a Lisboa e vou jantar com alguma familia, na televisão do restaurante aparece Júlio Isidro a apresentar um programa sobre o Maio de 68. Tenho o Júlio presente na minha vida desde o Clube de Amigos Disney, quem diria que acompanharia desta maneira os meus interesses. Dez minutos depois surge a irmã de uma querida amiga a ser entrevistada à porta da universidade sobre se sabe ou não o que foi o Maio de 68. Chego a casa e pego numa revista do expresso, descubro que uma muito antiga companheira, que fundou o pior grupo feminista da história (a sua única acção foi fazer pulseiras de picos cor de rosa para as raparigas também poderem usar), faz agora parte de uma trupe de dança burlesca pinup - queixa-se de que a lisboa boémia dos anos 20 é que era, que agora é uma seca, isto numa foto de um vulgar apartamento decorado com memorabilia americana dos fifties, pela janela vê-se uma chuvosa 2ª circular e uns canteiros telheirenses. Mais à frente outra companheira mais recente discute com uma colunista pro-israel o significado do legado suixant-huitard.

Esta ambiguidade entre o familiar e o incestuoso deixa-me sempre algo confuso sobre voltar ou não.

Publicado por [Party Program] às maio 15, 2008 10:45 AM

Comentários

em nossa casa nunca falta o vinho, vomitar por vomitar, antes alcoolizado do que enojado com esse programa que deu ontem...e "colunista pro-israel" é um eufemismo...

aparece

Publicado por [ce] às maio 15, 2008 11:40 AM

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