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abril 25, 2008
Non tutti piangono
A Deriveapprodi, uma das melhores editoras italianas que já publicou desde os livros que levaram Negri à prisão até autobiografias de actores porno paasando por uma já ampla coleção de livros de cozinha e que nos últimos anos têm divulgado um magnifico trabalho de análise e investigação da "autonomia operaio" afirma o seguinte na sua newsletter:
"Abbiamo montato la cosa in fretta e furia, a ridosso del trentennale del sequestro Moro e a poca distanza dalla scadenza elettorale, forse perché l’istinto ci suggeriva che qualcosa di rilevante stava accadendo: la precipitazione verticale di forma e sostanza della rappresentanza politica. Cioè quel che di fondamentale siamo andati ossessivamente dicendo con i nostri pochi mezzi da tempo.
Noi che abbiamo lavorato da sempre, e alacremente, per la scomparsa di questa sinistra, ipocrita e po’ gaglioffa, siamo pure tra i più sorpresi. Forse perché è un’uscita di scena senza un briciolo di gloria. Infatti, non ci viene neanche un sussulto di compassione. Ed è proprio perché «non abbiamo paura delle rovine» che crediamo valga la pena aprirsi a ogni pensiero innovativo e sconveniente. Per non ricominciare daccapo.
Noi, abbiamo delle cose da dire."
"Organizámos [a newsletter] com pressa e com fúria, por causa do trigésimo aniversário da morte de Moro e pelo pouco que faltava para o acto eleitoral, e talvez porque o instinto nos alertava para algo que estava a acontecer: a precipitação vertical em forma e substância da representação política. Ou seja, aquilo que temos dedicadamente andado a dizer com os nossos tempos limitados.
Nós que desde sempre trabalhámos, e afincadamente, pelo desaparecimento desta esquerda, hipócrita e velhaca, estamos também entre os mais surpresos. Talvez porque tenha sido uma saída de cena sem uma grama de glória. Aliás não temos sequer um suspiro de compaixão. E é exactamente porque "não temos medo das ruínas" que acreditamos valer a pena abrir-se a qualquer pensamento inovador e inconveniente. Para não recomeçar do inicio.
Temos algumas coisas a dizer."

Conhecendo a editora como não é possível conhecer só através deste parágrafo subscrevo totalmente o que dizem, em parte que este comentário não parte de nenhum radicalismo dogmático, senil ou juvenil. Penso que seja impossível explicar os fracos resultados da esquerda em Itália com um desaparecimento de uma postura e de uma prática criticas que são sem dúvida das mais avançadas no contexto Europeu, mas como dizia um outro comentador estes dias para se perceber a politica Italiano há que ser italiano. Vivi lá um ano, pesco uma coisa aqui outra coisa ali mas estou longe de poder fazer uma análise que sequer me satisfaça a mim próprio, mas no entanto creio que faltou algo na maioria das reflexões que vi, a maioria justificava-se no voto útil e num certo desencanto perante cedências da rifondazione mas eu alegremente gosto, como os amigos da deriveapprodi, da ideia de um certo esgotamento critico e potencial desta esquerda nas margens do espectro parlamentar que flirta com o campo dos movimentos sociais. Digo-o sem radicalismos imberbes e sem achar que “quanto pior melhor”: num espaço geográfico onde o comentador de esquerda “alternativa” por excelência é um padreco social-democrata e onde se vende como iniciativa original e aberta um franchise adulterado do mayday (sem descrédito para os que todos para ele trabalham) controlado por lideres partidários eu não afectarei mais do que um esboço de sorriso aquando um eventual desabar de todas essas instituições e práticas que compõe grosso modo a esquerda em Portugal.


Publicado por [Party Program] às abril 25, 2008 03:03 PM
Comentários
Líder do PSD da Madeira quer o fim do "rendilhado"
Alberto João Jardim ainda poderá apresentar uma candidatura à liderança do PSD nas eleições directas de 31 de Maio. O DN sabe que o presidente do Governo Regional está a tentar reunir apoios para uma candidatura e espera ter uma decisão final e definitiva tomada até terça-feira. A nova tese de Jardim é que avançará caso tenha uma verdadeira vaga de fundo das bases a seu favor.
Ontem, Jardim apelou "ao PSD profundo, ao PSD do povo, ao PSD de Sá Carneiro, para que se revolte contra todas estas candidaturas que fraccionam e destroem o partido". O líder do PSD da Madeira sustentou que o PSD nacional, "que tem tão grandes responsabilidades democráticas ante todos os portugueses e que governa a Madeira", não pode continuar "fraccionado, balcanizado, nestes grupos e grupelhos".
Numa posição polémica, mas que dá a entender que quer avançar, Jadimpediu que surja uma "solução que una as bases e os dirigentes patriotas, sem mais divisões, unidos para o futuro que está ao nosso alcance". Um pouco mais adiante na declaração, Jardim chegou a apelas a uma "revolta" das bases. Para além disto, ontem várias figuras do PSD/Madeira consideraram Santana Lopes um caso perdido.
Miguel Albuquerque não apoia a candidatura de Pedro Santana Lopes. O mesmo acontece com Luís Filipe Malheiro. A onda anti-santanista começa a ganhar força na Madeira. Para o presidente da Câmara do Funchal, que foi apoiante de Luís Filipe Menezes, o ex-primeiro ministro não unifica o partido. "É uma candidatura sem qualquer viabilidade", disse. Para Albuquerque, Alberto João Jardim é o "candidato ideal" nesta altura da vida do partido. Luís Filipe Malheiro, direcção do PSD/M, acusou Santana Lopes de ter "entalado" Jardim. Com Lusa
Publicado por [Anónimo] às abril 26, 2008 06:16 PM
