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fevereiro 17, 2007

Partidarite Aguda

Para quem está mais próximo do que se passa na Câmara de Lisboa, é óbvio que esta maioria já não tem condições para Governar.

Se tivesse maioria absoluta, ainda poderia tentar manter um ambiente de ‘paz podre’. Mas nem isso tem…

É preciso compreender que uma Câmara não é como o Governo Nacional: Na Câmara a oposição está no próprio órgão executivo e toda a administração local, “os serviços”, estão mesmo ali, em estreita articulação com os Vereadores. Quando se chega a esta situação de degradação e descrédito, já não há volta a dar-lhe: tem de haver eleições.

Mas se é assim, porquê que se está a atrasar o inevitável? Por causa de uma das muitas doenças que corroem a nossa Democracia: a Partidarite.

No PSD, Marques Mendes, ultra-fragilizado, sabe que não resistiria a um resultado de 15% (que é o que neste momento lhe dá uma sondagem que mandou fazer)

O PS ainda não tem um candidato. Sócrates tem de encontrar alguém da sua confiança, que consiga ganhar com facilidade; que não se importe de subsistir com esta concelhia (que ainda pode aparecer associada aos escândalos de corrupção); que não se importe de governar com minoria na Assembleia Municipal e que não se importe de agarrar numa Câmara em estado catatónico, cheia de dívidas, ainda a sofrer de uma re-estruturação organizativa estrambólica feita pelo Santana.

O PCP, está apavorado com o cenário de ficar atrás do BE em Lisboa.


Por causa de interesses partidários, Lisboa mantém-se no pântano, parada, e cada dia que passa é um dia perdido para a cidade.


O próprio BE, o partido mais bem posicionado para eleições intercalares (dada a visibilidade e prestígio do seu cabeça de lista), está atacado pela merda da partidarite.

Exige eleições intercalares, mas sobretudo porque está obcecado com a ideia de crescer e ultrapassar o PCP...

Na verdade, o Bloco não tem dado 1 único passo no sentido de procurar contribuir activamente para uma aliança de esquerda, negociando e influênciando para que se comece, finalmente, a governar de forma radicalmente diferente na capital do país, a bem de Lisboa e deixando, ao mesmo tempo, uma marca de esquerda, ecológica, de honestidade, de trabalho e de dedicação à causa pública, que pode ter consequências políticas muito mais vastas e mais profundas do que qualquer subida efémera de número de votos.


Publicado por [Saboteur] às fevereiro 17, 2007 08:41 PM

Comentários

Pois e. Pois e.

Publicado por [renegade] às fevereiro 18, 2007 12:56 AM

That’s not just logic. That’s relaly sensible.

Publicado por [Audel] às maio 26, 2011 03:49 AM

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