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fevereiro 27, 2007
De Profundis Coisa e Tal
1. Pelouros e Pelourinhos
O anão do speech impediment não tem poder. Politicamente está morto, mediaticamente deu o lugar ao líder parlamentar, mas, por incrível que pareça, é ele que manda em Lisboa e nos destinos dos lisboetas.

Tem a ajuda preciosa da oposição, ajuda essa que até já mereceu um post aqui sobre uma tal de partidarite que para nós, cidadãos da cidade, é sinal de morte lenta e agonizante.
O circo continua. Redistribuem-se pelouros pelos vereadores do PSD em vez de distribuir esses vereadores pelos pelourinhos.
Se Carmona for constituído arguido, diz-se à boca cheia nos corredores, Marina Ferreira será Presidente. Talvez nessa altura, quando uma apparatchik do PSD, uma cara lá para o meio da lista dos eleitos social-democratas, muito longe do discurso do independente-técnico-não-político que deu a vitória a Carmona, subir ao poder a oposição decida acabar com a palhaçada e coloque, de uma vez por todas, o bem público à frente do tacticismo sectário.
P.S. Diz-se, no entanto, que a “emporcalhada” (também tratada pelo seu petit nom “Zezinha” em artigos muito jornalísticos deste fim-de-semana) aprovaria a proposta Marina-solução-de-secretaria.
2. Óscares
Não é por uma personagem ser representada com a densidade do mundo e encher a tela de cinema que podemos dizer que um filme tem narrativa.

A narrativa existe quando cada momento faz sentido para contar uma história.

Mas mais importante, ainda, é que por mais surrealista que seja ou pareça, essa história nos envolva emocionalmente com cada um dos passos das personagens, com a imagem e a estética, com o enredo.

No entanto, o que é genial, profundamente genial, é sentirmo-nos verdadeiramente tocados, sugarmos entrelinhas, entrarmos na película e só conseguirmos respirar profundamente no desenlace.

Publicado por [Joystick] às fevereiro 27, 2007 05:16 PM
Comentários
I'm out of legaue here. Too much brain power on display!
Publicado por [Wilhelmina] às maio 25, 2011 11:31 PM
