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dezembro 05, 2006
De direita, eles?

No ultra-tendencioso Dia D (auto-denominado “suplemento de economia do Público"), Adolfo Mesquita Nunes escreve um artigo de opinião sobre “Os Excêntricos Liberais”.
Não está on-line e já o li no Domingo, mas lembro-me bem dele.
Basicamente, a teoria é que a divisão esquerda / direita já não faz sentido, sobretudo para essa espécie supostamente nova – Os Liberais (do Dia D). Os Liberais estão acima dessas disputas antigas entre esquerda e direita e avisam: Se não nos libertarmos deste paradigma, é o próprio debate de ideias que sai a perder, porque ficamos presos em dogmas do tipo “Só podem haver políticas de imigração de direita”, “só podem haver políticas de ambiente de esquerda”, etc, etc.
Sem entrar aqui em grandes provocações, gostava que alguns destes liberais , me informassem sobre 3 questões (e tiro o chapéu ao liberal que tiver a coragem política para o fazer):
- Que posição têm acerca da livre circulação de pessoas? Vistos de residência e trabalho a pedido ou nem é preciso?
- Que posição têm acerca da liberalização das drogas? Só da cannabis ou de todas?
- Que posição têm acerca dos benefícios fiscais para deficientes? São contra ou como são contra os impostos, nem sequer há hipótese de benefícios fiscais?

Publicado por [Saboteur] às dezembro 5, 2006 07:39 PM
Comentários
Já tenho visto piores desafios...
1. livre circulação de pessoas: sim. E/Imigração livre: sim. Todos os imigrantes ficam sujeitos à lei portuguesa; nenhum fica sujeito ao Estado Social, não pagando os respectivos impostos;
2. liberalização total de todas as drogas;
3. nenhuns benefícios fiscais, seja para deficientes ou sobredotados;
Publicado por [AntónioCostaAmaral (AA)] às dezembro 6, 2006 05:40 PM
Já tenho visto piores desafios...
1. livre circulação de pessoas: sim. E/Imigração livre: sim. Todos os imigrantes ficam sujeitos à lei portuguesa; nenhum fica sujeito ao Estado Social, não pagando os respectivos impostos;
2. liberalização total de todas as drogas;
3. nenhuns benefícios fiscais, seja para deficientes ou sobredotados;
Publicado por [AntónioCostaAmaral (AA)] às dezembro 6, 2006 05:40 PM
Já tenho visto piores desafios...
1. livre circulação de pessoas: sim. E/Imigração livre: sim. Todos os imigrantes ficam sujeitos à lei portuguesa; nenhum fica sujeito ao Estado Social, não pagando os respectivos impostos;
2. liberalização total de todas as drogas;
3. nenhuns benefícios fiscais, seja para deficientes ou sobredotados;
Publicado por [AntónioCostaAmaral (AA)] às dezembro 6, 2006 05:45 PM
Liberdade de investimento, de contratar e despedir, liberdade de vender, negociar e contratar o que quer que eu imagine. Liberdade de transacção de capitais sem ter de pagar taxas e impostos que são um roubo e esquartejam a liberdade de fazer negócio!
Quanto às drogas, deviam ser proibidas. Liberdade, liberdade, mas respeitinho pelos costumes é muito bonito. Se o Estado serve para alguma coisa é para impor a ordem e o respeito. Nesse caso, abro uma excepção e não me importo de pagar impostos. Mas deviamos todos pagar o mesmo. "Ricos" e "pobres". Para não haver desincentivos a ser mais produtivo e a ganhar muito dinheiro (toda a gente sabe que quanto mais altos são os impostos sobre rendimento, menos rendimentos o pessoal quer ter).
Quanto à livre circulação de pessoas, tenho mix feelings. Por um lado, deveria poder contratar pessoas onde quisésse com o salário que eu quisésse, e sabemos que há trabalhadores por esse mundo fora que não têm gravado nas suas mentalidades essas coisas absurdas do passado do salário mínimo, do trabalho com dignidade, etc... Por outro lado "uma política de portas abertas", atrairia para cá muitos imigrantes dos países pobres (os meus modelos teóricos confirmam isso), e depois era o caos para manter a ordem e os bons costumes.
Quanto aos deficientes, não tenho dúvidas nenhumas: Se, num mundo ideal, não houvesse impostos, não haveria benefícios fiscais (claro!). As empresas seriam ricas e saudáveis e ajudariam elas os deficientes para ficarem bem perante os clientes, fornecedores e Deus (claro).
Como não estamos nesse estádio avançado, ponho-me ao lado da oposição - em particular do Dr. Marques Mendes e Dr. Ribeiro e Castro (não é por serem de direita - eu sou um liberal), na critica ao fim dos benefícios fiscais para os deficientes.
Espero que tenha sido claro.
Publicado por [Mais um brilhante liberal a fazer o mestrado em ciÊncia politica] às dezembro 7, 2006 11:53 AM
O Arte da Fuga deu uma resposta:
http://aartedafuga.blogspot.com/2006/12/ingerncias.html
Publicado por [Miguel Madeira] às dezembro 8, 2006 01:08 AM
Vejamos se o weblog já permite alguma coisa.
Sem prejuízo de uma aplicação gradual, politicamente aceitável, das seguintes medidas:
1. Livre circulação de pessoas: sim, em absoluto. Registo obrigatório. Imigrantes ficam sujeitos a leis criminais portuguesas, não recebem benefícios sociais do "Estado Social" e não pagam os correspondentes impostos;
2. Liberalização do consumo e comercialização de qualquer droga, incluindo medicamentos;
3. Nenhuns benefícios fiscais seja a seja quem for, incluindo deficientes.
Espero que tenha sido claro.
Publicado por [AntónioCostaAmaral (AA)] às dezembro 9, 2006 07:14 PM
Absolutamente. Boa resposta. É de facto a única possivel resposta coerente. Tiro o chapeu, como prometido. Confesso que estava à espera de menor clareza.
Publicado por [Saboteur] às dezembro 9, 2006 08:02 PM
Liberalizar ou Não liberalizar as drogas leves?
No meu entender e no entender de muitos Portugueses achamos que tudo é uma verdadeira hipocrisia. Todos sabemos que existe drogas nas prisões, pois fala-se em redução e minimização de riscos, mas essas drogas são ilegais (cocaína e heroína)
Bem tudo isto é muito ESTRANHO.
Porquê?
Muitas pessoas conseguem determinados estatutos a custa destas questões, mas o estranho é que não se resolve nada, pois ninguém politicamente tem coragem para assumir uma verdadeira posição sobre este assunto. Isto é para todos os políticos sem excepção.
Em Portugal temos o IDT (Instituto da Droga e Toxicodependência), que no campo da prevenção se limita a agradar algumas pessoas e enpalhaçar nas poucas coisas que faz. Mas frutos, resultados, nem por telescópio.
Drogas são substâncias que actuam no Sistema Nervoso Central levando a que o consumidor possa fazer consumos duros ou leves.
Assim,... pode ser mais perigoso o álcool (consequência: cirrose hepática) ou tabaco (consequência: cancro do pulmão) do que o consumo pontual de erva ou haxixe.
Mas porque isso acontece? Porque esta legislação punitiva para algumas drogas?
-Interesses económicos (talvez)
-Para dar trabalho a parasitas (talvez)
-Para criar mais cargos políticos (talvez)
-Bem tanta coisa se podia dizer,...
O que propunha,...
UMA POSIÇÂO FIRME E FUNDAMENTADA
Eu não sou consumidor, mas se fosse não entenderia porque um toxicodependente pode consumir na prisão e alguém que seja um trabalhador honesto não possa consumir uns charros de vez em quando,...
MARQUEM POSIÇÃO PARA SEREM ESCLARECIDOS POR QUEM TEM ESSA RESPONSABILIDADE.
Evite: a palhaçada
PS: Obrigado pela oportunidade de participar neste tema, os fóruns permitem a possibilidade de sermos mais honestos nas nossas ideologias.
Publicado por [Olhos Abertos] às junho 18, 2009 07:25 PM
