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outubro 28, 2006
Fazer a discussão sempre adiada: os 50 anos do Relatório Kruschev

Aqui em baixo ponho alguns excertos de um texto de Paulo Fidalgo sobre a conferência que se vai realizar no dia 7 de Novembro, à noite, no museu República e Resistência, com Carlos Brito, Raimundo Narciso e Fernando Rosas.

«(...)Foi sem dúvida muito importante denunciar as purgas, fuzilamentos e deportações. Onde de resto se pode constatar que foram em primeiro lugar os comunistas as vítimas maiores de Stálin. Foi igualmente importante a denúncia do desastre nos primeiros meses do blitzkrieg nazi que levou em 1941 a Wermartch aos arredores da Praça Vermelha, em Moscovo. Foi importante na distensão do clima da guerra-fria e na promoção da coexistência pacífica. Foi finalmente importante a linha de aproximação à Jugoslávia de Tito.
Estabeleceu porém o relatório os limites ideológicos da própria desestalinização ao defender os méritos de Stálin na derrota da direita e da esquerda bolcheviques no final dos anos 20 do século XX. Na medida em que, como nele se diz, ter-se-ia assim possibilitado à URSS desenvolver prioritariamente a indústria pesada e capturar o patamar de desenvolvimento das potências capitalistas. É importante assinalar de resto que o PCUS de Krushchev negou expressamente a reabilitação dos heróis comunistas mais representativos dessas correntes, Trosky e Bukharine, assassinados às ordens de Stálin. Sublinhe-se, naquilo que é um conceito tecnocrata amplamente criticado no marxismo moderno, a prioridade de tal projecto dada à tecnologia e às forças produtivas, onde se desvalorizam portanto, em contraponto, as relações de produção, o motor afinal da transformação socialista (...)»
«(...) Que linha adoptar então face ás formações económicas estatais que hoje proliferam, apesar de defrontarem em muitos casos a oposição dos políticos capitalistas? Irá a esquerda limitar-se a administrar a economia estatal, tal qual a herdem dos capitalistas, ou vão partir dessa plataforma para empreender uma efectiva remodelação? Vão continuar a favorecer uma apropriação estatal da riqueza, com perpetuação do assalariamento, naquilo que é um pensamento da esquerda, ou vão empreender, pelo contrário, uma transformação das relações de produção que dêem aos trabalhadores mais poder e controlo sobre a riqueza de que são os principais criadores, no que pode ser olhado como um argumento à maneira de Bukharine?(...)»


Publicado por [Saboteur] às outubro 28, 2006 05:34 AM
Comentários
Ferdinando Rosas.
Ihihihi.
Publicado por [gajo da fcsh] às outubro 28, 2006 07:32 PM
Acho que o melhor do debate é capaz de ser o moderador, o Paulo Fidalgo
Publicado por [Saboteur] às outubro 29, 2006 03:28 PM
é pá, tu és um revisionista chapado
Publicado por [k marx] às novembro 3, 2006 05:39 PM
Prefiro ser chamado o terror dos ortodoxos. Mas sim: Revisão às teses marxistas-leninistas de estaline é comigo mesmo.
Publicado por [Saboteur] às novembro 12, 2006 05:57 PM
That's rellay thinking out of the box. Thanks!
Publicado por [Bubbi] às novembro 4, 2011 10:49 PM
