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setembro 20, 2006

Subir na Vida

A propósito das noites tumultuosas de Budapeste, o Público traça o perfil de Ferenc Gyurcsany, primeiro-ministro húngaro. 45 anos, multimilionário. Até 1989 era um dirigente estudantil comunista. O efeito dominó nos países de Leste trouxe-lhe novas oportunidades. De apparatchik a entrepreneur, pondo uma abaixo e acelerando para enfrentar a subida meteórica. Como ele, a maioria das elites financeiras nos países ex-soviéticos ou do Pacto de Varsóvia é composta por altos funcionários políticos dos Partidos Comunistas. Nada de gradualismos, nem reposicionamentos de consciência. Não houve tempo para nada. Um dia está-se na Komsomol, no outro na Banca. Ao dia 10 falamos de melhorias no ensino universitário gratuito e de qualidade, ao dia 11 de hedge funds.

No outro dia também me cruzei com um promissor dirigente estudantil da JCP do final da década de 90. Mas esse não se vendeu à finança nem brincou com fundos de pensão, esse saiu a todos mais barato. Um dia estava na JCP e no outro na Comissão Política do PCP, pelo meio ficou uma purga enquanto ele assobiava para o ar.

Publicado por [Joystick] às setembro 20, 2006 03:13 PM

Comentários

É escandaloso! Dizem que ele mentiu para ganhar as eleições!! A democracia está podre num país em que o Primeiro-ministro ganha as eleições desta maneira.

Publicado por [Anónimo] às setembro 20, 2006 07:46 PM

This piece was cgnoet, well-written, and pithy.

Publicado por [Armena] às julho 9, 2011 03:43 PM

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