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setembro 12, 2006

O poder dos media

Tantos filmes e documentários sobre o 11 de Setembro, reportagens, reconstituições com choros, mostrando as pessoas reais envolvidas, valorizando cada uma delas, apelando ao máximo à emoção de cada um de nós, com musica dramática dramática à mistura...

Se fosse feito metade deste esforço em relação a outras vítimias, a todas as vítimas da barbárie, talvez se conseguisse mobilizar melhor a opinião pública contra tantos crimes que se cometeram e se cometem, e talvez se conseguisse, finalmente, começar a tentar pacficar o Mundo.

Publicado por [Saboteur] às setembro 12, 2006 01:28 AM

Comentários

Orchestral Vaginas in the Dark


Alguém disse que morremos aos poucos. É verdade que, nesse dia, morreu uma parte significativa de mim. Por várias razões, e por mais essa, eu não gostaria de escrever este texto.

Vivemos num tempo de Mentira. Os Órgãos de Comunicação Social diariamente nos intoxicam, não com produtos, mas com uma nova Ideologia, a de que tudo pode ser relato, e os relatos deixaram de ser verdadeiros, ou falsos, para passarem a ser meros... relatos, que agradam, ou não agradam, ao grande público.

Dificilmente saberemos o que realmente aconteceu, no dia 11/09/01: as teses entrecruzam-se com as hipóteses, as ficções com a Crueza, os interesses com a Verdade.

Lembro-me da hora de almoço, e relembro-me de uma voz comentar, ao ver-se o impacto com a Segunda Torre, de que "estávamos a presenciar uma repetição do acidente (!)". Não era uma repetição, e não era um acidente, era um puro acto de barbárie. Nesse instante, relampejaram-me três coisas pela cabeça: a de que se tratava de um atentado; a de que estávamos em guerra, e uma outra, porventura mais subtil, a de que Bush, o Desprezível, tinha sido eleito para um segundo mandato.

Depois, lembro-me de coisas ainda mais deprimentes: do pequeno símio a discursar, perante as Câmaras da Grande Democracia, e a piscar o olho a Lady Bush, na assistência, como a querer dizer-lhe que tudo estava a correr como previsto... O resto já vocês sabem, os cavalheiros da Teoria da Conspiração, os Crentes na Figura Fictícia de Bin Laden, os Devotos da Mentira chamada Bush, os Blairs, os Barrosos, os Aznars, os Portas, a Transgressão Afegã, para proteger os depósitos de Gás Natural e assegurar que as Rotas de 1/3 dos Opiáceos Mundiais eram repostas (os talibãs tinham proibído o Tráfico...), os Iraques, os Líbanos, os Hezbollahs, a Ameaça Atómica, as prisões, as torturas, os mortos e os mutilados, as Censuras Indiscriminadas, a Desmoralizaçao da Economia e da Sociedade Mundiais. Na realidade, era uma mesa demasiado lauta, e uma oportunidade única, para que se não tivessem sentado, em seu redor, todos os rostos do Crime Organizado, desde a Administração Bush, aos Integralistas Islâmicos, passando pelas poderosas redes do Tráfico do Petróleo, das Armas, da Droga e das Almas.

É pena não se poder reescrever a História: tudo teria sido mais simples se, como se pressupunha num estado civilizado, uma dúvida, sobre votos mal perfurados e mal contados, enfiados em caixas de sapatos nos balcões de velhas do indescritível Interior Americano, tivesse obrigado, como obrigaria em qualquer país europeu, a uma repetição do acto eleitoral, em caso de dúvida... Pelo contrário, verificou-se que existia uma América onde já se dissolvera a independência dos Três Poderes, e o Judicial estava a servir tenebrosas sombras sustentadoras do Político. O Presidente já não iria ser Al Gore, o inventor da Internet, mas, sim, Bush, o eterno Amigo do Corredor da Morte.

Era a Cantata do Iluminismo a fazer soar os seus derradeiros acordes. A seu modo, o 11 de Setembro tanto marcou o fim do Séc. XX, como marcou o Fim da Idade Contemporânea.

Tenebrae.

É um facto que a desproporção das Torres desiquilibrava a "sky-line" de Nova Iorque, por outro lado, era o grito terminal de uma cidade que assistira ao derrubar de todas as fronteiras da Crítica, que soubera pôr em causa tudo e todos os Princípios, que lançara a Raiz da Amoralidade e do Ateísmo absolutos, onde se gritara pelo Fim da Arte, pelo Fim da Literatura, e pelo desmoronar do Homem Tradicional. Fálicas, as Torres marcavam o predomínio absoluto da Sexualidade sobre os valores da Repressão e da Morte.

Em hipótese, entrevejo uma mão a querer riscá-las do horizonte; quase consigo ouvir, mesmo, uma sonolenta conversa de Lady Bush, a dizer que "odiava aqueles edifícios"... Desde Helena de Tróia, muitos comentários femininos desencadearam incalculáveis hecatombes. Depois das Torres, e numa sociedade onde o "Peace and Love" já tinha sido barbaramente degolado pelo desleixado alastrar da SIDA, sucedeu-se o abate de mais outros símbolos dos Anos Loucos das Décadas de 60 e 70, e do Verão Indiano do início de 80: foi o "Concorde", a suspensão dos voos dos vaivéns espaciais, a ameaça de desactivação do "Hubble", a pura Ascensão da Obscuridade, em todas as suas frentes.

A derradeira nota é positiva: em Nova Iorque, as pessoas andam demasiado apressadas para se cumprimentarem, um "smile" postiço, uma troca de monossílabos, e aquelas sombras desaparecem, como se nunca se tivessem entrecruzado. De repente, a Catástrofe, e uma espantosa solidariedade colectiva, como se todas aquelas gentes, de um só golpe, tivessem descoberto que viviam num dos mais espantosos lugares do Planeta. Lembro-me de um homem de máscara, posta contra aquela voragem de poeiras mortais, a oferecer um pouco de respiração a um desconhecido, seu conterrâneo, caído no chão.

Eu vivo num país onde o dia-a-dia de cada um é minuciosamente devassado pelas sombrias mãos raquíticas das Mães de Braganza, que, por detrás das suas cortinas, procuram informar-se da mais pequena transgressão do seu medíocre quotidiano. Em caso de calamidade histórica, o Povo de Nova Iorque uniu-se, em toda a sua grandeza; arriscávamo-nos, aqui, a que todas aquelas mãozinhas da fresta da cortina, que tão bem conhecemos, subitamente transformassem, em uníssono, e monocromático, o seu olhar coscuvilheiro, num negro cobarde de janelas fechadas.

Saudações por tudo, e também por isso, para a distante Nova Iorque, "Caput Mundi", capital do Mundo, e tão próxima, neste dia!...

Publicado por [Arrebenta] às setembro 12, 2006 02:37 AM

Belo comentário. O teu passe está à venda?

Publicado por [Anónimo] às setembro 12, 2006 11:40 AM

Quantos morreram no ataque às torres gémeas?
Quantos morreram no Iraque desde o ataque às torres gémeas? Os números estão longe um do outro, tal como as vítimas.

http://diariodeumquiosque.blogspot.com/

Publicado por [Ardinário] às setembro 12, 2006 02:58 PM

CLAO! CLAP! CLAP!

Publicado por [Golfinho] às setembro 14, 2006 07:32 AM

Estamos sumidos en un mundo lleno de dolor y horror, cuando vemos estas imagenes con mi familia lo unico que pensamos es ¿que estaran haciendo los protagonistas de estas atrocidades? talvez tomandose un aperitivo en un lujoso restaurante del mundo....

Publicado por [Luz Stella Marin] às maio 27, 2007 10:56 PM

misoi selvopli moi tono jpa freza

Publicado por [Anónimo] às agosto 7, 2007 06:53 PM

Realmente os valores estão Transmutados. Não raras vêze me pego duvidando se este Bush é realmente um ser Humano. Pelas iniciativas mais me parece um ser de outro planeta ou uma entidade superior das forças do mal que está tentando colonizar o mundo pelo orror que espalha. Muitos temem a resposta à opressão com armas opressoras, mas o Bush eu so desejo a forca, ele é um Joio no meio do Trigo, tem que ser eliminado antes que seja protagonista de uma contaminação total.

Publicado por [Angelo] às agosto 10, 2007 09:21 PM

ey iraka und taliban ich mustafa el-zein ficke euche alttern als bast auf was ish mach ich habe eine bommbe in neuche wohung

Publicado por [mustafa el-zein] às agosto 14, 2007 10:11 AM

coitado do moço fogo k merda

Publicado por [Anónimo] às novembro 10, 2007 01:40 PM

zwamal

Publicado por [Anónimo] às novembro 27, 2007 06:51 PM

oi

Publicado por [isarel] às março 10, 2008 09:31 PM

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