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agosto 28, 2006
Ibéria

A história da Padeira de Aljubarrota todos a ouvimos, mas contada na perspectiva dos pães foi a primeira vez. Como é óbvio, torciam pelos castelhanos e o seu movimento pelo palco era acompanhado do som natural do arrastar de massa a levedar em tabuleiro de ferro (brhruglhe, brhruglhe, brhruglhe).
Cervantes e Camões digladiam-se para provar quem é mais bela: D. Inês de Castro ou Dulcinea, para chegar à conclusão de que era ambas espanholas. Lá está. D. Afonso Henriques também. Viriato e os numantinos não são nem uma coisa nem outra.
Para compensar, os pastorinhos são mesmo cá da terrinha. A 13 de Maio na Cova da Iria... A fantástica transcendência alcançada por crianças analfabetas que apascentam ovelhas, milagreiras mas pneumónicas (o caminho provinciano para o nirvana católico do início do século XX).
Uma peça genial.
Publicado por [Joystick] às agosto 28, 2006 03:33 PM
Comentários
Vi ontem na festa e confirmo. Nao diria genial, mas que tem piada e engenho, la isso tem!
Publicado por [renegade] às setembro 3, 2006 11:17 PM
