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maio 31, 2006
Os Camaradas

Já me tinham falado da fabulosa “Lista Vermelha” para o sindicato dos professores. Ontem disseram-me que estavam na lista algumas pessoas que eu conheço. Hoje fui ver lá ver o site.
“É uma candidatura unitária, plural e de renovação, com muitos jovens” diz o programa de acção (e dizia o «Avante!»), e eu conheço realmente bem muitos desses jovens e não jovens: Camaradas com quem fiz reuniões infinitas, com quem montei “a Festa”, com quem fiz mil e uma coisas… Outros que conheço menos bem: passavam por mim nos corredores do Centro de Trabalho, nos comícios, na Festa, mas nunca falámos porque estavam organizados noutros sectores. Camaradas, familiares de camaradas, pais, mães, mulheres…
Enfim… Tudo gente de muito valor, digo-o sem ironias de qualquer espécie, que o sectarismo dos dirigentes do PCP colocou na mesma lista, separada dos outros professores, que podem não estar a ser iluminados pelas reflexões e orientações da Comissão Política do Partido, mas que também são, julgo eu, gente válida.
Publicado por [Saboteur] às maio 31, 2006 08:36 PM
Comentários
Varanda: vai apanhar no cú. E deixa as pernas alheias...
Publicado por [Anónimo] às junho 1, 2006 07:47 PM
Ui, que camarada tão nervoso! Há que ter esperança na vitória e não perder já as estribeiras. Contra o sindicalismo capitulacionista, pela greve de professores por tempo indeterminado!
Publicado por [Anónimo] às junho 2, 2006 01:46 AM
Antes apanhar no cu do que partidarizar o movimento sindical. Acho que esse é o principal factor de enfraquecimento da CGTP, que infelizmente, por muitas manifestações e greves que faça (com a a regularidade sazonal de quem vai às termas tratar do reumatico), tem vindo de derrota em derrota nos últimos anos.
Publicado por [Varanda] às junho 2, 2006 04:03 PM
Vê-se logo que não andas pelas escolas para ver quem é que está afastado dos outros professores.
Os outros professores não são apenas o Paulo Sucena (Presidente do Sindicato que no último mandato não participou numa única Assembleia Geral de Sócios)e o Avelãs. São também todos aqueles que de dia para dia ficam mais desanimados com o SPGL (ao ponto de em 4 meses terem abandonado o sindicato cerca de 2000 professores e educadores).
E não foi o sectarismo de dirigentes do PCP que obrigou à existência de uma Lista B, foi antes a arrogância e o despotismo de certos elementos da Lista A (mais preocupados em discutir nomes e lugares do que estratégias e posições politico-sindicais) e as práticas anti-sindicais iluminadas, essas sim, pelo Largo do Rato e até mesmo por S. Bento e pela 5 de Outubro.
Publicado por [Anónimo] às junho 4, 2006 12:23 AM
Realmente não ando pelas escolas e as minhas fontes de informação valem o que valem. Por exemplo estou a leste de toda essa história de discussão para a formação de listas, quem excluiu quem, etc. etc.
No entanto, o que digo é que conheço várias pessoas da lista B e identifico-as como pertencentes ao núcleo activo do PCP (mais do que activistas sindicais). Mas também não estou no PCP há 5 anos. Muita coisa pode ter mudado...
Quanto às questões do Largo do Rato, é como a história do Pedro e do Lobo. Eu já ouvi tantas, tantas dessas, que já não acredito em nada.
Bem, mas enfim: a coisa boa da democracia é que, ainda assim, é o sistema que mais hipoteses dá a que vençam os melhores... A ver se no google consigo apanhar os resultados.
Publicado por [Anónimo] às junho 6, 2006 03:19 PM
Assunto: Resultados Provisórios às 21h45
ELEIÇÕES NO SPGL
Mesas apuradas: 418
Mesas por apurar: 0
MAG e DIRECÇÃO CENTRAL
Lista A: 2967
Lista B: 3034
Brancos: 569
Nulos: 99
CONSELHO FISCAL
Lista A: 2733
Lista B: 2783
Lista C: 333
Brancos: 536
Nulos: 90
CONSELHO GERAL
Lista A: 2759
Lista B: 2777
Lista C: 311
Brancos: 538
Nulos: 92
Nota: estão a ser apurados os votos condicionais, os votos por correspondência e ainda os que terão lugar em repetição de votação (Casa Pia e EB2,3 D. Carlos I)
_________________
_________________
Paulo Ambrósio
ENDURECER A LUTA,
CORRER COM A MINISTRA!
(OU ELA OU NÓS... )
Publicado por [Anónimo] às junho 8, 2006 11:28 AM
Camaradas,
Agradeço as preocupações que alguns de vós têm demonstrado sobre estas
eleições no SPGL e as manifestações de solidariedade por este momento
difícil que alguns de nós estamos a passar.
A situação no SPGL é surreal: ambas as listas estão convencidas de que
perderam e a lista B ameaça impugnar as eleições mesmo antes de saber se as
perdeu ou ganhou. Já há duas mesas anuladas cuja votação terá que ser
repetida. Hoje ao fim da tarde a nossa lista estava a perder para a lista B
por 60 e tal votos, com as mesas quase todas contadas. Falta contudo contar
cerca de 1000 votos condicionais ou por correspondência e ... os resultados
das tais 2 repetições.
Portanto, está tudo em aberto. Há ainda suspeitas de chapeladas pois
consideram-se muito estranhos resultados tipo 43 a 0 para a lista B, de
mesas em que não houve nenhuma fiscalização da lista A. As mesas são tantas
que chega a haver quase "proprietários" de mesa que têm a oportunidade de
fazerem o que querem, sem haver testemunhas. Enfim, problemas do sistema de
votação que se tornam apenas evidentes quando os resultados se aproximam
tanto. Isto está-me a lembrar muito a contenda Bush versus Gore, até porque
para conhecermos o resultado oficial penso que ainda terão que se esperar
alguns dias, mais ainda se esse resultado depender da repetição das tais
duas mesas.
Entretanto a análise que faço e que é acompanhada por mais camaradas é que a
ministra deu uma preciosa ajuda ao PCP com os ataques que fez aos
professores e as medidas que tomou a poucos dias das eleições. Apesar da
reacção sindical forte e da marcação de uma greve, os professores têm
tendência para culpar os sindicatos, por aquilo que estes não conseguem
obter ou evitar, e a cabala lançada pela lista B de que o SPGL estava feito
com o PS e com o ME teve terreno fértil para se propagar, especialmente
quando, na lista A, figuram bastantes membros do PS, sendo os restantes apelidados de "vendidos ao PS". Enfim, a procura da unidade alargada tem as dificuldades que se vêem. Estamos assim perante a
ameaça de um regresso ao passado, pois renovação pouco existe quer na lista
A, quer na B. Com a B regressarão alguns dinossauros que fizeram alguma
travessia do deserto, muitos dos quais já reformados. Só entre os 6
dirigentes do ensino superior, propostos por eles para a direcção central,
há 3 reformados. Metade!
Publicado por [Anónimo] às junho 8, 2006 11:32 AM
Caro Anónimo perseguido:
Por falar em chapeladas, diga lá ó vítima do sistema eleitoral e da "precisoa ajuda" que a ministra deu ao PCP, qual foi a lista que de zero votos apurados em acta passou misteriosamente para 6?
Tenham vergonha!
Publicado por [anamariagomes] às junho 8, 2006 11:11 PM
Tem toda a razão, o anónimo, quanto aos dinossauros. Por falar nisso, o Paulo Sucena é que é um rapaz muito jovem!
Publicado por [João Serra] às junho 8, 2006 11:15 PM
Caros vencedoores:
Gostaria de saber se o SPGL se se vai manter sócio colectivo da ATTAC Portugal e pagar as suas quotas (que são importantíssimas para a nossa associação).
Sei bem qual é a orientação do PCP sobre a ATTAC, mas como a vossa é uma lista unitária.
Obrigado pela atenção.
Publicado por [Activista da ATTAC preocupado] às junho 9, 2006 11:09 AM
Desculpem os erros, caros professores. É do nervosismo.
Publicado por [Anónimo] às junho 9, 2006 11:10 AM
Parece que a ortodoxia lá ganhou o SPGL. Bem vistas as coisas pouca coisa irá mudar. A direcção cessante era composta, na sua grande maioria, por burocratas e oportunistas que usavam o sindicato para terem os destacamentos da ordem ou para a redução de horário. Vê-los nas escolas é que era difícil. Com os estalinistas na direcção, o barco afundar-se-à mais rapidamente.
Mas tem a sua piada ver aquela malta voltar às suas escolas com o rabinho entre as pernas.
Publicado por [Cadáver Esquisito] às junho 9, 2006 01:13 PM
O Paulo sucena já deve ser reformado, não é? É tão velhinho... O das barbas grandes acho que continuou sempre a dar aulas, por isso não vai ser nada de novo a não ser ter mais tempo livre.
Publicado por [Anónimo] às junho 9, 2006 03:29 PM
Uns descobriram que o Sucena não ia às assembleias gerais e etc etc só quando ele saiu do partido. Outros preocupam-se que as mesas eleitorais (e já agora os votos por correspondência também) são controladas só por uma pessoa, mas só descobriram isso quando pensavam que iam perder as eleições, nos outros actos eleitorais não existiam problemas.
E depois há quem ache que o Sucena está velho e está lá há muito tempo. Se esta velho ou nao depende da apreciação, que está lá há tempo demais concordo. Mas olhem bem, oh camaradas, para outros sindicalistas que apreciam antes de criticar este.
Publicado por [ca] às junho 11, 2006 07:56 PM
Bom concordo com ca.
É só para dizer que afinal a lista A ganhou as eleições por 175 votos. Parece que as informações do Paulo Ambrosio não estavam correctas, ou então os últimos votos eram todos A...
Publicado por [Saboteur] às junho 12, 2006 11:57 AM
A LISTA A ganha as eleições à custa dos votos " por correspondência" que dirigentes andaram a recolher em mão. Perderam nas urnas e ganham na secretaria, por uma diferença de 120 votos.
Publicado por [Anónimo] às junho 12, 2006 12:47 PM
Isto vai ser bonito. A Lista A ganha a D Central, mas perde a maioria das D Zona e perde a Regional de Lisboa.
Publicado por [Anónimo] às junho 12, 2006 12:50 PM
Resultados oficiais na net:
http://www.spgl.pt/cache/bin/XPQ3jTwXX2163eV28FetSMaZKU.pdf
Só sei é que, supostamente, para um sindicato que estava na merda, parece ser afinal um sindicato bastante dinâmico. Pelo menos tem 8 mil votantes que não é coisa que muitos se possam orgulhar.
O meu tem 300 e só me contacta para me vender viagens, para oferecer bilhetes para o circo no natal e para dizer que eu tenho as quotas em atraso. (optei por não descontar directamente no salário).
Publicado por [Anónimo] às junho 12, 2006 03:08 PM
Bancarios, professores...Entao e qual é o proximo?
Publicado por [renegade] às junho 12, 2006 08:10 PM
Já agora...
A posição da Lista B sobre os resultados
http://spglb.no.sapo.pt/principal.htm
Publicado por [Anónimo] às junho 13, 2006 03:08 AM
Comunicado duro...
Publicado por [Anónimo] às junho 13, 2006 04:46 AM
Hoje saíu o Avante:
Vitória por correspondência contestada no SPGL
Combatividade reforçada
A Lista B anunciou que vai apresentar recurso dos resultados eleitores para a direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, por «graves irregularidades» na recolha de votos por correspondência, que foram decisivos.
As eleições de 6 de Junho, no SPGL, «confirmam a Lista B como a alternativa necessária para, com os professores, assegurar práticas sindicais de unidade, participação e combatividade». Num comentário divulgado na segunda-feira, a lista alternativa à direcção cessante considera que «a partir de hoje, o SPGL não será o mesmo» e que «estão reunidas melhores condições para prosseguir objectivos consensualmente identificados como urgentes: travar a dessindicalização e aumentar o número de sindicalizados, eleger comissões sindicais, voltar a fazer das escolas os locais privilegiados de análise das questões profissionais que nos afectam, mobilizar as vontades e as energias para a luta».
Dias antes das eleições, a Lista B tinha manifestado todo o apoio à greve e à manifestação nacional de professores, convocadas para ontem pela Fenprof.
Congratulação
pelos resultados
No nota que divulgou segunda-feira (publicada também na Internet, em http://spglb.no.sapo.pt/entrada.htm), a Lista B congratula-se «pelos resultados obtidos nestas eleições e pelas novas condições de mudança, que começaram a ser criadas e exigem continuidade e aprofundamento».
Enquanto «mais de 50 por cento dos professores mostraram claramente que rejeitam as propostas e orientações da actual direcção», a Lista B, «num quadro de grande equilíbrio de resultados», venceu as eleições para a Direcção Regional de Lisboa e dez das dezanove direcções de zona do sindicato (Amadora/Sintra, Loures/Odivelas, Cascais/Oeiras, Vila Franca de Xira/Azambuja, Torres Vedras, Santarém, Santarém Sul, Santarém Oeste, Almada/Seixal, Setúbal).
Apurados os resultados nas mesas eleitorais, por voto directo e secreto, a Lista B havia ganho as eleições em todos os órgãos centrais, por escassa margem. O resultado alterou-se, com uma diferença de 127 votos, após o apuramento dos votos por correspondência, na Comissão Eleitoral.
A Lista B questionou, inicialmente, «aspectos processuais relativos ao voto por correspondência». No dia das eleições, a lista alternativa detectou «graves irregularidades em diversas situações de recolha desses votos», designadamente «contactos telefónicos prévios para os associados não votarem nas mesas, porque os votos seriam recolhidos em mão pelos dirigentes, com as viaturas do sindicato», e protestou junto da Comissão Eleitoral. Nas operações precedentes do escrutínio ocorreu «outra gravíssima irregularidade»: a Comissão Eleitoral decidiu validar 108 votos por correspondência, apesar de virem «acompanhados de documentos sem assinatura».
O recurso que a Lista B tenciona interpor «tem por objectivo exigir a total transparência e credibilidade do acto eleitoral e o respeito pela vontade realmente expressa pelos professores». «Fá-lo-emos com a serenidade e a firmeza necessárias à garantia da continuidade e reforço da unidade de todos os professores na acção sindical, ao nível de todas as estruturas, orientada pelo objectivo prioritário de fortalecer a luta pela defesa da Escola Pública e da dignidade profissional e contra as graves ameaças contidas na proposta ministerial de revisão do Estatuto da Carreira Docente», afirmam os candidatos da lista alternativa.
Dos 21297 eleitores, votaram 40 por cento. Dos 8048 votantes para a Mesa da Assembleia Geral e a Direcção Central, 3722 votaram na Lista A e 3595 na Lista B. Foram contados 443 votos por correspondência (77 entregues pelos CTT e 366 recolhidos em mão), dos quais 295 na Lista A e 139 na Lista B
Publicado por [Anónimo] às junho 15, 2006 04:44 PM
E antes das eleições, saíu o seguinte artigo no ACÇÃO SOCIALISTA...
No próximo dia 6 de Junho o sindicalismo português poderá viver um momento histórico. Neste dia realizar-se-ão eleições para os corpos gerentes do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL), onde se confrontam basicamente duas grandes posturas sindicais: a postura democrática, representada pela lista A, que protagonizou uma importante alteração estatutária que conduziu ao reconhecimento do pluralismo sindical, baseado no princípio da unidade na diversidade e da independência dos sindicatos dos partidos políticos; e a lista B que, apesar de se apresentar como alternativa ao que considera ser a lista do "establishment", não apenas fez parte do "establishment" que agora, em desespero de causa, critica como sempre se opôs ao processo de revisão de estatutos que consagrou precisamente o pluralismo no seio do SPGL. É por isso que o resultado das eleições no dia 6 de Junho não apenas afectará sindicalismo docente, mas também todo o movimento sindical português. A vitória da lista A nestas eleições contribuirá necessariamente para o reforço da democracia sindical. A vitória da lista B apenas contribuirá para legitimar as posições dos que consideram os sindicatos uma força de bloqueio da actividade dos governos e instrumentos de um partido político. A opção caberá aos vinte mil sócios do SPGL.
EXCERTO DO ARTIGO DE Joaquim Jorge Veiguinha
Publicado por [Anónimo] às junho 16, 2006 04:20 PM
Congratula-te! Livraste-te a tempo da lepra vermelha mas não escapaste à gripe do despeito. O sindicalismo é ferramenta da luta de classes, coisa a que é avesso o articulista da Acção Socialista e a que adere claramente o Avante! Compreendo que, em tempos de ministra a dizer que "a greve dos professores" é filha de "agenda partidária" haja quem lhe queira - uns mais, outros menos - estender o tapete (morando na lista A) e quem lho queira tirar (morando na lista B). Entretanto a desilusão com o trabalho dos sindicatos cresce entre os professores. A coisa merece maior reflexão do que o paleio vesgo de um imbecil que se cruzou com gente nos corredores de centros de trabalho e festas do avante, e está zangado com o seu passado. Haja pachorra...
Publicado por [Rocha] às junho 17, 2006 12:14 PM
Ó Rocha: Para começar, imbecil é a tua maezinha.
Para continuar, dizer que a direcção do SPGL ou da Fenprof está feita com o PS, contra os trabalhadores, não me merece credibilidade nenhuma. Posso estar enganado, mas parece-me mais o discursso/calunia/chantagem que infelizmente não é estranho ao movimento comunista: "ou estás comigo ou estás feito com a direita"
Depois: Independentemente da discussão sobre o que é a lista A e a B. Creio que a partidarização e o instrumentalismo do movimento sindical e do movimento associativo é uma coisa que enfraquece o próprio movimento. Isto foi uma coisa que aprendi no PCP quando entrei e que pelos vistos agora é uma blasfémia: É pôr a luta de classes em causa. Porque só os comunistas (membros do PCP) e o Avante! é que sabem e atingem que "O sindicalismo é ferramenta da luta de classes" e portanto são os que estão em melhores condições para gerir todos os sindicatos do país.
Finalmente: que a coisa merece maior reflexão, concordo contigo. Aliás, o estado deplorável a que chegou o sindicalismo em Portugal (em que a merda da fenprof parece ser ainda dos poucos sindicatos capazes de alguma mobilização com impacto e rapidez), que deixa o caminho livre para a direita avanar triunfalmente com as suas medidas; o estado deplorável a que isto tudo chegou merece uma profunda reflexão.
Não esperes de um blog, e muito menos deste blog, e ainda menos de mim enquanto blogger, essa profunda reflexão.
Eu mando umas bocas nas horas vagas, meu caro. Tu é que petences a um partido político. Ainda por cima um partido que manda na esmagadora maioria dos sindicatos e na sua confederação sindical. A responsabilidade está claramente do teu lado.
Agora, se te dá mais tusa chamares-me imbecil e direitolas, quero lá saber. Cada um curte à sua maneira.
Publicado por [Saboteur] às junho 17, 2006 02:47 PM
Ó Saboteur!
Nunca me daria tusa chamar a ninguém imbecil. Se o és ou não é coisa que não atinjo - não te conheço. Mas que a tua conversa o é não tenho dúvidas (e, acredita, dúvidas é o que eu mais tenho). E cheira a stalinista, se me permites (e, isto sim, é um insulto). Quem prega na parede isto: "Camaradas com quem fiz reuniões infinitas, com quem montei “a Festa”, com quem fiz mil e uma coisas… Outros que conheço menos bem: passavam por mim nos corredores do Centro de Trabalho, nos comícios, na Festa, mas nunca falámos porque estavam organizados noutros sectores. Camaradas, familiares de camaradas, pais, mães, mulheres…" só falta colar-lhes uma estrela de David no peito pra que todos lhes cuspam à passagem. Parece depoimento dos arrependidos do MacCartismo ou dos denunciantes dos Inimigos do Povo dos "processos de Moscovo". Que arrepio. Trazes mágoas da tua passagem no PCP. E dos exemplos só recolheste os piores.
Tá bem - chamar "imbecil" ao teu "paleio" foi má educação. O que me assusta em pessoas como tu é o capital de ressentimento (daquele se aprende, infelizmente, na vida política) que depressa atravessa a fronteira entre a "boca" e a agressão. Haja vigilância.
Publicado por [rocha] às junho 22, 2006 11:45 PM
COMUNICADO DA LISTA B
UMA VERGONHA!
CONFIRMA-SE: A ACTUAL DIRECÇÃO NÃO REÚNE CONDIÇÕES ÉTICAS, NEM POLÍTICO SINDICAIS PARA DIRIGIR O SPGL
Numa atitude sem precedentes no movimento sindical unitário, a Mesa da Assembleia Geral (MAG) do SPGL, pressionada pelos interesses instalados no Sindicato, decidiu não dar provimento ao recurso apresentado pela Lista B para a realização de uma Assembleia Geral de Sócios com vista a apurar a verdade sobre o processo eleitoral.
Porquê o medo de encarar os sócios?
Desde o início do processo de votação que a lista B detectou e denunciou um conjunto muito vasto de irregularidades que têm sido dadas a conhecer aos associados, irregularidades que convictamente acreditamos terem adulterado os resultados e a vontade expressa dos sócios.
Apenas temos procurado esclarecer a verdade e nesse sentido, para além de vários protestos apresentados no próprio dia das eleições e durante a contagem dos votos, apresentamos um primeiro recurso para a MAG que foi indeferido por 64 votos contra 61 e 29 abstenções, o que nos levou a apresentar um segundo recurso no quadro dos Estatutos em vigor, para a Assembleia Geral.
Numa linha de incumprimento sistemático dos Estatutos do SPGL e, neste caso, também do Código de Processo Civil (art. 150, nº 2, alínea b), a MAG decidiu, por maioria, não convocar a Assembleia Geral, "considerando improcedente o recurso por extemporâneo", numa clara cedência aos interesses daqueles que fogem ao apuramento das suas próprias responsabilidades, ou seja, daqueles dirigentes que tendo organizado o acto eleitoral estão directamente comprometidos com as irregularidades praticadas:
- Votos ditos por correspondência, mas entregues em mão, após contacto telefónico prévio dos dirigentes aos associados para não votarem directamente nas mesas (366). Alguns desses dirigentes criaram expressamente para estas eleições uma nova modalidade de voto a que chamaram "mesas móveis";
- Votos por correspondência validados sem documento com assinatura (108 votos).
- Votos por correspondência dirigidos à Comissão Eleitoral, mas que estiveram fora do seu controlo durante dois dias, tendo sido entregues já com os envelopes exteriores abertos.
-Utilização dos meios e recursos do SPGL em favor da Lista A, nomeadamente meios técnicos (viaturas) e financeiros (a Lista A só abriu conta no dia 20!);
-Uma metodologia de votação duplamente anti-estatutária: os Estatutos do SPGL não permitem o voto por correspondência; a Assembleia de Delegados Sindicais que aprovou a Metodologia funcionou sem ter o seu regulamento aprovado e o seu quórum foi forjado através dos votos " por correspondência"!;
- Destruição de materiais relativos ao processo de apuramento (envelopes dos votos condicionais e por correspondência que identificavam eventuais votantes).
Um Sindicato forte precisa de dirigentes fortes e honestos
Os eleitos e candidatos da Lista B, portadores de um projecto sindical que defende os interesses dos professores e da Escola Pública, estão determinados em devolver ao SPGL o prestígio, a credibilidade e a combatividade tão necessárias no quadro da ofensiva ministerial em curso.
Utilizaremos todos os instrumentos ao nosso dispor para repor a verdade do acto eleitoral, pelo que iremos dar início a um processo de destituição dos corpos gerentes e simultaneamente uma acção em Tribunal de impugnação.
Mantêm-te atento e participa!
Não à dessindicalização!
Sim à participação empenhada no processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente!
Publicado por [B] às junho 25, 2006 03:18 PM
Ó B, vai chamar desonesto à tua tia...
Que mau perder!!!
E já agora, qual é o vosso empenho no processo de revisão do ECD, ao referi-lo nesta reacção tão inflamado e mal-educada?
Publicado por [F] às junho 25, 2006 07:46 PM
Outra vez o F...
O parágrafo de abertura deste comunicado é de uma lucidez atroz:
"Numa atit....decidiu não dar prov..... para a realização de uma AGS, com vista a "APURAR A VERDADE" sobre o processo eleitoral."
Uma espécie de tribunal popular, de resolução sumária, soberana e inquestionável, na decisão do processo? Votação de braço no ar, tentando ver quem leva mais espingardas?
"APURAÇÃO DA VERDADE" - Qual verdade? Nenhum dos puros candidatos da lista B acarretou votos por correspondência para os locais previstos na metodologia previamente aprovada? Não digam que não concordaram com a metodologia. TODOS NÓS/VÓS SABEMOS ISSO.
O título "A ACTUAL DIRECÇÃO NÃO REÚNE CONDIÇÕES ÉTICAS, NEM POLÍTICO SINDICAIS PARA DIRIGIR O SPGL" trata mal, mas mesmo muito mal, os destacáveis da lista B, já que ainda fazem parte dessa "actual direcção". A não ser que, tendo abdicado de qualquer actividade sindical, a que ainda estavam abrigados, tenham, por artes mágicas, procurado refúgio na demagógica argumentação da inocência, a existir, de que não os deixaram trabalhar.
São, com certeza, tempos difíceis para o SPGL.
Estamos e estaremos mais pobres.
Destituam o que tiverem a destituir quanto antes: Nem que seja a vossa consciência... que concerteza vos diz que estão a dar o melhor contributo para a paralização do maior e mais reivindicativo sindicato de professores de Portugal.
Publicado por [F] às junho 26, 2006 01:43 AM
Para F:
1 - O "Tribunal Popular" a que se refere está
previsto nos estatutos no número 4 do artigo 106º.
2 - Sim, esse "Tribunal Popular" tem certamente
mais legitimidade do que os membros da Mesa da Assembleia Geral que são
parte interessada no processo. Tanto que a sua presidente decidiu unilateralmente
não convocar a Assembleia Geral sustendando-se no argumento insólito
de que a Lista B podia ter entregue o recurso em mão e optou por enviar
pelo correio atrasando assim o processo (quando, no que respeita à
entrega de documentos, o Código do Processo Civil é bem claro
no artigo 150º, nº2, alínea b) "Remetidos pelo correio,
sob registo, valendo neste último caso como data da prática do
acto processual a da efectivação do respectivo registo postal")
3 - O que ficou acordado é que os votos por
correspondência destinavam-se a desempregados e aposentados.
Mais tarde a Comissão Eleitoral constatando o atraso na entrega do correio
alargou a possibilidade à entrega em mão dos votos para
os casos previstos que não tivessem recebido e publicou um anúncio
sublinhando o seu carácter excepcional (i.e.
de que só seriam usados como último recurso).
4 - Membros de todas as listas levantaram esses votos assinando
um registo comprovativo. Curiosamente quando os elementos da lista B
quiseram devolver a maior parte desses votos, por não terem sido utilizados
- porque os seus elementos respeitaram escrupulosamente o acordo -, os registos
eram inexistentes. Se existissem talvez F pudesse constatar este facto.
5 - Quando se refere a direcção do SPGL é
evidente que se trata do conjunto total dos seus elementos e não dos
seus membros em particular, muito menos ainda daqueles cujo voto em
favor de um sindicato de classe, combativo e democrático foi vencido
no seu seio. Para além disto, F sabe perfeitamente que as
últimas decisões tomadas em nome da direcção do
SPGL foram feitas à revelia dos seus membros.
Não se trata de uma "demagógica argumentação
da inocência (...)de que não os deixaram trabalhar",
mas antes de orientações sindicais erradas.
6 - Demagógica, isso sim, é esta frase: "estão
a dar o melhor contributo para a paralização do maior e mais reivindicativo
sindicato de professores de Portugal".
Os elementos da lista B estão firmemente empenhados
na defesa dos interesses dos professores e educadores, da educação
e do país. Simplesmente não calam nem consente atropelos
à democracia interna do SPGL.
Curiosamente, quando alguns dos membros da lista B propuseram
o adiamento da revisão dos estatutos para que as energias do sindicato
fossem antes aplicadas no assegurar o ascenso da luta, a resposta da elite sindical
foi a de que esse argumento era recorrente para travar as reformas internas
necessárias. Onde estava F para evocar a não paralização
do sindicato?
Publicado por [Irene Sá] às junho 27, 2006 04:53 PM
QUERO DIZER QUE VOTO A FAVOR DESTA GREVE DE PROFESSORES DE DOIS DIAS-ISTO É UMA VERGONHA FAZEM DOS PROFESSORES IGNORANTES, NAO NOS DAO CONDIÇOES PARA TRABALHAR QUE VERGONHAAAAAAAAAAAAA
Publicado por [MARIA] às outubro 17, 2006 08:23 PM
That's 2 clveer by half and 2x2 clever 4 me. Thanks!
Publicado por [Xadrian] às maio 26, 2011 03:08 AM
