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junho 21, 2005

Pátria Lusa... Oh minha musa

Que opinião tem sobre a manifestação "skinhead"?

"(...) Sei apenas que havia skinheads incluídos. Acho bem que manifestem mas não sei se vão conseguir fazer algo pelo país"

Bárbara Tavares, 19 anos, Estudante
"As pessoas estão a lutar pelos seus objectivos, por isso concordo (...)"
Ilda Pereira, 24 anos, estudante de origem africana


in palpites, do Jornal O Metro

Publicado por [Paradise Café] às junho 21, 2005 01:41 PM

Comentários

Preocupante...

Publicado por [Bart Simpson] às junho 21, 2005 07:13 PM

Andas a ler o Metro?! Sempre me saíste um chunga

Publicado por [renegade] às junho 21, 2005 11:54 PM

A liberdade de expressão é um valor que devemos presevar a todo o custo. É bom ver que as pessoas têm essa noção. Mais perigoso é o que se esconde do que o que mostra a sua verdadeira face. A pergunta que se impõe é o que é que se pode fazer para contrariar estes energúmenos?? Talvez seja hora de dar voze potenciar o movimento social, aquele que é feito de pessoas para pessoas...

Publicado por [rafa] às junho 22, 2005 12:42 AM

Qual manifestação skinhead? Sei que dia 18 deste mês houve uma manifestação contra a criminalidade (que aumentou 400% nos últimos 7 anos) e pela defesa dos interesses da nossa nação. É dessa manifestação que se fala? Acho que não é preciso ser skin para se ter ido à manifestação; basta ser contra a criminalidade e querer o bem da nação, não é assim? É claro que, embora as manifestações tenham um mote, nelas convergem diferentes pessoas e interesses, havendo também diferentes interpretações.
Mas o que sei é que vivemos num país onde todos os dias ocorrem crimes, de diversos tipos, até de violência gratuita, e em que a vítima é escolhida ao acaso (?!), alguns deles movidos pelo racismo.
365 dias, ocorrendo mais de 1 crime por dia.
Que revolta há perante isso?
E que revolta houve perante esta manifestação que, não ocupando sequer um dia do longo ano, surgiu ela própria como atentado a certos direitos?
Temos, com certeza, o direito à manifestação. Mas, neste caso, ele quase que foi posto em causa, embora o alvo da manifestação fosse a criminalidade, que representa em si uma violação dos direitos dos outros, por incumprimento dos deveres.
Não sei qual é aqui a vaca sagrada (se é que há) mas, já que "silogismar" é preciso, porque não dizer: se a manifestação atenta aos direitos de "cidadões" (como diz o Carrilho) e o crime atenta aos direitos de cidadãos, logo o crime é a manifestação. Será que tem lógica? Ou a lógica é termos cuidado para que, ao fugir de um excesso, não acabemos por cair noutro?

Publicado por [Voice ON] às junho 23, 2005 02:42 AM

Oh Jovem é melhor abrir os olhos... a manif que diz com tanta paixão ter sido feita a bem da nação foi convocada como sabe, com certeza muito melhor do que eu, pela frente nacional. Permita-me que lhe diga que no capítulo da criminalidade a frente nacional e os seus membros não têm qualquer exemplo a dar, e é profundamente repugnante que sintam um pingo dessa revolta que eloquentemente exalta. Sr Voice On não deseja por certo que lhe dê exemplos de seres humanos que os membros da frente nacional já puseram Voice Of...
Lições de moral qualquer um dos quinhentos gajos que andaram pela praia de carcavelos tem mais legitimidade e conhecimento de causa para as dar, do qualquer um desses meninos neofascistas. Portugal sim, mas sem escumalha!!

Publicado por [emplastro] às junho 23, 2005 11:44 AM

Caso não se tenha percebido, não tenho qualquer relação com frentes ou neofacistas.
E procurei, não a paixão ou exaltação do que quer que seja, mas sim encarar os factos com coerência (e algum espírito de advogado do diabo): a manifestação teve um tema, ou não? E qual foi? Não foi o que correctamente referi? Não disse sequer que a manifestação em si foi a bem da nação, mas sim que teve como intuito um grito contra o crime e pela defesa da nação (ver cartaz, porque é por aí que se deve começar - senão é como os que votam sem ler o programa... que voto inconsciente).
Julgo que, e novamente o digo, é preciso ter cuidado para não cair em certos excessos ao fugir de outros, que nos deturpam uma visão realista (tanto quanto possível).
Se o Senhor se conforta com a moral dos meninos do arrastão e outros tantos, eu não. Pouco me importam as frentes, e nem discuti ou falei das suas morais (pouco as conheço). Julgo que todos teríamos o dever de zelar pela nossa nação (isso sim) e até é pena que não sejam os políticos os primeiros a fazê-lo.
Fique a saber que preservo, e muito, a minha liberdade: jamais votaria num fascista da "antiga casa", assim como me custa tolerar os novos opressores de rua... quantas vezes mais terei que me calar perante o seu bando e a sua arma canina, branca ou de fogo? Terão eles tomado a vez a Salazar? Afinal quem dita as regras? Foi por um triz que também eu não fiquei off.
A verdade é que na zona onde vivo, por acaso, não se vêem elementos das frentes a atacar ninguém. Mas vê-se muitos "desses gajos" que diz terem muita moral... e que, para mim, também fazem parte da escumalha... nem mais! escumalha em quem ninguém tem mão, nem sequer a polícia, pois há quem não respeite Leis, Direitos ou Autoridade. Há quem simplesmente não respeite... o próximo... quem sabe porque não se respeita a si próprio. Há quem procure uma posição de poder (qualquer que seja, a que preço for) para se sentir superior. É esta a principal causa. E não me diga que "esses gajos" conhecem as causas e têm moral... O mais provável é que, depois de ser vítima de um ataque, tenha eu que me pôr a pensar nas causas e fazer um apelo de carácter, para não me deixar levar por uma reacção de excesso, perante esses excessos de quem pelos vistos tem mais legitimidade para os fazer.
Termino, sugerindo a leitura do texto de Pacheco Pereira, com link na secção deste blog "Ligações Perigosas", de 11 de Junho de 2005. Sr. Emplastro, desemplastre-se (que os meus olhinhos estão bem abertos) e não se assuste! não deixe de ler o artigo do Pacheco P., só pela foto e link que antes verá.

Publicado por [Voice ON] às junho 24, 2005 04:58 AM

"Caso não se tenha percebido, não tenho qualquer relação com frentes ou neofacistas." De facto sr.Voice dificilmente se percebe outra coisa. Muita conversa que exprimida o apresenta como pessoa com uma visão simplória, maniqueísta, de vistas curtas. Pode escrever sobre muita coisa e acaba sempre a definir a escumalha que é sua vizinha e por isso o preocupa(problemas típicos da classe média baixa ou em ascensão fácil). E no final ainda vem defender a cambada de fachos nazis que estiveram a envergonhar-nos a todos no passado fds dizendo que aquilo que viu foi uma manif contra a criminalidade. Ainda nos pergunta se queremos fazer uma manif consigo contra o racismo e a criminalidade..manque-se. Se anda com os olhinhos abertos aprenda a ser mais esperto quando nos tentar enganar.

Publicado por [operation wolf] às junho 24, 2005 11:04 AM

Julgo que, com a minha visão simplória, seria demasiado rebuscado pensar em enganar alguém. E, por assim dizer, só se deixa enganar quem quer, pelo menos depois da 1ªvez. Pena é que haja quem se engane uma vida inteira...
Permiti-me negar qualquer tipo de relação, após as certezas do Emplastro (que espero que não faça questão no "Sr."). Tenho esse direito. E defenderia convictamente o contrário caso a relação existisse. Mas não se deixe enganar...
Quanto à escumalha, quem a referiu foi o Emplastro. Limitei-me a adicionar elementos, aos quais ele atribuiu legitimidade para actos condenáveis.
Quanto à manif, não fui eu que inventei o tema, mas, com a minha curta visão, limitei-me a ele. Ouse ver com os seus próprios olhos...
Quanto à manifestação contra racismo e crime, apenas a sugeri. Se achar a ideia boa, não a abandone por minha causa. Prometo não aparecer. Afinal de contas, já dei o meu contributo...
Quanto ao que diz ser minha defesa aos nazis, julgo que se precipitou. Parece que acabou mesmo por se deixar enganar.
E, pelo extremo em que coloca as minhas palavras, arrastando a minha pessoa, digo-lhe que, pelas suas, a sua pessoa deve ter alguma dificuldade em perceber o chamado "make a point".
Tendo em conta o TÍTULO da manif, certos extremos de reacção que vi foram um pouco como se agora, na manif de polícias, disséssemos (ainda que não tão sentidamente) "Isto é uma manifestação de polícias corruptos". Se calhar até teríamos alguma razão para isso. E também podíamos criticar as demoras e não respostas, as cervejolas e os desvios que o ministério faz para os jogos da bola. Está a ver, novo "make a point"!
Mas tá-se memo a ver, né? que voltei a não marcar pontos. Talvez fique para a próxima.
Deixe lá Operation Wolf (também não se importa que eu passe o Sr., pois não?), ao menos da sua parte já conto pontinhos marcados. Revela um bom preconceito (não de natureza fascista, claro está!), talvez o de quem se limita a uma 1ª impressão rotulista, e, ficando por aí, é normal que não perceba outra coisa. Já vi que não é racista, e é muito anti-fascista. Isso é bom. Mas parece-me que é socialista, avaliando logo nessa 1ª impressão o satus social de cada um. E isso é mau. Não sabe quem eu sou, mas facilmente deduz. E novamente se enganou!
Presumo que não more na Margem Sul, ou afim. Ou será que mora e dá-se bem com todos os vizinhos?
Hum... não me diga que mora na Lapa, e que é um daqueles novos-ricos que abandonaram o subúrbio, quando ele não era tão mau. Não pertencendo à nobreza, diria que a ascensão foi muito mais fácil do que presume ser a minha. Presumi bem???

Publicado por [Voice ON] às junho 24, 2005 01:02 PM