« O cúmulo da justiça... | Entrada | Post à BdE II mas ao contrário »
junho 24, 2005
Eu até queria ser professor

Mas...
Uma manhã na Av. 24 de Julho, entre departamentos, gabinetes e serviços do ministério da educação deu para perceber:
1. Que devia ter entregue uma candidatura em Março para o programa bilateral de assistentes de português em França (com colocação garantida).
2. Que devia ter entregue a minha candidatura com habilitações próprias para a docência como aluno finalista no concurso geral do ministério para colocação no ano lectivo 2005-2006, o que me teria permitido inaugurar algum tempo de serviço ao ministério. A possibilidade da candidatura de finalistas é, aliás, uma novidade do concurso de 2005-2006.
3. Que o concurso aberto neste momento para tapar os buracos das colocações de professores do quadro na Europa só está aberto para gente que já deu aulas, que já prestou serviço.
4. Que a fase normal do concurso referido em 3. , aberto em Março, não está aberto a finalistas, ao contrário do concurso geral para dar aulas em Portugal.
5. Que, em resultado de 2. não poderei candidatar-me no concurso para ensino no estrangeiro para o ano lectivo de 2006-2007.
6. Que a única hipótese de ter alguma contagem de tempo de serviço este ano é aproveitar as aberturas de vagas por escola em Janeiro, e fazer figas para não aparecerem só coisas na Beira Interior. E depois então pensar em futuras candidaturas.
7. Que alguma coisa não funciona na ligação entre ministério e universidade. Passam dois concursos e ninguém informa de nada? Depois dizem, "Ah, o interessado é que tem de se mexer!". Pois. Com aquela força da evidência que só têm as coisas irremediáveis. Era mesmo evidente andar à caça em Março (início do segundo semestre) dos concursos clandestinos abertos aos finalistas pelo ministério da educação.
Este país continua a escrever-se em cima do joelho.
Tenho que me pirar daqui rapidamente.
Publicado por [Renegade] às junho 24, 2005 12:38 AM
Comentários
Pobre país! Se os bons se pirarem qualquer dia já nem se escreve, porque estamos todos de joelhos, a pedir que eles voltem.
Publicado por [Voice ON] às junho 24, 2005 06:20 AM
País de opereta... é o que somos!
O mais do mesmo continua.
Publicado por [mfc] às junho 28, 2005 02:49 AM
