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junho 04, 2005

Ao pai

Que andas a fazer pela vertente
deste escalvado ano? A assinar,
ao fundo, os dias em branco?
Deixa que o fumo espirale
a um canto de ti, que envelheces,
quando o regresso das pombas
é já cinéreo, e senta-te na pedra.
Pousa, no joelho, a mão:
o destino permanece
na obscuridade assim acautelada
da palma.
A estirpe debela-se. Esta não a salvam
amores ancilares e pão caseiro.
E homens há de quem o sol não repele
a noite invasora, como um deus instantâneo.

Sebastião Alba, Uma Pedra ao Lado da Evidência

Publicado por [Operation Wolf] às junho 4, 2005 08:32 AM

Comentários

atão caralho não há mais posts neste blog de merda? um poemazeco aqui, uma merdeca acolá e mais nada? fodasse que seca

Publicado por [Anónimo] às junho 6, 2005 05:28 PM

caro anónimo
Quanto a mim estou demasiado ocupado para ter paciência para estas inutilidades.
Beijinhos molhados na boca
renegade

Publicado por [renegade] às junho 7, 2005 01:11 PM

Alba!! Grande alma!!

Publicado por [Anónimo] às junho 8, 2005 08:41 PM

Ao grande Alba só o "Alma-Grande" do também grande(muito grande) Miguel Torga

Publicado por [Amarelo] às junho 8, 2005 08:43 PM

ESTAMOS A BRINCAR COM ESTA MERDA. . . ?!

Publicado por [Pitbull.] às junho 18, 2005 12:11 PM