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fevereiro 22, 2005

Sobre os Discursos da noite eleitoral

Dos discursos da noite eleitoral, só não vi a do Louçã. Mas se o Barreto cascou na declaração do Louça, então deve ter sido uma boa declaração...

Ouvi dizer que ele passou logo à ofensiva, falando do desemprego e da IVG, apontando datas… Isso é muito bom. É o que faz falta à esquerda a sério: Passar à ofensiva o mais rapidamente possível. Deixar para traz as desculpas com a forte ofensiva ideológica do capitalismo, o discurso do é necessário cerrar fileiras e esperar pelos amanhãs que cantarão e ter audácia de avançar.

Ouvi o discurso-despedida do Paulo Portas. Foi o grande momento da noite. Sempre disse que o Portas era um sujeito perigosíssimo e se ele agora abandona a política mais activa, isso é uma coisa absolutamente extraordinária e devemo-lo à CDU por ter ficado em 3ª força política.

Se o CDS fosse a 3ª força, talvez ele não se tivesse demitido… Se bem que, segundo discurso dele, o que aparentemente lhe incomodou mais foi ter ficado “a menos de 1 ponto percentual dos Trotskistas”.

O segundo momento alto da noite foi a declaração de Santana.

O gajo tem-se em tão boa conta que nem sequer se apercebeu que não tinha hipótese nenhuma. É a situação inversa à do Portas: Quer ficar mas o partido quer pô-lo a andar... demorou quase 2 dias a perceber isso.

É uma pena. O homem até fazia um bom lugar. Por mim, lançava já um grande movimento de apoio à recandidatura de Santana à presidência do PSD.

O pior momento da noite foi o discurso de Sócrates. Parecia uma caricatura dos políticos feito pela malta do Gato Fedorento: todos os clichés imaginários; discurso quase sem conteúdo; declaração de intenções vagas e generalistas. Enfim: Sócrates no seu pior, até na noite da vitória.

Finalmente, o Jerónimo estava felicíssimo, e com razão.

Depois da CDU ter passado de 9,2 em 1999 para 6,9 em 2002. Voltou a recuperar 53 mil votos mostrando que o PCP é um partido ainda fortemente enraizado na sociedade portuguesa e de erosão difícil.

Para além disso, o Jerónimo, quando comparado com Carlos Carvalhas, é muitíssimo melhor. É impressionante reparar agora o quão mau era aquele Toninho… Também os tempos eram outros: Se em 99 alguém tivesse dito metade do que disse o Jerónimo sobre alianças com o PS, seria totalmente passado a ferro, acusado de desvio de direita.

Bem. O que sei é que a minha mãe e a minha tia (elas não são operárias da zona industrial de Setúbal ou Aveiro, como alguns as gostariam de imaginar) votaram pela primeira vez CDU, e foi por causa do Jerónimo.

Publicado por [Saboteur] às fevereiro 22, 2005 09:45 PM

Comentários

O Paulo foi-se embora mas saiu em grande. Eu se fosse do PP tinha ficado orgulhoso. é um grande quadro.
Apoio o movimento por Santana. Só é pena que o gajo nem tenha dado tempo para nós o apoiarmos

Publicado por [Renegade] às fevereiro 22, 2005 10:16 PM

Há uma enorme oportunidade para constituirmos um movimento pró-Santana.

Proponho, desde já, o seguinte slogan:
"SANTANA, FICA! É DE LÍDERES COMO TU QUE O PSD PRECISA."

Publicado por [Joystick] às fevereiro 23, 2005 11:19 AM

Eu acho que o Marques Mendes ou o Menezes não são assim opções tão más. Mas, claro, bom bom era o Santana.

Publicado por [Rex] às fevereiro 23, 2005 11:55 AM

TIMONEIRO, eis uma palavra de que sempre gostei e que acho que deve constar de qualquer slogan.

Ou então da expressão líder luminoso, SANTANA É A LUZ...

Vamos fazer um concurso para o melhor slogan pró santana....

Publicado por [Anónimo] às fevereiro 23, 2005 01:01 PM

Santana é a Luz é bestial.

Por mim colava cartazes a dizer isso.

Onde é que um gajo se inscreve na Liga dos amigos e apoiantes de Santana à presidência do PSD e da República (vulgo LAASPPRE)

Publicado por [Anónimo] às fevereiro 23, 2005 01:32 PM

menino guerreiro
foi-se embora em Fevereiro

Publicado por [operation wolf] às fevereiro 24, 2005 11:54 AM

wolf esse é brilhante

Publicado por [Anónimo] às fevereiro 25, 2005 02:19 PM