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fevereiro 05, 2005

Poema para alevantar a moral / Bocage 4ever

Renegade passou por aqui e achou que o Spectrum estava a precisar de alguma tusa. O poema que se segue é dedicado a tod@s @s colaboradores/as do Spectrum, a todos os homens que já geraram vidas e aos outros e, em especial, aos meus amigos.

XIII

É pau, e rei dos paus, não marmelleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser arvore de figo,
Da glande o fructo tem, sem ser sobreiro:

Verga, e não quebra, como o zambujeiro;
Occo, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando ás vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:

Á roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nú;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!

Para carvalho ser falta-lhe um u;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar metta-o no cu.

Bocage, Poesias eroticas, burlescas e satyricas, London, 1926.

Publicado por [Renegade] às fevereiro 5, 2005 08:37 PM

Comentários

Eternamente Bocage.
Português no amor, na melancolia e no humor.

Publicado por [mfc] às fevereiro 5, 2005 09:23 PM

bocage, rei dos tugas.

Publicado por [rosa.va] às fevereiro 6, 2005 11:56 AM

Bocage para 1º Ministro já!!!

Publicado por [francis] às fevereiro 6, 2005 03:14 PM

Ah, o dia fantastico em que descobri esse livro na estante do meu avo!...

Publicado por [rita] às fevereiro 7, 2005 12:22 AM